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Informativo

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) disponibilizou, no dia 03/05/2023, o Ofício Circular nº 02/2023/CVM/SIN com o objetivo de esclarecer dúvidas trazidas pelo mercado sobre a Resolução CVM nº 175, que vem sendo chamada de o novo Marco Regulatório dos Fundos de Investimento. O documento busca facilitar o entendimento do novo arcabouço regulatório e contribuir com a redução do custo de observância regulatória.

O Ofício Circular nº 02/2023/CVM/SIN é o segundo elaborado pelo Órgão Regulador sobre o tema e apresenta perguntas e respostas acompanhadas de um índice para facilitar a leitura e busca dos pontos listados. Vale destacar que a Resolução CVM nº 175 já sofreu alterações por meio da Resolução CVM nº 181.

Você pode acessar na íntegra o ofício clicando aqui. Entre os principais temas abordados pelo Ofício Circular nº 02/2023/CVM/SIN, estão:

Exposição ao risco de capital

O documento informa sobre a necessidade de previsão da classificação do fundo como Long and Short na política de investimento do fundo e esclarece questões sobre a não segregação de investimentos, responsabilidade de consolidação sobre os fundos investidos no exterior, conceitos de margem bruta e aplicabilidade sobre os limites de margens.

Interlocução entre prestadores essenciais e CVM

O Ofício sanou dúvidas quanto às interações enviadas junto à CVM, ratificando que é o administrador que enviará tais comunicados, como agente responsável operacionalmente pelo envio à CVM, ainda que tenham sido elaborados ou providenciados pelo gestor.

Verificações necessárias pelo Administrador

O documento aborda a definição de momento e periodicidade das verificações que ficará a critério das rotinas e políticas adotadas por cada administrador, em observância aos deveres, obrigações e padrões de conduta previstos pela regulamentação.

Responsabilidades dos custodiantes

Sobre o Art. 27 do Anexo I, que informa sobre a responsabilidade do custodiante, a CVM concorda que este item não seria aplicável, dado que a menção/item de responsabilidades específicas ao custodiante não consta na parte geral da Resolução.

Faça operações sem a necessidade do registro do direito creditório!

Clique aqui e saiba como.

ISIN e outros códigos

A CVM esclarece que, por ora, para identificar os ativos de forma individualizada, será utilizado o ISIN. Caso existam subclasses, é desejável que o ISIN seja gerado.

Exposição da taxa de administração

É possível inserir a informação sobre a variação da taxa de administração, assim como é feito no FIF, para a classe e subclasse desde que respeite os critérios no art. 48, § 1º, VII, da Resolução.

Novas alternativas para emissão e depósito de valores mobiliários

Principal alternativa para serviço de depositária de valores mobiliários disponíveis no mercado, a Laqus possui mais de R$ 7 bilhões em depósito, principalmente de Nota Comercial, com mais de 10 bancos, 50 fundos e cerca de 150 emissores como clientes. “É um volume pequeno em comparação com a B3, mas significativo tendo em vista o crescimento no curto prazo. O ticket médio dessas operações também é bastante baixo, de R$ 10 milhões a R$ 12 milhões, o que significa que nossa proposta de simplificar o acesso e a jornada no mercado de capitais está acontecendo”, diz Luana Monteiro em entrevista à Gazeta do Povo, sócia-diretora da Laqus, que explica que um dos principais objetivos da empresa é facilitar todo o controle da emissão de dívidas, do pré ao pós-emissão.

Criptoativos

O Ofício Circular responde dúvidas quanto à existência ou não de limites quando da aplicação em cotas de fundos no exterior que alocam seus recursos em criptoativos e ETFs de criptoativos, e sobre a existência de exigências relacionadas à custódia de criptoativos ou ativos tokenizados.

Crédito de carbono

O racional quanto à abrangência e conceito entendido pelo regulador foi abordado no documento.
Com a disponibilização do Ofício Circular nº 02/2023/CVM/SIN, a CVM busca contribuir para a redução de dúvidas e incertezas dos participantes do mercado em relação ao novo Marco Regulatório dos Fundos de Investimento.

A Laqus é uma infraestrutura no mercado financeiro que oferece um ecossistema eficiente para emissão de títulos de renda fixa, além de dar tecnologia e segurança na gestão das emissões, dívidas e derivativos em tesouraria.

Para complementar este conteúdo, disponibilizamos dois artigos recentes sobre o tema:

  • “Resolução CVM 175: mais proteção aos cotistas de fundos”, por Rodrigo Amato, CEO da Laqus e disponível aqui.
  • “Os avanços do novo marco regulatório dos Fundos de Investimentos para a construção de um mercado mais seguro, competitivo e eficiente”, por Jéssica Mota, PO da Laqus e disponível aqui.

É importante acompanhar as notícias da economia para realizar investimentos de modo consciente. Afinal, o cenário econômico impacta diretamente o mercado financeiro e os investimentos. Nesse sentido, é indispensável conhecer alguns termos.

Por exemplo, você sabe o que é exatamente a inflação e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)? Esses conceitos aparecem frequentemente no noticiário e estão relacionados ao poder de comprar e à rentabilidade dos investimentos.

Para aprender mais, continue conferindo este artigo. Nele, você entenderá o que significam a inflação e o IPCA e como investir considerando esses fatores.

Vamos lá?

O que é a inflação?

A inflação é o termo utilizado para contextualizar o aumento generalizado e constante dos preços de produtos e serviços em uma economia. Dessa maneira, quando ela está em alta, significa que a moeda perde o seu poder de compra.

Assim, o cenário de alta da inflação impacta diretamente o cotidiano da população. Afinal, é necessário utilizar mais dinheiro para comprar os mesmos produtos e serviços. Para entender melhor a dinâmica, vale saber que a inflação se divide em três grupos.

O primeiro é chamado de inflação de custos ou de oferta. Ele acontece quando é preciso gastar mais dinheiro para produzir um bem ou oferecer um serviço. Esse tipo de inflação impacta a produtividade de diversos setores, refletindo no aumento dos preços para o consumidor.

O segundo grupo se refere à inflação de demanda. Esse movimento ocorre quando há maior procura pelo bem ou serviço do que o mercado pode produzir ou oferecer. Assim, os itens sobem de preço, já que há uma disputa dos consumidores por eles.

Já o terceiro tipo de inflação é a inercial. Ela é gerada pelas expectativas econômicas para o país e a confiança do mercado. Desse modo, entre os três tipos de inflação, essa é considerada mais especulativa.

Vale a pena entender, ainda, que a inflação nem sempre é sinônimo de um cenário ruim para um país. Quando ela avança de forma controlada, pode ser um indicativo de que a economia está aquecida, pois há mais consumo gerado pelo aumento do emprego.

Mas, para isso acontecer, é necessário que o Governo monitore e saiba controlar a inflação. Uma das ferramentas utilizadas para acompanhar o fenômeno é o indicador IPCA.

O que é o índice IPCA e para que serve?

Como você viu, o IPCA é utilizado como um dos recursos para acompanhar a inflação. Isso porque ele é o principal indicador da inflação no Brasil e serve como base para decisões econômicas no país. O índice baseia, por exemplo, a definição da taxa básica de juros brasileira, a Selic.

Para isso, o IPCA mede a variação de preço de uma cesta de produtos e serviços, como itens básicos de alimentação e higiene, transporte, habitação, educação etc. Assim, é possível entender se houve aumento ou redução no custo de vida da população e no poder de compra.

Quem realiza a conferência dos preços e os cálculos necessários para obter o IPCA é o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O órgão verifica diariamente a lista de produtos e serviços mais consumidos pelas famílias brasileiras, com renda entre 1 a 40 salários mínimos, durante 30 dias.

No cálculo, os itens com maior relevância no cotidiano da maioria das famílias apresenta maior peso. Dessa forma, produtos de alimentação e higiene têm maior representação no índice do que peças de vestuário, por exemplo.

O IPCA mensal é calculado e divulgado ao final de cada período de avaliação. Além dele, há o IPCA anual — que é obtido pela média do índice ao longo de 12 meses.

Também é interessante saber que os preços são analisados em lugares específicos do país, e não em todos os municípios, por exemplo. Nesse caso, as cidades usadas como referência são as regiões metropolitanas, como Rio de Janeiro, Salvador, Distrito Federal etc. E cada uma delas tem peso diferente no cálculo.

Quais os impactos da inflação no mercado e na sua carteira?

Agora que você já sabe o que é inflação e como ela é mensurada, é momento de entender quais são os impactos dela no mercado e na sua carteira de investimentos. Como vimos, uma alta descontrolada na inflação reduz o poder de compra da população.

Nesse sentido, ela afeta diretamente os ganhos de um investimento. Afinal, com a moeda desvalorizada, o patrimônio já não é mais capaz de pagar o que comprava antes. Para entender melhor essa dinâmica, você deve saber o que é rentabilidade nominal e rentabilidade real.

A primeira se refere ao retorno geral de um investimento. Por exemplo, considere um título do Tesouro Prefixado que rende 10% de juros ao ano. Essa porcentagem é a rentabilidade nominal. Já a rentabilidade real desconta a inflação desse ganho.

Nesse exemplo, se o IPCA fosse de 12% ao ano, haveria uma rentabilidade real negativa. Afinal, a inflação seria superior ao rendimento do título. Logo, o seu patrimônio perderia em poder de compra, mesmo tendo aumentado com os rendimentos.

Como investir diante de um cenário de inflação?

