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nota comercial

Se você não frequenta bares da região da Faria Lima, é provável que nunca tenha ouvido falar sobre o tamanho do mercado americano de Commercial Paper. São quase US$ 2 trilhões de carteira e até o Fed (Federal Reserve), o banco central americano, é participante ativo, comprando e vendendo esses títulos. Mas por que ele é tão grande?

Simples: por lá, as empresas usam a nota comercial como um instrumento muito eficaz de captação de recursos de curto prazo, essencialmente capital de giro, o que por si só já representa um grande volume. Porém, some-se a isso a grande oferta de dinheiro (equivalente à liquidez) por Money Market Funds e temos o papel trocando de mãos rapidamente, o que gera uma dinâmica de financiamento via mercado de capitais para a economia real.

Elementos do mercado americano de capitais, mais desenvolvido do que o nosso, apontam para o enorme potencial em nossas mãos agora. Em agosto de 2021, foi aprovada a Lei 14.195, que regula a Nota Comercial, equiparável ao Commercial Paper. Daí o exemplo, justamente por poder dar a flexibilidade que a empresa precisava somada à segurança jurídica que faltava ao investidor para que este mercado decolasse no Brasil.

Entre os principais benefícios para as empresas em relação ao crédito por meio de instrumentos bancários, como a CCB, está a eficiência do IOF de Crédito. Só aqui já há uma economia de cerca de 2%.

Além da eficiência financeira, temos a maior celeridade e a menor burocracia necessária para uma emissão do que debêntures e pode ser emitida por sociedade limitada ou anônima. É um tipo de título que qualquer FIDC ou mesmo bancos deveriam usar desde já no lugar das CCB, por exemplo, tanto pelo custo quanto pela condição de liquidez.

Um mercado que movimenta mais de US$ 1 trilhão por ano

Compreender o cenário dos Commercial Papers envolve entender também a sua história, que remete ao século XIX. Foi nessa época em que as primeiras Notas Comerciais foram criadas nos Estados Unidos.

O objetivo era funcionar como uma alternativa substituta aos empréstimos bancários, o que ajudou a fomentar o desempenho das empresas.

Além disso, até a década de 1950, praticamente todo o mercado de Notas Comerciais estava concentrado nos Estados Unidos. Foi a partir do fim da Segunda Guerra Mundial que esse título se popularizou em outros mercados.

Em 1960, a primeira Nota Comercial foi emitida no Brasil. No entanto, ainda faltavam mecanismos de controle e regulamentação, bem como regras específicas. Ao longo dos anos, outras regras foram desenvolvidas para criar as condições necessárias para esse setor.

Essa trajetória ajuda a explicar por que as Notas Comerciais estão consolidadas nos EUA. Como referência, em abril de 2021 o mercado era de 1,1 trilhão de dólares, em média.

Crescimento de 35,2% nas emissões no Brasil

De acordo com a ANBIMA, no primeiro trimestre de 2023, as emissões no mercado de capitais atingiram o marco de R$ 23,6 bilhões superando o ano anterior em 51%. 26 ofertas foram realizadas pelo rito de registro automático da nova norma de ofertas públicas (Resolução CVM 160), sendo que 35% dos recursos levantados foram destinados para refinanciamento de passivo, com relação a debêntures.

Uma alternativa eficiente que promete continuar competindo com operações estruturadas e debêntures vem tomando cada vez mais espaço nas emissões públicas e privadas, as Notas Comerciais, que representou uma movimentação de R$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 35,2% comparado com o mesmo período do ano anterior.

Esse instrumento moderno representa uma nova alternativa para captação e investimento de eficiência fiscal com a possibilidade de inclusão de garantias reais e representa uma relação direta entre emissor e investidor.

O desenvolvimento do mercado deste título também compete a quem provê infraestrutura, pois é preciso ter em mente que se trata de um negócio em que se pode ganhar muito na escala, mas é preciso ser menos ganancioso a cada operação em termos de custo para viabilizá-lo. Será que a fábrica de artesanato do mercado local, que cobra alto para customizar cada operação, encara este desafio?