Você aprendeu que a inflação pode prejudicar a rentabilidade real dos seus investimentos. Dessa maneira, é importante entender como investir diante de um cenário com IPCA alto. Assim, torna-se possível elaborar uma estratégia que proteja sua carteira da desvalorização da moeda.

Para isso, pode ser interessante buscar alternativas que ofereçam rentabilidade atrelada à inflação. É o caso dos títulos híbridos que acompanham o IPCA e têm a soma de uma taxa de juros fixa. Logo, eles entregam ganhos reais positivos.

Há também os títulos que seguem a Selic — que é utilizada para controlar a inflação. Desse modo, quando o IPCA está alto, a Selic também costuma aumentar, melhorando a rentabilidade dos títulos atrelados a ela.

Em contrapartida, quando há tendência de queda na curva de juros, pode ser interessante considerar os títulos prefixados. Isso porque eles apresentam uma taxa fixa de juros que, quando é maior que a inflação, gera rentabilidade positiva.

Mas vale lembrar que, independentemente do cenário econômico, é importante man inflação ipca  ter a estratégia de investimentos alinhada aos seus objetivos e perfil de investidor. Além disso, é fundamental diversificar a sua carteira com intuito de protegê-la da desvalorização da moeda e de outros riscos.

Neste artigo, você entendeu o que é inflação e o IPCA e como esses fatores podem impactar o mercado e os seus investimentos. Agora, é viável utilizar essas informações na hora de analisar as alternativas que podem proteger o seu patrimônio nesse cenário.

Para complementar seus conhecimentos, aproveite e confira 3 aplicações financeiras atreladas à inflação para compor a sua carteira!

O mercado financeiro é composto por investimentos de diferentes classes e que apresentam funcionamentos distintos. Dependendo da forma como ocorrem a emissão e a negociação, eles são classificados como valores imobiliários — o que exige sua atenção.

Afinal, esse é um dos conceitos mais importantes para os investidores e pode ajudá-lo a decidir como compor a carteira. Além disso, o termo está relacionado à segurança, devido à regulamentação que é válida para esse tipo de investimento.

Neste artigo, você entenderá o que são valores mobiliários e como é possível investir neles. Confira!

O que são valores mobiliários no mercado financeiro?

Os valores mobiliários correspondem a títulos financeiros emitidos por instituições públicas ou privadas, que podem ser de propriedade ou de crédito. Logo, eles podem oferecer tanto o direito de participação quanto apenas o direito de remuneração, por exemplo.

Todos os valores mobiliários do mercado financeiro brasileiro são fiscalizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é a entidade responsável por regulamentar o setor. Assim, os títulos devem se alinhar às regras definidas, garantindo a segurança institucional.

Quais são os principais tipos de valores mobiliários existentes?

Agora que você sabe o que são os valores mobiliários, convém entender quais são os principais tipos e como eles funcionam. Eles são definidos pela Lei nº 6.385/76. Porém, vale destacar que a lista passou por alterações ao longo dos anos, atualizando as possibilidades do mercado.

A seguir, veja quais são os principais tipos de valores mobiliários disponíveis e as suas características!

Debêntures

A debênture é um título de crédito que pode ser emitido por sociedades anônimas de capital aberto ou fechado. Ela prevê o pagamento de rentabilidade prefixada, pós-fixada ou híbrida, em condições de prazo e liquidez que variam conforme as regras definidas pelo emissor.

A emissão de debêntures deve ser aprovada pelo Conselho Administrativo da companhia. Além disso, o processo deve obter registro na CVM.

CRIs e CRAs

O certificado de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA) também são títulos do crédito privado. Eles são emitidos por securitizadoras, que são instituições que adquirem os direitos creditórios de empresas por meio da antecipação dos recebíveis.

Esses valores mobiliários são lastreados nos setores de imóveis e de agronegócio, respectivamente. Os títulos também apresentam características de retorno, prazo e liquidez de acordo com as definições do emissor.

Notas comerciais

As notas comerciais ou commercial papers funcionam como uma promessa de pagamento entre a empresa emissora e o investidor. Embora sejam semelhantes às debêntures, elas também podem ser emitidas por sociedades limitadas e cooperativas.

Nesses valores mobiliários, não há limites de valor ou de prazo e as condições podem ser acordadas entre o emissor e o investidor.

Ações

Além dos valores mobiliários de renda fixa que você viu até aqui, existem alternativas de renda variável. Um dos principais exemplos é a ação, que corresponde a uma fração do capital social de uma empresa. Assim, quem adquire esses papéis participa dos resultados do negócio.

Vale saber que as ações podem dar origem a outros valores mobiliários, como os direitos de subscrição. Esses são proventos que garantem a preferência de compra de novas ações emitidas via oferta secundária ou follow on, por exemplo.

BDR

Os certificados de depósito de valores mobiliários (BDR) são emitidos por uma instituição depositária e têm lastro em ativos do mercado internacional. Entre os BDRs existentes, há alternativas de ações, fundos de índice (ETFs) e títulos de dívidas internacionais, por exemplo.

Ao investir em um BDR, você tem o direito de participar dos resultados do investimento que dá lastro ao certificado. Porém, você não se torna o acionista de uma empresa ou o cotista de um ETF internacional, por exemplo.

Cotas de fundos de investimento

As cotas de fundos de investimento de renda fixa e renda variável também são consideradas valores mobiliários. Como elas são emitidas e negociadas de forma ampla no mercado financeiro, elas atendem aos critérios para essa classificação e devem cumprir os requisitos da CVM.

É interessante saber que existem fundos com cotas negociadas na bolsa de valores (como os fundos imobiliários ou FIIs e os fundos de índice), enquanto outros são disponibilizados nas plataformas de investimento das instituições financeiras.

Derivativos

Os derivativos também são classificados como valores mobiliários. Eles consistem em instrumentos financeiros vinculados a ativos do mercado — como ações, commodities, moedas estrangeiras, índices etc.

Entre os derivativos mais comuns, estão opções, contratos a termo e contratos futuros. Em geral, eles são utilizados para a especulação ou para a proteção (hedge) da carteira.

O que não são valores mobiliários?

Além de entender o que são os valores mobiliários e os principais tipos disponíveis, é essencial compreender quais alternativas não são classificadas dessa maneira. Um dos principais exemplos são os títulos de dívida pública.

Isso significa que os títulos emitidos pelo Tesouro Nacional e negociados no Tesouro Direto não são considerados valores mobiliários no mercado financeiro do Brasil.

Também são excluídos dessa classificação os títulos cambiais de instituições financeiras, com exceção das debêntures. É por isso que um certificado de depósito bancário (CDB), por exemplo, não é considerado um valor mobiliário.

Como investir em valores mobiliários?

Até aqui, você viu o que são valores mobiliários e como eles se classificam. Agora, é interessante saber como é possível acessá-los para aproveitar essas oportunidades de investimento.

O investimento em ações, por exemplo, é feito diretamente pela bolsa de valores. O mesmo vale para os BDRs e alguns tipos de fundos de investimento.

Na maioria dos casos, entretanto, o investimento deve ser feito por meio de uma instituição regulada do mercado. Logo, as oportunidades disponíveis dependerão do portfólio oferecido pela instituição.

Ademais, no momento de escolher os investimentos que farão parte da carteira, vale a pena conhecer melhor as opções disponíveis. Com a Laqus, por exemplo, você tem acesso a diversos conteúdos sobre o tema e soluções do mercado financeiro — como CRA, debêntures e notas comerciais.

Ao estudar mais sobre o assunto, você terá melhores condições para avaliar as oportunidades do mercado, favorecendo a sua estratégia de investimentos. E você pode contar com o apoio da Laqus nessa jornada!

Neste artigo você descobriu o que são valores mobiliários e quais são os principais tipos. Assim, você pode começar a planejar melhor seus investimentos para aproveitar alternativas condizentes com seu perfil de investidor, objetivos financeiros e expectativas de retorno.

Quer saber mais sobre o tema? Aproveite para entrar em contato com o nosso time da Laqus e conheça as oportunidades do mercado financeiro!

Uma boa organização financeira é um pilar da operação de uma empresa. Afinal, é a partir da gestão eficiente dos recursos que ela consegue crescer de maneira sustentável. Nesse sentido, o controle contábil é um dos elementos mais importantes na rotina corporativa.

Contudo, mesmo sendo uma tarefa relevante para a operação das empresas, colocá-la em prática costuma ser um processo desafiador. Isso porque existem diversos aspectos que precisam ser levados em consideração para estruturar o controle de maneira eficaz.

Você sabe o que é o controle contábil e como fazê-lo? Neste artigo, você entenderá o que significa essa prática, como ela funciona e como executá-la de forma estratégica.

Aproveite a leitura!

O que é e como funciona o controle contábil?

A contabilidade é um aspecto fundamental na organização financeira de qualquer negócio. Ela assume um papel importante fazendo o registro, organização e demonstração das movimentações de recursos que a companhia realiza ao longo de determinado período.

Com isso, é possível manter um maior controle sobre os números da organização e garantir que a operação continue de acordo com as normas fiscais. Ou seja, a contabilidade contribui para a saúde financeira e para a longevidade da empresa.

Assim, o controle contábil consiste na forma como os gestores organizam o trabalho da contabilidade no setor financeiro. Desse modo, ele permite que os profissionais tenham uma imagem clara das operações da empresa e possam basear suas decisões nelas.

Uma das funções do controle contábil é monitorar todos os números da empresa com o objetivo de minimizar a existência de incongruências. Ademais, a partir da identificação de imprecisões, será possível agir com rapidez.

Para que ele serve?

Agora que você sabe mais sobre o controle contábil, é pertinente entender para que ele serve. Dessa forma, será mais fácil visualizar a importância de aplicá-lo no cotidiano da empresa.

Entenda!

Organizar as finanças

Como você viu, o setor financeiro é um ponto de muita atenção para empresas que buscam alcançar o próximo patamar de crescimento de forma sustentável. Afinal, a boa gestão e as tomadas de decisão nesse campo facilitam a definição de planos de ação.

Nesse sentido, o controle contábil desempenha uma função positiva para a performance do setor financeiro da empresa. Isso acontece porque ele permite manter o registro das movimentações da companhia ao longo de determinado período.

Assim, a ferramenta facilita a organização financeira da empresa. Portanto, a partir do controle contábil os gestores podem ter uma percepção mais concreta acerca da saúde do negócio e entender os resultados que o planejamento atual foi capaz de atingir.

Controlar os números

Além de facilitar a organização financeira, o controle contábil é uma ferramenta de monitoramento dos números. Com ele, é possível ter um acompanhamento mais próximo de todas as movimentações que a empresa conduz.

Para entender melhor, vale considerar o exemplo do fluxo de caixa de médias e grandes empresas. Ele é um instrumento central para a administração da saúde financeira da companhia. Afinal, comanda a entrada e saída da capital — que acontece em maiores volumes.

Por meio do controle contábil, é possível adotar estratégias mais eficientes de gestão do fluxo de caixa, otimizando o processo. Também é possível emitir documentos como os demonstrativos de fluxo de caixa (DFC). Além de obrigatórios em certos cenários, eles contribuem para a rotina da empresa.

Antecipar cenários de risco

Com apoio na gestão de números e organização financeira, o controle contábil colabora para antecipar cenários de riscos para a empresa. Essa oportunidade existe porque ele possibilita monitorar as movimentações da instituição de forma regular.

À vista disso, é comum que o controle contábil adote diversos indicadores financeiros para a sua operação. Eles permitem que os profissionais tenham uma base mais sólida para analisar as operações de entrada e saída do caixa da empresa.

Com isso, a prática viabiliza a rápida visualização de cenários de risco — que podem vir tanto de erros da gestão quanto de situações externas à empresa. Logo, o controle pode trazer mais segurança e equilíbrio para a operação da organização.

Facilitar a tomada de decisão

O controle também é um mecanismo que facilita a tomada de decisão. A partir do acesso a números atualizados e em tempo real, os gestores podem usar essas informações para fazer ajustes no planejamento da empresa.

Com um entendimento mais claro das movimentações, eles poderão entender os reflexos que a estratégia atual trouxe para a operação — bem como o que funcionou e o que deu errado. Assim, a empresa pode se tornar mais eficiente.

Quais as principais características de um bom controle contábil?

Como você entendeu, o controle contábil pode trazer diversos pontos positivos para a operação da empresa. Nesse sentido, a agilidade é uma de suas principais características. Isso porque é preciso monitorar os números e apresentar um diagnóstico rápido para a tomada de decisão.

Outro aspecto relevante sobre o controle contábil está na eficiência. Afinal, as informações que ele demonstra devem ser condizentes com a realidade da empresa. Dessa forma, automatizar tarefas no setor financeiro pode ser vantajoso para minimizar as chances de erros durante esse trabalho.

A transparência também está entre suas principais características. Por isso, é preciso que a definição de métricas seja feita com base em critérios objetivos. Assim, será mais prático usufruir dos pontos positivos da ferramenta de controle contábil.

Como fazer um controle adequado na empresa?

Agora que você conheceu as principais características do controle contábil na empresa, é importante saber como fazê-lo adequadamente. Para tanto, uma das etapas mais relevantes é a definição das métricas de análise.

Como vimos, será por meio delas que os gestores farão avaliações mais eficazes sobre os números para fundamentar as decisões que serão tomadas. Junto das métricas, é interessante estabelecer uma frequência para a produção dos relatórios contábeis.

Além disso, é pertinente contar com o suporte da tecnologia. A partir do uso de softwares especializados, você poderá automatizar muitas das tarefas do controle contábil e gerar mais produtividade para a empresa.

Agora você sabe que o controle contábil é um instrumento importante para a gestão financeira de organizações. Portanto, depois de entender mais sobre o funcionamento dele, não deixe de encontrar formas de aplicá-lo junto à sua equipe!

Quer conhecer mais sobre softwares de gestão? Entenda as vantagens de usar um BPO financeiro!

A tecnologia está mudando a forma com que lidamos com diversas atividades. Se, no passado, o processo de pedir uma refeição envolvia saber o telefone da pizzaria, dispor de um telefone e falar com um atendente, hoje é possível fazer isso com poucos cliques, a partir de um aplicativo de celular.

Logo, cada vez mais o ser humano dispõe de recursos tecnológicos que facilitam o seu cotidiano — e essas ferramentas são alimentadas com uma grande quantidade de dados. Nesse sentido, o data mining surge como uma solução bastante útil a empresas, profissionais do mercado financeiro e investidores.

Quer saber como esse conceito pode ser aplicado no mercado de investimentos? Confira neste artigo o que é o data mining e sua importância para o mercado de capitais.

Não perca!

O que é o data mining?

A expressão data mining ou “mineração de dados” surgiu nos anos de 1990 em comunidades de TI (tecnologia da informação) que tratavam dados. Ela se refere à etapa de análise de dados para identificar padrões e informações valiosas em grandes datasets (conjuntos de dados).

Esse processo também é conhecido pela sigla KDD (knowledge discovery in databases) ou, traduzida, descoberta de conhecimento em base de dados. Ou seja, trata-se de um procedimento que organiza os dados, seleciona os mais importantes e traça relações relevantes entre eles.

O objetivo é obter informações que ajudem a responder ou aprimorar questões que dificilmente seriam corretamente tratadas por meios convencionais. Portanto, a partir de uma base de dados, o data mining pode ser utilizado na elaboração de análises preditivas, encontrar tendências etc.

É válido mencionar que esse processo é feito com o mínimo de intervenção humana. Na verdade, as tecnologias e ferramentas usadas no data mining analisam automaticamente um grande volume de dados — o que dificilmente poderia ser realizado por um ser humano.

Como funciona o data mining?

Depois de aprender o conceito de data mining e saber que ela conta com pouca intervenção humana, é possível que você queira saber como esse processo funciona.

O data mining é feito com a utilização de softwares com algoritmos estatísticos e matemáticos sofisticados. Eles têm a finalidade de processar, organizar e encontrar informações relevantes a partir de uma base de dados.

Esse trabalho, geralmente, é dividido em 5 etapas:

  1. definição do problema: esse é o passo inicial do data mining. Nele, será determinado quais são as questões a serem respondidas ou os objetivos da mineração;
  2. coleta dos dados: os dados que serão analisados são definidos e eles passam pelo processo de tratamento — que é a estruturação e conversão em dados analisáveis;
  3. construção do modelo: é definido o modelo que será usado, visando estabelecer padrões, correlações e tendências em uma base de dados;
  4. mineração: são aplicados os cálculos estatísticos escolhidos de modo a filtrar e agrupar os dados, bem como destacar a correlação entre eles;
  5. avaliação dos resultados: no último passo, avalia-se o grau de coerência e, a partir dos resultados obtidos, o interessado poderá agir de forma estratégica.

Qual é a importância do data mining para o mercado de capitais?

Como provavelmente você já sabe, o mercado de capitais é conhecido por abrigar diferentes tipos de investimento. Nele, podem ser encontradas tanto aplicações de renda fixa quanto investimentos de renda variável.

Veja alguns exemplos:

  • títulos do Tesouro Direto;
  • certificado de depósito bancário (CDBs);
  • letras de crédito imobiliário e do agronegócio (LCIs e LCAs);
  • certificados de recebíveis imobiliários e do agronegócio (CRIs e CRAs);
  • ações;
  • debêntures;
  • fundos imobiliários (FIIs);
  • notas comerciais;
  • entre outros.

Com tantas alternativas disponíveis, existe uma infinidade de dados que podem ser explorados para a tomada de decisões negociais ou de investimentos. Além disso, cada alternativa do mercado financeiro conta com suas particularidades — como prazo, rentabilidade, risco, envolvidos, investimento mínimo etc.

No entanto, dificilmente um ser humano conseguiria realizar uma análise abrangente de diversas alternativas ao mesmo tempo, a ponto de conseguir extrair todas informações relevantes deles. Logo, o uso do data mining pode ser bastante apropriado em diversos cenários.

Por exemplo, um banco ou corretora de valores poderia utilizar o data mining na identificação dos clientes que possuem maior predisposição para investir em um produto específico. Esse processo consideraria o perfil e a composição da carteira de cada cliente.

Já em relação a um profissional de mercado ou investidor, seria possível usar essa tecnologia para fazer estimativas quanto à movimentação de preços de um ativo. Nesse caso, pode ser usada uma base de dados com o histórico dos preços, períodos com maior e menor volatilidade, entre outros.

Ou seja, com o data mining, as suas decisões no mercado de capitais poderão ser tomadas com mais facilidade e com o viés estratégico. Isso porque elas estarão embasadas em uma seleção criteriosa e refinada de dados gerados por essa mineração.

Por que é importante conhecer esse conceito?

Até aqui você viu que o data mining é um processo de análise e tratamento de um grande volume de dados, para orientar e facilitar a tomada de decisão. No entanto, você ainda pode ter dúvidas sobre a importância de conhecer esse conceito.