No mundo dos investimentos empresariais, maximizar o retorno e reduzir custos é essencial para o sucesso financeiro de qualquer organização. Uma estratégia que ganhou destaque nos últimos anos é a substituição de mútuo (intercompany) pela Nota Comercial. Essa abordagem tem se mostrado uma alternativa eficaz para empresas que buscam economizar em IOF Crédito nas operações e otimizar seus investimentos. Neste artigo, exploraremos o que são contratos de mútuo, para que eles servem, os custos e impostos envolvidos, e como a Nota Comercial pode ser uma solução inteligente para grupos empresariais. Além disso, discutiremos como assessores de investimentos podem auxiliar seus clientes Corporate (Pessoa Jurídica) neste processo.

O que são contratos de mútuo (intercompany)?

Os contratos de mútuo, também conhecidos como empréstimos intercompany, são transações financeiras entre empresas dentro do mesmo grupo empresarial. Esses contratos podem servir para diversas finalidades, como financiar operações de uma subsidiária, gerenciar fluxo de caixa ou otimizar a tributação.

Para que servem os contratos de mútuo (intercompany)?

Esses contratos são frequentemente utilizados por grupos empresariais (holdings) para movimentar recursos financeiros entre as empresas do mesmo grupo econômico. Eles podem ajudar a empresa a atender suas necessidades de financiamento ou alocar recursos de maneira estratégica.

Custos e impostos dos contratos de mútuo (intercompany)

Embora os contratos de mútuo (intercompany) ofereçam benefícios em termos de flexibilidade e controle, eles podem acarretar custos e impostos. Por exemplo, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de Crédito, que é aplicado em empréstimos intercompany, e a taxa pode variar de acordo com o prazo da operação, diferentemente da solução que apresentaremos a seguir, a Nota Comercial.

A Solução: Nota Comercial

Uma alternativa eficaz aos contratos de mútuo (intercompany) é a Nota Comercial. A Nota Comercial é um instrumento financeiro que permite a transferência de recursos entre empresas de forma simples e econômica. Uma das principais vantagens da Nota Comercial é a economia de IOF Crédito, já que essa transação é isenta desse imposto, o que pode representar uma economia significativa para empresas envolvidas em operações intercompany.

Como Assessores de Investimentos podem ajudar

Com base nas resoluções da CVM 178 e 179, os Assessores de Investimentos têm um papel fundamental ao orientar investimentos para seus clientes Corporate, especialmente grupos empresariais, na otimização de suas estratégias financeiras. Ao considerar a substituição de contratos de mútuo (intercompany) pela Nota Comercial, os assessores podem:

Analisar a Situação Atual: Avaliar a situação financeira da empresa-cliente e identificar oportunidades de economia e otimização.

Educar sobre a Nota Comercial: Explicar os benefícios da Nota Comercial em termos de economia de IOF Crédito e simplicidade.

Execução e Gestão: Auxiliar na execução da Nota Comercial e monitorar as transações para garantir conformidade e eficiência.

Acompanhamento Contínuo: Fornecer suporte contínuo para garantir que a estratégia continue atendendo aos objetivos financeiros da empresa.

Bonificação para o Assessor: No Programa de Parcerias da Laqus voltado para Assessores de Investimentos, após indicar o seu cliente e ter o sucesso da operação, o Assessor é remunerado pela Laqus de acordo com o volume da operação e o fee gerado. Toda evolução comercial é realizada pela Laqus, que também irá auxiliar em estratégias de marketing, se necessário. Dessa forma, os clientes são auxiliados com os benefícios da Nota Comercial e o Assessor é remunerado por isso.

A substituição de mútuo (intercompany) pela Nota Comercial é uma estratégia inteligente para empresas que buscam economizar em impostos e otimizar seus investimentos. Assessores de Investimentos desempenham um papel determinante ao orientar seus clientes Corporate, principalmente grupos empresariais, nesse processo.

Se você deseja obter mais informações sobre como a Laqus pode apoiar suas estratégias de investimento empresarial, confira nosso Programa de Parcerias para Assessores de Investimentos.

Maximize seus investimentos, economize em impostos e alcance o sucesso financeiro com a estratégia certa.

O ano não acabou e ainda promete trazer desafios e oportunidades únicas para o mercado financeiro. Para Assessores de Investimentos que atendem ao público Corporate (pessoa jurídica), estar preparado para orientar empresas em busca de rentabilidade é fundamental. Neste artigo, exploraremos as três principais estratégias que os Assessores podem considerar para ajudar seus clientes a rentabilizar mais ainda neste ano ou se preparar para o próximo.