Como você viu no início deste post, a tecnologia está em ampla evolução e cada vez mais o “mundo real” interage com o “mundo virtual”. Nesse contexto, a coleta e o tratamento de dados passou a ser um grande diferencial no mercado — inclusive o de capitais.

Quem sabe fazer o uso inteligente dos dados que possui ou aos quais tem acesso, fica em uma posição de grande vantagem sobre os demais participantes do mercado financeiro. Isso vale tanto para empresas quanto para profissionais de investimentos e investidores.

Afinal, tendo em mão dados qualitativos, gerados pelo data mining, é possível tomar as decisões mais apropriadas considerando diversos cenários. Então, é válido buscar por companhias que prestam o serviço de mineração de dados com qualidade.

Fundada em 2010, a Laqus conta com um time de profissionais com anos de experiência, atuando em diferentes frentes e com diversos produtos. O nosso propósito é dinamizar a economia, tornando as decisões mais fáceis, rápidas e seguras para o seu negócio.

Após acompanhar o que é data mining, é possível perceber como esse é um conhecimento importante para se destacar no mercado financeiro. Então não deixe de procurar por companhias reconhecidas pela excelência do serviço prestado nessa área de atuação, como a Laqus.

Quer ajuda para descomplicar o mercado financeiro? Entre em contato conosco e confira as nossas soluções!

O mercado financeiro está em constante evolução. Por isso, é comum que novas alternativas sejam criadas para atender às necessidades dos investidores e demais participantes. Entre as novidades, está o CR, que é um título de renda fixa criado em 2022.

Por meio dessa aplicação financeira, tanto as empresas que captam recursos quanto os investidores podem se beneficiar. Logo, é interessante entender como a alternativa funciona e se vale a pena realizar o investimento.

Neste artigo, você conhecerá o que é o CR e descobrirá se ele pode ser uma boa escolha para as suas necessidades. Confira!

O que é o CR?

O certificado de recebíveis (CR) é um investimento de renda fixa que passou a estar disponível no mercado brasileiro em 2022. Isso se tornou possível graças à publicação da Medida Provisória (MP) 1.103/2022, que trouxe a regulamentação para esse tipo de aplicação financeira.

Trata-se de um investimento voltado para empresas de diferentes segmentos que desejem acessar o mercado de capitais por meio dos recebíveis. Assim, o CR é mais uma alternativa de título de dívida para os investidores.

Como funciona esse novo certificado?

Além de compreender o que é o CR, é essencial saber como funciona esse novo título de renda fixa. A princípio, ele guarda diversas semelhanças com outras aplicações. A rentabilidade, por exemplo, pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida.

Além disso, o investidor se torna o credor da empresa emissora do CR. Desse modo, ele tem direito a receber o montante corrigido pela rentabilidade acordada, ao final do prazo do investimento.

Por ser uma alternativa do crédito privado, o CR não tem a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Logo, não há garantias ou ressarcimento caso o emissor não consiga realizar o pagamento do valor acordado.

Ademais, para as empresas que desejam captar recursos, ele funciona com base na securitização de recebíveis. O processo começa com a antecipação dos valores a receber por parte de uma companhia, chamada de cedente.

A securitizadora antecipa esses valores com a cobrança de um deságio e passa a deter os direitos creditórios. Logo, a securitizadora receberá os valores pagos pelos clientes futuramente.

Nesse momento, há a securitização dos recebíveis, que são transformados em um título negociável no mercado — o CR. Assim, o investidor disponibiliza os recursos para a securitizadora e, no prazo acordado, pode resgatar o título para receber o retorno.

Qual a diferença do CR para outros títulos?

Ao entender o que é e como funciona o CR, podem surgir dúvidas sobre como ele se compara aos outros investimentos de renda fixa.

Existem três pontos principais que diferenciam o CR de investimentos como o certificado de recebíveis imobiliários (CRI), do agronegócio (CRA) ou o fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC).

O primeiro ponto é que o CR não se limita a operações de crédito relacionadas a empresas do mercado imobiliário ou do setor agro. Logo, ele pode ser emitido por negócios de diferentes segmentos da economia, o que o torna mais acessível às companhias.

Por outro lado, o CR não oferece isenção de Imposto de Renda (IR) sobre o rendimento para pessoa física, ao contrário do CRI e do CRA. Em vez disso, o certificado de recebíveis prevê a cobrança de IR pela tabela regressiva, que varia de 22,5% a 15% do retorno.

Ainda, o CR se diferencia do FIDC pela estrutura necessária. Para as empresas que desejam captar recursos pelo FIDC, é preciso contratar uma gestora e administradora. Com o CR, por outro lado, basta buscar a securitizadora — o que pode diminuir os custos gerais.

Quais são as vantagens do certificado de recebíveis?

Até aqui, você entendeu quais são as características principais do CR e como ele funciona. Assim, fica mais fácil compreender quais podem ser os benefícios desse tipo de investimento de renda fixa.

Para quem investe, ele pode oferecer ganhos maiores que outras alternativas de renda fixa. Isso acontece porque ele tem um risco de crédito maior. Então você tem a chance de obter ganhos maiores sem precisar sair dessa classe de investimentos.

Dependendo da sua estratégia, o CR pode ajudá-lo a diversificar parte da carteira. Desse modo, você diminui o risco geral do portfólio e também pode aumentar o potencial de retorno.

As empresas também têm vantagens com o CR. O certificado permite acesso ao mercado de capitais por negócios de diferentes setores, facilitando a captação de recursos. Além disso, é possível obter os valores a um custo menor do que aconteceria com empréstimos e financiamentos, por exemplo.

Por fim, todo o mercado pode se beneficiar da criação desse título, já que ele serve como mais uma alternativa para investidores e empresas. Como consequência, o CR pode ajudar a desenvolver o mercado de capitais e a atrair mais participantes para as operações de crédito.

Vale a pena investir nesse tipo de certificado?

Depois de conhecer os pontos gerais do CR, é importante entender se vale a pena fazer esse tipo de investimento. Para tomar a decisão, você deve considerar pontos relevantes sobre as suas características e sobre o título.

O primeiro passo é identificar seu perfil de investidor — que pode ser conservador, moderado ou arrojado. Dependendo da classificação, sua tolerância ao risco será maior ou menor, o que influencia a escolha do CR. Afinal, apesar de ser de renda fixa, ele tem mais riscos.

Além disso, é preciso pensar em seus objetivos financeiros. Conforme as condições de prazo e liquidez, o investimento em CR pode ser mais adequado para o médio e longo prazo, por exemplo.

Ainda, é importante avaliar as condições do título, como a securitizadora emissora, o retorno oferecido e demais características. Assim, você saberá se a aplicação é oportuna para a sua estratégia.

Nesse processo, é essencial escolher títulos que estejam em uma central depositária adequada, como a Laqus. Dessa maneira, você terá a segurança operacional de investir na aplicação.

Empresas que desejam usar o CR como fonte de captação de recursos também podem contar com a Laqus nesse processo.

Como você acompanhou, o CR é um investimento de renda fixa que passou a estar disponível no mercado financeiro em 2022. Com a alternativa relativamente nova, você pode aproveitar as vantagens de compor sua carteira com uma opção de crédito privado — ou buscar recursos para o seu negócio com muito mais facilidade.

Gostou de conhecer essa aplicação financeira? Para saber mais sobre investimentos e soluções disponíveis, entre em contato conosco da Laqus!

Embora o ser humano seja conhecido pela sua inteligência e racionalidade, suas decisões nem sempre são racionais. Na verdade, muitas vezes, as escolhas são feitas de forma instintiva, baseadas em uma percepção momentânea de uma situação.

Assim, é comum realizar erros de julgamento e tomar decisões irracionais e precipitadas — inclusive no universo dos investimentos. E muitas dessas escolhas costumam se repetir e até serem previsíveis diante de determinadas circunstâncias. Isso é resultado dos vieses comportamentais.

Se você quer saber mais a respeito desse tema, prossiga com a leitura deste artigo. Nele, serão apresentados 5 vieses comportamentais que podem afetar suas decisões de investimento.

Não deixe de acompanhar!

O que são vieses comportamentais?

Apesar de o cérebro comandar todas as atividades do corpo humano ao mesmo tempo — como enxergar, andar, falar, sentir etc —, para algumas questões, ele busca economizar energia. Isso acontece, por exemplo, em relação à capacidade de tomar decisões.

Diante de uma determinada situação, seu cérebro pode adotar um caminho menor, ou atalho mental, a fim de chegar a uma conclusão mais rápido. O objetivo é não gastar tempo e energia para desenvolver raciocínios e cálculos complexos.

Nesse contexto, o cérebro simplifica a avaliação das informações disponíveis, de modo que você consiga tomar decisões com menos esforço. No ambiente científico, isso é conhecido como viés comportamental ou, em outras palavras, uma tendência de comportamento.

A questão é que, nesses casos, a pessoa deixa de fazer escolhas racionais e baseadas em fatos e age pela emoção para resolver o problema. Contudo, grande parte das decisões tomadas com justificativas emocionais se revelam precipitadas e errôneas — especialmente nos investimentos.

Como eles funcionam e qual é a sua relação com investimentos?

Como você aprendeu, os vieses comportamentais estão relacionados a atalhos mentais. Ou seja, ao se deparar com uma situação específica, o seu cérebro trará uma resposta imediata — deixando de lado a lógica e a racionalidade.

Esses atalhos podem ser criados com base em experiências passadas ou em informações que você recebeu de terceiros. Ademais, eles são comuns quando se fala no mercado financeiro e na realização de investimentos.

A depender da situação ou da decisão que precisa ser tomada, o viés comportamental pode ser bastante prejudicial. Por exemplo, ele poderá fazer com que uma pessoa invista em uma alternativa mais arriscada do que é capaz de suportar para não ficar de fora de uma oportunidade que um amigo comentou.

O viés também pode fazer com que o investidor segure uma posição perdedora, acreditando que ela será revertida com o tempo — mesmo sem indícios de uma possível mudança de tendência ou dados que apontem uma alteração do cenário atual do ativo, do mercado ou da economia.

5 vieses comportamentais que podem afetar sua tomada de decisão

Depois de ter aprendido o que são e como funcionam os vieses comportamentais, é válido conhecer alguns exemplos que podem afetar a sua tomada de decisão de investimentos.

Confira 5 dos vieses principais!

1. Viés da ancoragem

Um viés bastante conhecido no mundo dos investimentos é o da ancoragem. Ele revela que o investidor tende a confiar na primeira informação recebida para tomar as suas decisões no mercado.

Por exemplo, muitas pessoas continuam investindo suas reservas financeiras na poupança até hoje. Isso porque, no passado, elas receberam a informação de que esse é um investimento que proporciona segurança e rendimento para o seu dinheiro.

No entanto, apesar da segurança oferecida, nem todos sabem que a poupança pode fazer com que o investidor perca dinheiro. O motivo para isso é que, em muitas oportunidades, a rentabilidade da poupança fica abaixo da inflação, diminuindo o poder aquisitivo do investidor.

Por outro lado, existem diversos investimentos da renda fixa tão seguros quanto a poupança, e que podem trazer rentabilidades mais atrativas.

2. Viés da confirmação

O viés da confirmação retrata o comportamento adotado por pessoas que procuram opiniões que validem as suas crenças, desprezando as ideias contrárias. Ou seja, elas tomam decisões tendenciosas, sem considerar a realidade.

Por exemplo, imagine que você queira investir na bolsa de valores, acreditando ser a melhor forma de ganhar dinheiro. Afetado por esse viés, você desconsiderará o relato de diversas pessoas que tiveram perdas nesse ambiente.

Por outro lado, você dará grande relevância àqueles que dizem ter multiplicado o seu capital na bolsa. Porém, dependendo da efetiva situação do mercado, você estará correndo o risco de perder o seu dinheiro, enquanto poderia aproveitar oportunidades seguras e rentáveis na renda fixa.

3. Efeito manada

O efeito manada é um dos vieses comportamentais mais primitivos do ser humano. No passado, diante de possíveis ameaças, nem sempre os homens conseguiam identificar se ela era real ou não. Então, para preservar as suas vidas, eles simplesmente corriam.

Vendo esse movimento, muitas outras pessoas também fugiam, mesmo sem saber qual seria a possível ameaça. Esse é o chamado efeito manada — o qual, mesmo após milhares de anos de evolução, ainda está presente na sociedade.

No mercado, ele pode ser observado quando um ativo tem uma queda expressiva e diversos investidores desfazem suas posições ao acompanharem essa queda, mesmo sem um planejamento específico.

O viés também pode acontecer em cenários de grandes altas, quando acontece o contrário — e muitos investidores compram ativos apenas para seguir o movimento do mercado. Porém, isso pode fazer com que você invista ou se desfaça de posições em momentos que não são adequados para a sua estratégia e objetivos pessoais.

4. Viés da familiaridade

Como o nome indica, o viés da familiaridade faz com que a pessoa tome decisões com base no que ela já conhece. Esse comportamento pode ser prejudicial, já que o investidor descarta a possibilidade de investir em novas ou diferentes alternativas de investimento.

Quem possui esse viés geralmente encontra grandes dificuldades em diversificar a sua carteira de investimentos. Como resultado, o investir restringe os ganhos e pode comprometer a gestão de riscos do seu portfólio.

5. Aversão à perda

Outro viés bastante comum no mercado é o de aversão à perda. De fato, ninguém gosta de perder, mas quem investe se submete à possibilidade de realizar prejuízos financeiros — mesmo na poupança, como você já viu.

Entretanto, há casos em que o temor de perder é excessivo, fazendo com que o investidor não seja capaz de tomar boas decisões. Afinal, nesse caso, o foco de suas escolhas estará em evitar perdas — o que pode fazer o investidor se expor a riscos ainda maiores, de forma irracional.

Conhecendo agora esses 5 vieses comportamentais, você poderá analisar se eles estão atrapalhando a sua tomada de decisão no mercado financeiro. Além disso, vale a pena continuar estudando sobre as questões comportamentais para refinar suas escolhas ao compor seu portfólio de investimentos.

Gostou das informações aprendidas neste conteúdo? Então compartilhe-o com seus amigos que também investem e ainda não conhecem sobre vieses comportamentais!

Fazer um bom gerenciamento financeiro é fundamental para qualquer empresa se manter saudável e competitiva no mercado. Além de ter atenção aos gastos e ao faturamento, é importante saber o que é e como conseguir capital de giro.

Afinal, esse montante financeiro é um dos elementos essenciais para as operações de um negócio e deve ser calculado e disponibilizado adequadamente. Dessa forma, será mais fácil garantir os recursos necessários para a manutenção e desenvolvimento da organização.

Neste artigo, você entenderá o que é e como conseguir capital de giro para sua empresa. Vamos lá?

O que é capital de giro?

O capital de giro é um conceito essencial para a gestão financeira de qualquer negócio. Afinal, esse é um dinheiro que serve para cumprir as responsabilidades ligadas a custos e despesas, sem depender diretamente das entradas diárias.

Dessa forma, o conceito de capital de giro é semelhante ao de uma reserva de emergência — ou seja, um colchão financeiro para imprevisto. O montante pode ser usado para pagar despesas quando o dinheiro das vendas ainda não está disponível em caixa ou quando a empresa passa por períodos sazonais de baixa.

Como calcular o capital de giro?

Como o capital de giro é representado pelo montante disponível para uso no negócio, o cálculo depende da relação entre ativos e passivos. Logo, a equação é a seguinte:

Capital de giro = Ativos circulantes – Passivos circulantes

Os passivos são as despesas e os custos que a empresa tem, considerando suas obrigações financeiras. Já os ativos representam o valor em caixa, as contas a receber, o estoque e outros recursos. Ao realizar o cálculo, você encontrará qual é o capital de giro necessário no momento.

Qual é a importância do capital de giro?

Agora que você sabe o que é e como calcular o capital de giro, é possível entender a relevância desse montante para o negócio. No geral, é ele o responsável por destacar as empresas com boas condições de enfrentar períodos desfavoráveis e manter o empreendimento em funcionamento.

Afinal, contar apenas com uma fonte de recursos, como aquela proveniente das vendas, pode fazer com que o negócio fique muito exposto a riscos. Para compreender melhor, imagine que uma organização tem uma queda na receita ou que os clientes atrasem diversos pagamentos.

Nesses casos, a companhia poderá enfrentar dificuldades para pagar as contas, honrar fornecedores e garantir o funcionamento. Assim, o capital de giro é fundamental para manter as contas balanceadas e ajudar na organização do fluxo de caixa.

Além disso, como a saúde financeira do negócio depende do capital de giro, quanto maior for a soma, mais seguro o empreendimento estará. Desse modo, esse dinheiro é essencial para a continuidade da companhia.

Quais os riscos de não ter capital de giro adequado?

Depois de entender por que o capital de giro é relevante, é preciso conhecer os riscos que uma empresa corre ao não ter esse montante em volume suficiente. Os principais aspectos que podem ser prejudicados são a robustez e a segurança de mercado.

Considerando a sazonalidade das vendas e cenários atípicos e imprevistos, como crises econômicas, a falta do capital de giro pode comprometer as operações até que a situação se regularize. Como consequência, pode ocorrer o endividamento do negócio.

A falta de um capital de giro adequado também impede que a empresa financie seu ciclo financeiro. Assim, a companhia pode não ter a capacidade necessária para oferecer condições facilitadas para os clientes, como o pagamento a prazo.

Em casos mais críticos, o cumprimento das condições acordadas junto aos fornecedores pode ficar comprometida. A depender da gravidade do cenário, o problema pode fazer com que a empresa tenha que encerrar suas atividades.

Como conseguir capital de giro para o seu negócio?

Para construir o capital de giro adequado, as empresas podem buscar alternativas no mercado bancário, como empréstimos ou financiamentos. No entanto, essas opções tendem a ser mais caras devido à cobrança de juros elevados e nem sempre contemplam as demandas do empreendimento.

Por outro lado, é possível recorrer ao mercado de capitais, que é formado por valores mobiliários, como títulos de dívidas. Esse ambiente prevê diversas opções para a captação de recursos, o que permite encontrar aquelas mais adequadas para as necessidades do empreendimento.

Na sequência, conheça quais são as principais alternativas para obter o dinheiro no mercado e usá-lo como capital de giro!

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas públicas ou privadas. Elas podem oferecer retorno prefixado, pós-fixado ou híbrido e o prazo para pagamento dos juros dessas aplicações pode chegar a 10 anos.

Em geral, esses investimentos apresentam baixa liquidez. Porém, os investidores podem negociá-las no mercado secundário, pelo preço de mercado do dia. Nesse caso, o resultado depende do interesse pelo título, o que varia com a capacidade de pagamento do seu empreendimento, enquanto emissor.