 

Diversificação Inteligente de Carteira

A diversificação de carteira é uma estratégia fundamental para mitigar riscos e buscar retornos consistentes. Para empresas, essa abordagem pode ser ainda mais crucial, considerando a necessidade de proteger o capital e alcançar metas financeiras de longo prazo. Assessores de Investimentos podem ajudar as empresas a diversificar de forma inteligente, considerando:

Diversificação de Ativos: Recomendar uma combinação de classes de ativos, como ações, títulos, fundos imobiliários e investimentos alternativos, de acordo com as metas e o perfil de risco da empresa.

Diversificação Setorial: Orientar as empresas a investir em diferentes setores da economia para reduzir a exposição a flutuações em um único setor.

Investimentos Internacionais: Explorar oportunidades de investimento no exterior para aumentar a diversificação geográfica e acessar mercados globais.

Estratégias Fiscais Inteligentes

A otimização fiscal é um aspecto crítico dos investimentos para empresas. Assessores de investimentos podem ajudar a identificar estratégias fiscais inteligentes, como:

Planejamento Tributário: Avaliar o perfil fiscal da empresa e buscar estratégias para reduzir a carga tributária de acordo com a legislação vigente.

Produtos com Benefícios Fiscais: Recomendar produtos de investimento que ofereçam benefícios fiscais específicos, como investimentos em previdência privada empresarial.

Estratégias de Saída Eficientes: Planejar a saída de investimentos de forma a minimizar os impactos fiscais e maximizar os ganhos líquidos.

Investimentos em Renda Fixa Corporativa e Alternativos

Em 2023, considerando as taxas de juros e a volatilidade do mercado, as empresas podem explorar oportunidades em investimentos em renda fixa corporativa e alternativos:

Notas Comerciais e CR (Cédula de Crédito): Esses instrumentos de dívida podem oferecer taxas atrativas para empresas ou até mesmo a isenção de taxas, fornecendo capital de giro ou financiando projetos de expansão.

Substituição de Mútuos (intercompany): Assessores podem sugerir essa estratégia em substituir os tradicionais contratos de mútuo (intercompany) pela Nota Comercial, e com isso gerar uma grande economia, já que diferentemente do mútuo, a Nota Comercial possui isenção de IOF de crédito.

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Fundos de Investimento Especializados: Explorar fundos de investimento que se concentram em investimentos corporativos e alternativos pode ser uma maneira de diversificar e buscar retornos mais elevados.

Hora de superar as expectativas!

A busca por rentabilidade no mercado financeiro é uma prioridade para muitas empresas. Assessores de investimentos desempenham um papel fundamental ao orientar seus clientes PJ por meio de estratégias inteligentes de diversificação, otimização fiscal e seleção de investimentos adequados. A combinação dessas três principais estratégias pode ajudar as empresas a rentabilizarem muito neste ano e alcançar seus objetivos financeiros de forma segura e eficaz. Lembre-se de que é importante adaptar essas estratégias de acordo com o perfil de risco e as necessidades específicas de cada empresa-cliente.

O mundo dos investimentos é dinâmico e em constante evolução. Para assessores de investimentos experientes, estar atualizado é essencial para tomar decisões informadas e manter seus clientes satisfeitos. Uma das melhores maneiras de se manter atualizado é acessar regularmente sites especializados que fornecem notícias, análises e gráficos sobre o mercado financeiro. Neste artigo, apresentaremos os 5 principais sites e portais para você ficar por dentro!

 

  1. bloomberg.com / Infomoney – Notícias Financeiras em Tempo Real

Um dos pilares da tomada de decisões de investimento é estar atualizado com as últimas notícias financeiras. O bloomberg (bloomberg.com) oferece notícias em tempo real sobre os mercados globais, economia e empresas. Um dos queridinhos do mercado financeiro para ficar por dentro de eventos que afetam a economia global.

Uma opção brasileira de portal de notícias do mercado financeiro é o infomoney (www.infomoney.com.br), que também é super completo e atualizado com tudo que você precisa saber para se manter informado.