CRIs e CRAs

Os certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e do agronegócio (CRAs) também são alternativas para captar recursos e construir capital de giro. Eles são emitidos por securitizadoras que fazem a antecipação de recebíveis para as empresas interessadas.

O pagamento ocorre com deságio e a securitizadora transforma os direitos em títulos que serão negociados no mercado financeiro. Contudo, CRI e CRA são alternativas específicas para companhias do setor imobiliário e do agronegócio, respectivamente, então é preciso observar a questão.

Notas comerciais

Entre as possibilidades para a sua companhia conseguir recursos para capital de giro estão as notas comerciais. Elas são um tipo de título de dívida privada que serve como promessa de pagamento do emissor para o investidor.

Assim, o investidor fica responsável por disponibilizar os recursos, permitindo que a empresa capte o montante necessário para o seu capital de giro. O pagamento é feito a quem investe com base em uma taxa de juros — que pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida.

Ademais, não há limitação de prazo, de fluxo de remuneração ou de correção. Outra vantagem da emissão da nota comercial está no fato de não haver exigência de garantia real, o que pode simplificar o processo.

Além disso, as notas comerciais podem ser negociadas no mercado secundário — fornecendo maior liquidez para o investidor. E, como a nota comercial tende a ser de curto prazo, esse é um título especialmente adequado para obter capital de giro.

Vale ressaltar, ainda, que ela é isenta de Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).

Agora você sabe como conseguir capital de giro e pode escolher a alternativa mais adequada para a sua companhia. Assim, há como evitar problemas financeiros que possam desestabilizar o negócio e prejudicar seu crescimento.

Quer conhecer melhor as diversas oportunidades do mercado financeiro? Então entre em contato conosco da Laqus!

A gestão de tesouraria é indispensável para o sucesso de um negócio. Afinal, as atividades desenvolvidas nesse setor permitem que os recursos sejam direcionados para cobrir todas as despesas e os compromissos, mantendo a saúde financeira da empresa — especialmente em médias e grandes companhias.

Para realizar esse processo, vale a pena recorrer ao uso da tecnologia. No entanto, é preciso utilizar as ferramentas corretas, como um sistema de gerenciamento robusto.

Quer entender melhor sobre essa solução e descobrir como escolher o sistema mais adequado? Continue a leitura e descubra!

O que é e como funciona um TMS?

Sigla para treasury management systems, o TMS compreende todos os sistemas voltados para a gestão de tesouraria. Portanto, ele é uma ferramenta que ajuda a cuidar do setor financeiro de uma empresa, considerando suas necessidades e seus desafios específicos.

Em geral, essa solução funciona com base em elementos como a automação e a integração de dados. Assim, é possível gerenciar o fluxo de caixa e as movimentações financeiras diárias, por exemplo.

O TMS também é uma forma de compreender as obrigações financeiras diversas, seus vencimentos e outras informações pertinentes à gestão financeira das empresas.

Quais as vantagens do TMS na gestão de tesouraria?

Como você viu, o TMS pode ser implementado na gestão de tesouraria do negócio, trazendo automação aos processos. Porém, é importante saber quais podem ser os outros pontos positivos de recorrer a essa solução tecnológica.

A seguir, você saberá quais são os principais benefícios de contar com um TMS para apoiar suas operações de tesouraria.

Veja!

Maior produtividade e eficiência

Um dos pontos mais importantes sobre o uso do TMS inclui a entrega de resultados. Com a automação promovida pelo sistema, é possível eliminar tarefas repetitivas, como a entrada e a análise manual de dados.

Se houver integração com outros sistemas, é ainda mais fácil criar um fluxo de dados. Isso ajuda a diminuir os erros, já que há menos atuação humana nos gargalos dos processos — como na entrada de informações. Logo, há uma redução dos retrabalhos, e as informações ficam mais confiáveis.

Além disso, a tecnologia é útil para executar as atividades com mais agilidade. Assim, a tomada de decisão se torna mais dinâmica. No caso de médias e grandes empresas, isso é essencial para processar os dados com máxima eficiência e mais produtividade.

Aumento da visibilidade sobre os dados

Outro ponto positivo de usar um sistema de gerenciamento de tesouraria está relacionado à visibilidade de informações. O sistema centralizado permite reunir todas as informações pertinentes em um só ambiente, o que auxilia a identificação dos gargalos e oportunidades de melhoria.

O aumento de visibilidade também é útil para as operações financeiras, como a manutenção ou composição do capital de giro e cumprimento de obrigações financeiras. Assim, é mais fácil evitar que movimentações relevantes sejam desconsideradas do planejamento financeiro, por exemplo.

Fortalecimento do controle financeiro

Usando um bom TMS é possível ter mais controle sobre as finanças, sendo viável gerenciar as entradas e saídas financeiras até em uma base diária. Desse modo, é mais fácil entender os resultados da companhia, fazer projeções sobre o desempenho e controlar o fluxo de caixa.

Além disso, há como controlar e acompanhar os vencimentos com mais facilidade, evitando atrasos e outros problemas. Logo, a gestão pode tomar decisões mais eficientes e adequadas para a empresa.

Potencialização de resultados positivos

No geral, a gestão de tesouraria se torna melhor com o uso de um TMS, o que favorece o alcance de resultados positivos. Existe a chance, por exemplo, de mitigar os riscos financeiros do negócio. Assim, é possível manter a gestão financeira sob controle e potencializar a saúde da companhia.

Além disso, um gerenciamento de tesouraria efetivo pode ampliar os lucros. Afinal, há mais eficiência no cumprimento das obrigações financeiras e uma probabilidade maior de que recursos fiquem disponíveis para aumentar a lucratividade.

Como escolher o melhor sistema de gestão de tesouraria?

Agora que você sabe qual é a importância de um TMS, é essencial saber como selecionar a solução ideal para a empresa. Nesse sentido, existem alguns critérios que exigem mais atenção na análise.

Continue a leitura e aprenda como selecionar o melhor sistema de gestão de tesouraria!

Confira quais são as funcionalidades oferecidas

O primeiro aspecto inclui a análise das funções disponíveis. É interessante ter um TMS com diferentes ferramentas, mas é ainda mais relevante que elas sejam adequadas às operações da sua tesouraria.

Então vale a pena mapear os processos, entender as necessidades do setor e conferir se as funcionalidades do TMS atendem às demandas. Entre os recursos mais importantes, estão:

  • gestão de dívida e caixa;
  • acompanhamento operacional;
  • gestão de riscos;
  • auditoria e estruturação contábil, entre outros pontos.
  • Análise a capacidade de integração

Também é importante verificar se o TMS pode se integrar a outros sistemas e ferramentas de dados. Graças a essa característica, é possível criar um fluxo de dados produtivo e que favoreça a centralização de informações.

Para tornar o processo mais simples, o ideal é que a integração ocorra via APIs. Dessa forma, não será preciso se preocupar com a entrada de determinados dados, o que tornará o sistema mais eficiente.

Verifique o nível de segurança do TMS

Para evitar problemas futuros, é indispensável que o sistema de gestão de tesouraria garanta máxima segurança. Isso significa, por exemplo, uma gestão aderente à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Você também deve verificar se o sistema oferecerá dados confiáveis, atualizados e integrados. Dessa maneira, é viável usar a ferramenta como um recurso de inteligência e, ao mesmo tempo, ter a certeza sobre a proteção das informações.

Conheça a qualidade do suporte

Além das características de automação, é fundamental que o TMS conte com um suporte qualificado. Assim, é possível facilitar a implementação da ferramenta, bem como garantir um uso adequado no cotidiano do negócio.

Com o apoio qualificado, sua empresa também terá ajuda se houver algum tipo de problema, dúvida ou demanda operacional. Assim, otimiza-se o uso da ferramenta.

Depois de conhecer essas características, saiba que nós, da Laqus, oferecemos a ferramenta que atende a todos esses requisitos. Com o Monitor, a gestão de tesouraria do seu negócio ocorrerá de modo ágil, centralizado, seguro e automatizado. Além disso, sua empresa contará com a nossa assessoria personalizada e qualificada.

Como você viu, contratar um sistema de gestão de tesouraria favorece o controle das operações financeiras e a tomada de decisão de médios e grandes empreendimentos. Para aproveitar todos os benefícios, é fundamental escolher um TMS de qualidade e com múltiplas funcionalidades.

Quer otimizar a gestão da sua tesouraria? Fale conosco da Laqus e conheça o Monitor, o nosso software de automação!

A inflação é um dos indicadores econômicos mais importantes e deve ser acompanhada pelos investidores. Afinal, ela pode afetar o poder de compra do seu dinheiro — por isso, é necessário saber como se proteger de um período de inflação em alta.

Nesse caso, você pode recorrer a determinados tipos de investimentos para aumentar a sua proteção. Contudo, é preciso conhecer quais são as alternativas que podem ajudar nessa estratégia para decidir o que pode fazer sentido para as suas necessidades e objetivos pessoais.

Neste artigo, você descobrirá mais sobre o assunto e entenderá como proteger seu patrimônio da inflação em alta. Confira!

O que é e como funciona a inflação?

A inflação corresponde ao avanço de preços que ocorre de forma generalizada e contínua na economia. Ela envolve os preços dos produtos e serviços de diversos setores e afeta o valor do dinheiro no tempo.

No Brasil, a inflação é medida oficialmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esse indicador é calculado todos os meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mede os preços de uma cesta de itens e acompanha a evolução nos custos.

Vale notar que cada componente tem um peso diferente no cálculo. Logo, o avanço de determinados preços tem um peso maior no resultado do índice.

Como a inflação em alta impacta seu poder de compra?

Após compreender como funciona esse indicador, é necessário entender quais podem ser os efeitos da inflação alta em seu poder de compra. No geral, um índice elevado diminui a sua capacidade de realizar gastos pessoais e de poupar dinheiro.

O motivo é a desvalorização do dinheiro com o tempo. Diante da inflação, a mesma quantia não será capaz de comprar os mesmos produtos no ano seguinte, por exemplo. É por causa do avanço da inflação que R$ 500 compram menos itens hoje do que era possível no passado.

Portanto, é preciso pensar em como evitar os principais efeitos da inflação alta para obter proteção patrimonial. Assim, você conseguirá manter o valor do dinheiro no tempo e ter um crescimento real do seu patrimônio no curto, médio e longo prazo.

Quais são os impactos da inflação alta nos investimentos?

Agora que você sabe o que é a inflação e sua relação com o dinheiro, vale entender como ela pode afetar os seus investimentos. Na prática, essa taxa interfere no cálculo da chamada rentabilidade real. Ela é obtida pelo retorno da carteira descontada a inflação.

Portanto, a rentabilidade real indica se o seu patrimônio cresceu ou não. Nesse sentido, se a rentabilidade real for negativa, significa que o seu portfólio não evoluiu de verdade e houve perda do poder de compra — mesmo que ele tenha apresentado retorno nominal positivo.

Por conta desse impacto, a inflação alta pode afetar os resultados da sua estratégia de investimentos. Afinal, quanto mais elevado for o avanço de preços, maior deve ser a rentabilidade bruta da sua carteira para garantir um desempenho líquido positivo — a fim de superar as movimentações da inflação.

Como proteger o poder de compra com o mercado de capitais?

Até aqui, você compreendeu como a inflação em alta impacta os seus investimentos e o seu patrimônio. Para se proteger desse efeito, é possível buscar alternativas do mercado financeiro. Em especial, vale considerar as aplicações financeiras que estão atreladas à inflação.

Esses são investimentos de renda fixa com um rendimento híbrido. Na prática, o retorno é composto por uma taxa fixa mais a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Então, caso os títulos sejam levados até o vencimento, eles oferecem um retorno acima da inflação.

Entre as opções existentes, há três títulos que podem se destacar para você compor uma carteira diversificada. Conheça quais são essas alternativas do mercado de capitais!

A primeira aplicação para considerar o investimento acima da inflação é o certificado de recebíveis do agronegócio (CRA). Esse é um investimento de renda fixa que faz parte do crédito privado.

O título é emitido por instituições securitizadoras e se baseia em direitos creditórios. Nesse caso, uma empresa do agronegócio antecipa seus recebíveis diante da cessão dos direitos creditórios, obtendo o valor das contas a receber à vista, com um deságio.

Então a securitizadora transforma esses direitos em ativos negociáveis no mercado — que são os títulos, como o CRA. Com isso, os investidores oferecem recursos em troca da rentabilidade acordada.

Para se proteger da inflação alta, como visto, é preciso que o rendimento esteja atrelado à variação do IPCA mais uma taxa fixa. No entanto, esse tipo de investimento costuma ter uma liquidez menor — muitas vezes, com resgate apenas no vencimento.

Nesse caso, para se desfazer da aplicação antes do prazo, é preciso recorrer ao mercado secundário. Porém, o valor recebido dependerá do preço de mercado do CRA na data do resgate, o que pode gerar perdas.

Ademais, o risco de crédito do CRA é maior em comparação a outras alternativas da renda fixa. Isso acontece porque, no CRA, não há proteção por parte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — e o mesmo ocorre com os demais exemplos que serão apresentados.

Portanto, se o emissor tiver dificuldades para fazer o pagamento da rentabilidade acordada, a entidade não faz o ressarcimento aos investidores.

Mas, considerando a relação de risco e retorno, esse investimento tende a oferecer uma rentabilidade maior que outras aplicações financeiras. Assim, você pode potencializar o retorno da sua carteira, sem precisar sair da renda fixa.

Debêntures

Também parte do crédito privado, as debêntures são títulos de dívida emitidos por sociedades anônimas não financeiras, que podem ser públicas ou privadas. Nesse caso, você tem acesso a um investimento que costuma ser de médio ou longo prazo.

Vale notar que existem diferentes tipos de debêntures. As incentivadas, por exemplo, são emitidas por instituições ligadas ao setor de infraestrutura. Com isso, elas oferecem benefício fiscal e são isentas de Imposto de Renda.

As debêntures costumam ser de longo prazo e ter baixa liquidez. Porém, se você quiser resgatar uma debênture antecipadamente, também é possível vendê-la no mercado secundário — assim como o CRA.

Notas comerciais

As notas comerciais ou commercial papers são investimentos de renda fixa, e podem ser emitidos para diferentes prazos. Essa emissão é feita por sociedades anônimas, limitadas ou cooperativas — o que as torna mais abrangentes que as debêntures.

Vale saber, ainda, que as notas comerciais são títulos sem garantias reais, o que pode aumentar o risco envolvidos. Por outro lado, como esse é um título executivo extrajudicial, pode ser mais fácil buscar recebimento em caso de calote por parte do emissor.

Neste artigo, você descobriu como a inflação alta pode afetar seu patrimônio e quais investimentos podem oferecer proteção nesse tipo de cenário. Ao considerar seu perfil de investidor e sua estratégia, é possível avaliar quais oportunidades do mercado de capitais você pode aproveitar.

Quer conhecer mais sobre as alternativas de investimento disponíveis? Entre em contato conosco da Laqus e conte com nosso apoio!

Uma das classes de investimentos no mercado de capitais é a renda fixa — a qual oferece diversas alternativas de aplicações. Entre as possibilidades, vale a pena conhecer o que são títulos privados de dívidas.

Dessa maneira, você entenderá como eles funcionam e quais resultados podem oferecer. Além disso, é interessante conhecer as vantagens dos títulos privados de dívida tanto para quem investe quanto para empresas que emitem esses ativos mobiliários.

Quer descobrir o que são os títulos privados e quais suas principais características? Continue a leitura e saiba mais!

O que são títulos privados de dívidas?

O primeiro ponto que você deve conhecer é o conceito de um título de dívida. Esse é um valor mobiliário que funciona como um tipo de empréstimo. Então o investidor disponibiliza recursos, tornando-se uma espécie de credor do emissor do título.

Já o responsável pela emissão do título se compromete a pagar uma rentabilidade com características conhecidas. Além disso, os títulos de dívida se dividem entre os públicos e os privados.

Os títulos públicos brasileiros são emitidos pelo Tesouro Nacional e servem para o Governo Federal captar recursos. Já os títulos privados de dívida são os investimentos de renda fixa criados por empresas de diferentes tamanhos e setores.

Ainda, vale notar que os títulos privados podem apresentar uma subdivisão, conhecida como crédito privado. Essa classificação compreende os títulos privados que são emitidos por empresas não financeiras.

Quais são as principais características dessas aplicações?

Agora que você entende o que são os títulos privados de dívida, é interessante compreender quais são suas características gerais. Assim, você conhecerá melhor o funcionamento das aplicações disponíveis.

A seguir, veja os aspectos referentes ao funcionamento de títulos privados.

Rentabilidade

Como são de renda fixa, esses investimentos têm um retorno que segue regras conhecidas antecipadamente. Entre os tipos, há três rentabilidades possíveis:

  • prefixada: definida por uma taxa fixa que é conhecida antes do investimento;
  • pós-fixada: atrelada à variação de um indicador de referência, como o Certificado de Depósito Interbancário (CDI);
  • híbrida: formada por uma taxa fixa mais a variação de um indicador, como Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segurança

Em relação à segurança, os títulos privados de dívidas oferecem menos riscos que os ativos da renda variável, por exemplo. Isso ocorre porque há a previsibilidade sobre o retorno, sendo que na renda variável não há nenhuma garantia de ganho.

Além disso, a proteção varia entre os tipos de título. Aqueles que são emitidos por instituições financeiras costumam apresentar proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Essa é uma entidade que paga os investidores, dentro de certos limites, caso o emissor do título não cumpra o pagamento acordado.

Os títulos de crédito privado, por sua vez, não têm proteção do FGC. Com isso, eles apresentam mais riscos — mas também podem oferecer mais ganhos. Essa dinâmica se deve à relação proporcional entre risco e retorno.

Liquidez

A liquidez corresponde à facilidade com a qual um investimento pode ser convertido em dinheiro. Em alguns títulos de dívidas, há liquidez diária — permitindo o resgate antecipado em qualquer dia.

Porém, o mais comum é encontrar títulos com baixa liquidez. No entanto, é possível negociá-los no mercado secundário, se houver interesse em fazer o resgate antecipado. Nesse cenário, é preciso observar que pode haver perdas, devido à marcação a mercado — ou seja, do valor do título no dia da venda.

Quais são os principais títulos privados de dívida do mercado?

Após conhecer as características de funcionamento dos títulos privados de dívidas, vale entender quais deles estão disponíveis no mercado.

Entre os que são emitidos por instituições financeiras, é possível destacar:

  • certificado de depósito bancário (CDB);
  • letra de crédito imobiliário (LCI);
  • letra de crédito do agronegócio (LCA);
  • letra hipotecária (LH);
  • letra de câmbio (LC), entre outros.