 

  1. Suno Research – Análises de Especialistas

A Suno Research (www.suno.com.br/research) oferece relatórios e análises detalhadas de empresas e ativos do mercado financeiro brasileiro. Embora seja uma fonte útil para investidores individuais, suas análises podem ser valiosas para assessores que atendem empresas.

 

  1. investing.com – Gráficos e Análise Técnica

A análise técnica desempenha um papel crucial na avaliação de ativos financeiros. O Investing.com (br.investing.com) oferece uma variedade de gráficos interativos, indicadores técnicos e ferramentas de análise que permitem que assessores, por exemplo, visualizem tendências de preços e identifiquem pontos de entrada e saída em suas estratégias de investimento.

 

  1. Yahoo Finance – Dados de Mercado e Estatísticas

Acesso a dados de mercado confiáveis é fundamental. O Yahoo Finance (finance.yahoo.com) é uma fonte confiável que fornece uma ampla gama de informações, incluindo cotações em tempo real, volumes de negociação, relatórios financeiros das empresas e muito mais. Isso permite que os assessores avaliem o desempenho de ativos e tomem decisões baseadas em dados sólidos.

 

  1. Laqus Search – O Google do Mercado de Capitais

O Laqus Search (search.laqus.com.br) é a única ferramenta disponível no mercado que compila todas as informações referentes às ofertas públicas de valores mobiliários registradas na CVM. Uma ferramenta gratuita e intuitiva que permite o usuário pesquisar informações sobre valores mobiliários diretamente do navegador do computador ou do próprio celular.

 

[EXTRA] Lanterna na Proa by Laqus

Lanterna na Proa” (mkt.laqus.com.br/lanterna-na-proa-dashboard) é o nome do editorial que mantém você atualizado sobre as principais novidades do mercado financeiro nacional e internacional, através de um dashboard interativo com análises sobre o cenário macroeconômico e com base em dados para promover decisões imparciais, orientativas e ágeis.


Manter-se atualizado no mercado financeiro é fundamental para o sucesso de um assessor de investimentos. Os sites listados nesse artigo oferecem uma riqueza de informações, análises e ferramentas para ajudar os assessores a tomar decisões informadas e aprimorar suas habilidades. Vale a pena lembrar que a qualidade da informação e a confiabilidade dos sites são fundamentais para utilizá-los como fontes de pesquisa. Aplicando esses recursos em sua rotina, os assessores de investimentos podem se atualizar e se destacar no mercado financeiro.

Após ganhar espaço no mercado de renda fixa, disputando com as tradicionais debêntures, a Nota Comercial é o título mobiliário versátil que se tornou a principal aposta entre empresas que buscam novas formas de financiamento e investidores que pretendem ampliar a diversificação e rentabilidade de seus portfólios.

O volume de emissões de notas comerciais foi o quarto mais alto em 2022 dentre os demais instrumentos de renda fixa, o que é bastante interessante por se tratar de um produto relativamente novo. Empresas como Petrobras e Eletrobras, por exemplo, somaram cerca de R$ 9 bilhões em ofertas públicas de notas comerciais, reforçando a robustez deste título escritural, com rito menos complexo e burocrático do que outros produtos já citados anteriormente, como as debêntures.

A Nota Comercial é versátil e por isso pode ser negociada em mercado secundário, além de permitir a conversão em quotas societárias, pagamento em ações, inclusão de garantias reais e até mesmo servir de lastro para operações estruturadas. O segmento Corporate, por sua vez, tem visto como uma ótima opção para levantar fundos para suas operações diárias e necessidades de capital de giro.

Recentemente, diversos Assessores de Investimentos têm encontrado na Nota Comercial uma nova forma para ampliar remuneração e rendimentos variáveis ao identificarem oportunidades para seus clientes incorporarem este produto em suas carteiras, oferecendo eficiência fiscal (IOF Crédito 0%) e gestão otimizada de liquidez.

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Novas plataformas tecnológicas para estruturação e depósito de valores mobiliários, como a Laqus, têm desenvolvido programas de incentivo e parcerias para este público, com o objetivo de dar tração ao impacto significativo do trabalho de assessores e ampliando a performance de remunerações variáveis e rendimentos mensais.

O Programa de Parcerias da Laqus é uma iniciativa que responde às mudanças regulatórias das resoluções CVM 178 e 179 sobre transparência na remuneração, permissão para recomendação de investimentos, fim de exclusividade com corretoras e flexibilidade nas formas de contratação.