No crédito privado, também há uma grande variedade de alternativas disponíveis. Entre as mais conhecidas, estão:

  • debênture;
  • certificado de recebíveis imobiliários (CRI);
  • certificado de recebíveis do agronegócio (CRA);
  • nota comercial (commercial paper) e outros.

Se você quiser entender melhor as possibilidades do crédito privado, confira as diferenças entre CRAs, debêntures e notas comerciais.

Quais as vantagens de investir nesses títulos?

Considerando as características gerais de funcionamento, os títulos privados podem ser oportunidades interessantes para os investidores. Em primeiro lugar, eles podem oferecer mais segurança, o que ajuda a equilibrar os riscos da carteira.

Além disso, há muita variedade de alternativas disponíveis. Logo, você pode encontrar condições distintas de segurança, liquidez e retorno. Assim, é possível escolher o que for mais adequado para cada objetivo que você tiver.

Ainda, os títulos privados de dívidas podem ajudar a rentabilizar o patrimônio de quem investe. Desse modo, investir neles pode ser uma forma de compor e acumular patrimônio.

Quais são as vantagens de emissão para as empresas?

Além dos investidores, as empresas privadas podem se beneficiar dos títulos privados. Para os emissores desses títulos, existe a chance de captar recursos financeiros por meio dos valores mobiliários.

Assim, é possível dispor do dinheiro obtido para financiar projetos, compor capital de giro ou alongar dívidas, por exemplo. Ao mesmo tempo, o custo desse crédito tende a ser menor que o de empréstimos e financiamentos bancários.

Como consequência, a empresa pode captar recursos sem precisar elevar muito o endividamento. No geral, portanto, a emissão de títulos privados de dívidas pode ajudar as companhias a terem uma gestão financeira mais efetiva e com mais qualidade.

Como escolher e investir em títulos privados de dívida?

Até aqui, você viu o que são os títulos privados de dívidas e como eles funcionam. Agora é interessante saber como investir nessas alternativas, considerando as diferentes possibilidades.

Nesse sentido, comece analisando seu perfil de investidor e seus objetivos financeiros. Desse modo, você sabe qual é o risco tolerável na sua estratégia e qual é o prazo ideal para os títulos da sua carteira.

Em seguida, pesquise o tipo de título mais adequado. Como visto, as aplicações de crédito privado podem oferecer mais retorno sem que seja preciso sair da renda fixa e, com isso, podem ser atraentes.

Após definir a estratégia de alocação, você deve ter conta em uma instituição financeira para escolher os títulos. Eles ficam disponíveis na plataforma de investimentos de cada instituição, de modo que você pode selecionar os mais interessantes para a sua carteira.

Neste artigo, você descobriu o que são os títulos privados de dívidas e como eles funcionam. Como é possível obter diversas vantagens com esse tipo de investimento, vale a pena saber analisá-los para escolher o que for mais conveniente para o seu portfólio.

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Toda empresa ou fundo imobiliário (FII) que deseja ser listado na bolsa de valores brasileira (B3) precisa passar por um IPO (oferta pública inicial). Agora, quando se fala em aumentar a quantidade de ações ou cotas em circulação, isso pode ser feito por meio do follow on (oferta subsequente).

Geralmente, em ambos os procedimentos, qualquer interessado pode participar e adquirir as novas ações ou cotas emitidas, exceto se for uma oferta restrita. Também chamada de ICVM 476 ou oferta 476, ela possui características diferentes das regras normalmente conhecidas.

Logo, se você atua no mercado financeiro ou deseja investir em produtos, veículos ou ativos de uma oferta restrita, acompanhe a leitura. Neste artigo você descobrirá o que é a ICVM 476 e por que é necessário entender essa norma.

Boa leitura!

O que é a CVM?

Antes de explorar o significado de ICVM 476, é pertinente compreender o que é a CVM. Essa é a sigla para Comissão de Valores Mobiliários, uma autarquia vinculada ao Ministério da Economia do Brasil, criada em 1976.

Popularmente, a CVM é conhecida como o xerife da bolsa de valores brasileira. Isso porque ela tem poderes para regulamentar, fiscalizar e punir a atuação de diversos integrantes do mercado financeiro.

Entre suas atribuições está disciplinar sobre:

  • registro de companhias de capital aberto;
  • registro de distribuição de valores mobiliários;
  • organização, funcionamento e operações na bolsa de valores;
  • suspensão ou cancelamento de registros, credenciamento e autorizações;
  • administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários;
  • entre outras.

O trabalho exercido pela CVM evita situações de monopólio, formação de cartéis, golpes e fraudes financeiras, assim como atuações que possam provocar deslealdade nas negociações. Para fins fiscalizatórios, ela pode solicitar e analisar dados de qualquer participante do mercado.

No caso de apurar irregularidades, ela poderá aplicar multas, além de cancelar registros e credenciamentos. Portanto, sua atuação é fundamental para trazer transparência, confiança e segurança ao mercado financeiro — protegendo investidores, empresas, fundos e instituições.

O que é a ICVM 476?

Conhecendo o conceito de CVM, chegou o momento de aprender o que é a ICVM 476. Como você viu, a CVM é responsável por normatizar matérias relacionadas ao mercado financeiro. Isso pode ser feito por meio da edição de instruções normativas, conhecidas pela sigla ICVM.

Nesse sentido, o ICVM 476 é a Instrução da Comissão de Valores Mobiliários de número 476. Seu texto original é datado de 16 de janeiro de 2009 e dispõe sobre as ofertas públicas de valores mobiliários distribuídas com esforços restritos — e a forma como eles são negociados.

Confira mais detalhes:

Aplicação

A ICVM 476 elenca todos os valores mobiliários que podem ter a oferta restrita. Com isso, observa-se que esse tipo de oferta não abrange somente a emissão de ações e cotas de FIIs, pois contempla também:

  • cédulas de crédito bancário que não sejam de responsabilidade de instituição financeira;
  • certificados de recebíveis imobiliários ou do agronegócio de securitizadoras registradas;
  • debêntures não-conversíveis ou não-permutáveis;
  • brazilian depositary receipts (BDRs) patrocinados;
  • notas comerciais;
  • entre outros.

Investidores que podem participar

A instrução determina que a oferta restrita deve ser destinada, exclusivamente, aos investidores profissionais. Ou seja, limita-se àqueles que possuem mais de R$ 10 milhões investidos ou tenham uma certificação específica para atuar no mercado financeiro.

Nessa classificação, se encaixam os assessores e analistas de investimentos e planejadores financeiros, por exemplo, além de profissionais certificados por um dos seguintes órgãos:

  • ANCORD (Associação Nacional das Corretoras de Valores);
  • APIMEC (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais);
  • ANBIMA (A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Depois de ter a certificação, é preciso que o profissional se cadastre na CVM — que faz o registro da pessoa como investidor profissional. Ademais, instituições e fundos também podem ser enquadradas nessa categoria. Os requisitos para o registro podem ser conferidos na ICVM 554/14.

Limitação de participantes

Outro ponto relevante abordado na ICVM 476, refere-se à quantidade de participantes que podem fazer parte de uma oferta restrita. De acordo com as regras previstas, somente 75 investidores profissionais podem ser convidados a participar do procedimento.

No entanto, desse número, apenas 50 deles poderão adquirir o objeto da oferta. Essas características fazem com que o público-alvo seja composto apenas por interessados que tenham grande conhecimento e experiência no mercado de capitais.

Qual a diferença entre ICVM 476 e ICVM 400?

Após conhecer as características mais relevantes da ICVM 476, é importante conferir suas diferenças em relação à ICVM 400.

A primeira distinção envolve o modelo de cada uma delas. A ICVM 476, como visto, refere-se ao modelo de oferta restrita — com público-alvo específico e limitado. Já a ICVM 400 diz respeito à oferta pública padrão, da qual qualquer interessado poderá participar.

Outra diferença marcante está relacionada às diretrizes a serem seguidas. Por serem destinadas a investidores profissionais, as ofertas ICVM 476 possuem menos exigências. Afinal, os seus participantes já detêm elevado conhecimento sobre investimentos.

Por outro lado, a empresa ou fundo que faça uma oferta pública considerando a ICVM 400 passará por uma maior burocracia. Isso porque o participante terá que realizar o registro da oferta na CVM, além de elaborar um prospecto com as informações mais relevantes acerca da oportunidade.

O prospecto é um documento com a função de atrair investidores e alertá-los sobre os riscos envolvidos. Quando se faz uma oferta 476, a emissão de prospecto é dispensada, bastando apenas a companhia ou fundo, por exemplo, arquivar o anúncio da oferta na CVM.

Quais os riscos envolvidos nas ofertas restritas?

No mercado financeiro, quanto maior o risco de uma alternativa de investimento, mais elevada tende a ser a sua rentabilidade. É preciso ter em mente que alternativas como ações e fundos imobiliários integram a renda variável e, assim, envolvem riscos maiores por conta da volatilidade de preços.

Além disso, em uma oferta 476, pode haver restrições quanto à negociação dos ativos — exigindo que eles continuem sendo negociados entre investidores profissionais no mercado secundário. Por isso, é preciso ter atenção a essa característica — especialmente quanto à liquidez.

Neste artigo, você teve a oportunidade de entender como funciona uma oferta restrita (ICVM 476). Então continue estudando a seu respeito, já que o conhecimento pode ajudá-lo a mitigar os riscos e aumentar as suas chances de êxito nesse tipo de oferta.

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