Com ele, Assessores de Investimentos que atendem o segmento Corporate e identificam oportunidades para substituição de contratos de mútuos (intercompany) por notas comerciais, a fim de entregar eficiência e economia fiscal para seus clientes por meio da infraestrutura da Laqus para acesso simplificado e emissões no mercado de capitais, podem receber remunerações agressivas pelo sucesso das indicações.

O objetivo é criar uma via de mão dupla em benefícios que a Nota Comercial pode entregar aos emissores, assessores e investidores, democratizando e ampliando o potencial do mercado de capitais brasileiro.

Confira os principais benefícios da Nota Comercial para Assessores de Investimentos:

 

Diversificação de carteira

Ao incluir notas comerciais na composição do portfólio, emissores e investidores diversificam seus investimentos além das opções tradicionais, como ações e títulos. Isso permite uma melhor alocação de ativos, reduzindo a exposição a riscos específicos e potencialmente melhorando o desempenho geral da carteira.

Acesso a oportunidades de mercado

As notas comerciais permitem que os assessores ofereçam aos clientes acesso ao mercado de capitais, algo que pode ser atraente para empresas que buscam novas alternativas de investimento, alongamento de dívida ou captação de recursos.

Gestão de liquidez

Notas comerciais têm vencimentos de curto prazo, o que pode ser benéfico para a gestão de liquidez das empresas. Isso permite que as empresas mantenham parte de seus fundos em investimentos que podem ser facilmente convertidos em capital real para atender às obrigações operacionais.

Ampliação do leque de produtos

Com as mudanças regulatórias permitindo recomendações de investimento por parte dos assessores, as notas comerciais podem ser uma adição estratégica às carteiras dos clientes. Isso expande as opções disponíveis para os assessores oferecerem soluções personalizadas de acordo com as metas de investimento e perfil de risco de cada cliente.

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Por meio da indicação de oportunidades reais para substituição de contratos mútuos (intercompany) por notas comerciais, os assessores podem explorar o formato de remuneração agressiva (Success Fee), enquanto seus clientes ganham economia fiscal nas transações de crédito do grupo econômico. Isso pode trazer recursos adicionais para investir em notas comerciais e outras oportunidades de investimento. Saiba mais!

O mercado de capitais oferece diversas oportunidades tanto para as empresas que desejam captar recursos quanto para os investidores que querem rentabilizar seu patrimônio. Entre as alternativas, estão os títulos privados, como as notas comerciais.

Porém, é bastante comum que surjam percepções incorretas sobre o tema — e isso pode atrapalhar a tomada de decisão. Logo, o ideal é conhecer o que é mito e o que é verdadeiro sobre o assunto.

Tem interesse em saber mais sobre os títulos privados? Continue a leitura e veja quais são 5 mitos e verdades sobre as notas comerciais!

Entenda o que são títulos privados

Os títulos privados são valores mobiliários emitidos por empresas e instituições que desejam captar recursos. No geral, a ideia é que eles sirvam como um compromisso financeiro: o investidor disponibiliza os recursos para o emissor, que fica responsável por pagar o valor inicial investido mais um rendimento acordado.

Vale notar, ainda, que esses investimentos fazem parte da renda fixa e podem se dividir em dois tipos principais. Os títulos privados, de modo geral, são aplicações emitidas por instituições financeiras, como os bancos.

Já os títulos do crédito privado são emitidos por empresas não-financeiras que desejam captar recursos para financiar suas operações e projetos. Entre os principais tipos, estão:

  • certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs);
  • certificados de recebíveis imobiliários (CRIs);
  • certificados de recebíveis (CRs);
  • debêntures;
  • notas comerciais;
  • entre outros.

Desvende 5 mitos e verdades sobre as notas comerciais

Como você viu, as notas comerciais ou commercial papers são um título do crédito privado. Como elas são menos conhecidas que outras aplicações do mercado, é comum que surjam dúvidas e até mitos acerca desse tema.

Para evitar dúvidas, veja quais são as 5 verdades e mentiras sobre as notas comerciais e conheça melhor essas alternativas!

1. “Títulos de dívida, debêntures e notas comerciais são a mesma coisa”

Mito. Quando o assunto envolve os títulos de dívida, é bastante comum que eles sejam confundidos com as debêntures ou com as notas comerciais. Porém, os termos não podem ser usados como sinônimos.

Afinal, as debêntures são títulos de dívidas emitidos por sociedades anônimas que desejam captar recursos para suas atividades. No entanto, existem outros títulos de dívida disponíveis no mercado, como os CRIs, CRAs e as notas comerciais.

Dessa maneira, é possível afirmar que toda debênture e toda nota comercial é um título privado de dívida. No entanto, debêntures e notas comerciais são alternativas distintas.

2. “Somente empresas de capital aberto podem emitir títulos privados”

Mito. As empresas de capital aberto são aquelas que realizam uma oferta pública inicial ou initial public offering (IPO) na bolsa de valores. Com isso, elas têm suas ações negociadas nesse mercado organizado.

Embora elas também possam emitir títulos de dívida, esses valores mobiliários não se limitam a companhias de capital aberto. Logo, empresas de capital fechado e que, portanto, não estão na bolsa podem ser emissoras dessas aplicações.

Inclusive, convém notar que, normalmente, a emissão desses títulos é mais rápida, mais barata e menos burocrática que a abertura de capital.

Além disso, com a emissão de títulos de dívida não há mudanças na estrutura do capital social da empresa e não é preciso ceder participação aos investidores. A relação estabelecida é de credor (investidor) e devedor (emissor).

3. “Emitir notas comerciais é mais barato que pegar empréstimo”

Verdade. As notas comerciais são títulos de dívida emitidos por uma empresa para captar recursos. Então, ao emitir a aplicação, a companhia assume um compromisso financeiro junto a um credor, que disponibiliza os recursos em troca de um retorno no prazo combinado.

No caso da rentabilidade, os títulos podem ter um retorno:

  • prefixado: definido por uma taxa anual fixa que não muda ao longo do tempo;
  • pós-fixado: varia com um indicador, como o Certificado de Depósito Interbancário (CDI);
  • híbrido: acompanha uma taxa fixa mais um índice, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Para as empresas, as taxas pagas na emissão das notas comerciais são menores que os juros cobrados pelos bancos por empréstimos e financiamentos. Por isso, emitir esses títulos de dívida tende a ser mais barato que recorrer a linhas de crédito tradicionais, o que pode ajudar a gestão financeira do negócio.

Já para os investidores, os commercial papers são investimentos que podem oferecer retornos melhores que outros títulos de renda fixa. Dessa forma, eles tendem a ser uma alternativa atrativa para rentabilizar o capital.

4. “Qualquer empresa pode emitir uma nota comercial”

Mito. Apesar das vantagens que a nota comercial oferece, não são todas as empresas que podem emiti-las. Na prática, elas podem ser emitidas por:

  • sociedades anônimas;
  • sociedades limitadas;
  • sociedades cooperativas.

Ao mesmo tempo, essas regras fazem com que as notas comerciais sejam mais acessíveis que as debêntures, que são limitadas às sociedades anônimas. Assim, embora elas não sejam emitidas por todas as empresas, elas garantem mais abrangência quanto ao acesso ao mercado de capitais.

5. “A nota comercial funciona bem para o curto prazo”

Verdade. Assim como acontece com os demais títulos privados de dívidas, o emissor da nota comercial pode definir as características de funcionamento da aplicação — o que inclui o prazo de vencimento.

Embora essa não seja uma regra, é bastante comum que os commercial papers sejam oferecidos ao mercado com um prazo menor de vencimento. Nesses cenários, eles podem ser boas alternativas para captação de recursos de curto prazo, como o montante destinado ao capital de giro.

Porém, nada impede que a empresa emissora defina prazos mais longos para esse tipo de investimento. Portanto, esses títulos de dívida costumam ser bastante versáteis para empresas com necessidades distintas e para investidores com objetivos variados.

Ao chegar até aqui, você decifrou 5 mitos e verdades sobre os títulos privados — em especial, as notas comerciais. Com isso, é possível aproveitar melhor essas aplicações e analisar se elas fazem sentido para as necessidades de captação de recursos ou de rentabilização de recursos.

Este artigo foi útil para você? Se quiser conhecer mais sobre as notas comerciais e outros títulos, entre em contato com o time Laqus!