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Gestão financeira

Fato é que a Nota Comercial, há muito tempo utilizada no mercado de capitais norte-americano, continua avançando em terras brasileiras. Por isso, quem trabalha junto ao mercado de capitais deve saber todos os detalhes sobre este potente instrumento.

Laqus Fast Track: Uma solução ágil para emitir Notas Comerciais

O Laqus Fast Track é uma ferramenta poderosa para empresas que desejam emitir Notas Comerciais com facilidade e em conformidade com órgãos reguladores. Com uma variedade de recursos e soluções, o Laqus Fast Track NC ® oferece um pacote completo para estruturar, emitir e gerenciar Notas Comerciais.

Um dos recursos mais destacados é a disponibilização de um modelo padrão para estruturar Notas Comerciais. Este modelo inclui vários modelos de garantias e fluxos de pagamento, tornando fácil para as empresas personalizarem suas emissões de acordo com suas necessidades.

O Laqus Fast Track também é único no mercado que oferece operações em conformidade com a Resolução CVM 175, 555 e BC 4593, com uma integração direta operações em uma central depositária de valores mobiliários. Isso garante que as empresas possam emitir Notas Comerciais com segurança, sabendo que estão cumprindo todos os requisitos regulatórios.

Outra característica importante é a opção whitelabel, que permite que as empresas emitam notas rapidamente e de forma eficiente. A plataforma também oferece integração via API Restfull, facilitando a integração da plataforma aos fluxos de trabalho existentes das empresas.

O fluxo operacional simplificado da plataforma é outra grande vantagem, com a integração de todos os participantes necessários otimizada para facilidade de uso. Além disso, o depósito do valor mobiliário em uma depositária central, como é o caso da Laqus, oferece a capacidade de negociar no mercado secundário, com transferência fácil de propriedade, além da dispensa do registro.

O Laqus Fast Track também oferece o cálculo irrestrito de indexadores e correções monetárias, além do controle e cálculo do saldo devedor e PU (Accrual e MTM). A plataforma também facilita a comunicação dos valores a serem pagos.

Por fim, a plataforma oferece uma variedade de opções de integração, desde APIs até soluções personalizadas adaptadas às necessidades do cliente. Com fluxos irrestritos de juros e amortização, bem como a possibilidade de resgate antecipado, ofertas de recompra, e amortização extraordinária, o Laqus Fast Track NC ® é uma solução completa para empresas que desejam emitir Notas Comerciais com facilidade e conformidade.

Agora que você já sabe as principais vantagens da Nota Comercial e como a Laqus facilita a emissão e gestão de operações financeiras no mercado de capitais, considere agendar uma avaliação sobre como reduzir custos fiscais e operacionais na sua instituição financeira ou empresa.

Até então, o mercado de capitais se mantém acostumado com um processo operacional exaustivo para a emissão e depósito de valores mobiliários, sendo majoritariamente, feito via e-mail. Esse desconforto foi ponto de partida para a busca de soluções com objetivo de simplificar as relações entre empresas e investidores por meio de uma infraestrutura digital eficiente.

O Fast Track da Laqus é a solução perfeita para profissionais de fundos de investimento que buscam eficiência operacional e segurança nas operações, em conformidade com o novo marco regulatório dos fundos de investimento da Resolução CVM 175. A plataforma integrada agiliza o processo de emissão de valores mobiliários, principalmente de notas comerciais, oferecendo funcionalidades únicas.

Até então, o processo operacional para emissão de valores mobiliários era exaustivo, feito por e-mail na maioria das vezes, podendo levar vários dias. Com o Fast Track da Laqus, é necessário apenas uma hora.

Agilidade nas emissões

Cadastro único que preenche automaticamente as variáveis de cada modelo de minuta disponível na plataforma: Garantia Fidejussória, Sem Garantia (“Clean”) ou Garantia de Instrumento Apartado.

Simulação do fluxo de pagamento

Visualização o fluxo de pagamento antes de gerar os documentos do instrumento financeiro.

Envio automático para a assinatura dos participantes

Eliminação do trabalho manual de inclusão dos documentos da minuta e dos assinantes. Com o Fast Track, o envio é automático.

Envio automático para a Central Depositária da Laqus

Após a assinatura de todos os participantes, a nota comercial é depositada automaticamente na Central Depositária, eliminando etapas de cadastro.

Acompanhamento em Tempo Real

Consulte o status das emissões, desde a criação até a liquidação da nota.

Atualizações regulatórias

É fundamental estar atualizado sobre as regulamentações recentes da CVM. De acordo com a Resolução CVM 175, o depósito em uma central depositária de valores mobiliários garante o registro, liquidação e custódia, dispensando a necessidade de um registro exclusivo. Já um ativo financeiro pode ser apenas registrado, sem liquidação e custódia.

A Laqus, como central depositária de valores mobiliários, desempenha um papel fundamental na infraestrutura para emissões no mercado financeiro, garantindo eficiência e segurança nas operações. Compreender os principais atores, o fluxo operacional e as regulamentações, é essencial para profissionais do mercado financeiro que desejam navegar com sucesso nesse ambiente dinâmico e desafiador.

Ficou interessado no Fast Track da Laqus? Clique aqui e entenda como elevar sua eficiência operacional nas emissões no mercado de capitais.

O registro de valores mobiliários esconde algumas fragilidades. Este artigo explora as implicações legais, a segurança e a transparência oferecidas pelo depósito em uma central depositária, como a Laqus, para proteger seus ativos financeiros. Saiba por que o depósito é a escolha inquestionável para operações privadas de valores mobiliários e como ele pode ajudá-lo a se destacar no mercado de capitais.

O Artigo 28 da Lei nº 12.810 de 15 de Maio de 2013 estabelece claramente que o registro de ativos financeiros e de valores mobiliários envolve escrituração, armazenamento e publicidade de informações referentes a transações financeiras, respeitando os sigilos legais.

Entretanto, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) traz a regulamentação do registro de valores mobiliários dentro da Resolução CVM 135, que tem como principal objetivo regular a admissão de valores mobiliários a negociação em mercados regulados (bolsa ou balcão). Nesse sentido, não só o emissor e investidor, mas os demais participantes do mercado de capitais, ficam confuso sobre o que significa o registro de emissão valor mobiliário, que ficou ainda mais evidente com a Resolução CVM 175. Embora o registro seja um passo importante, a fragilidade dessa abordagem fica evidente em várias frentes.

Primeiramente, a legislação atual sugere que o registro de operações previamente realizadas no mercado de balcão organizado equivale à prestação de serviço de registro de valores mobiliários, sem especificar o entendimento detalhado sobre a responsabilidade da entidade. Ou seja, a simples formalização de uma operação não garante a proteção adequada dos interesses das partes envolvidas. Portanto, confiar apenas no registro pode ser como atravessar um campo minado com os olhos vendados, repleto de riscos potencialmente evitáveis.

Registrando seus valores, você está apenas formalizando a existência de sua emissão, enquanto o depósito vai muito além disso.

Além disso, o Projeto de Lei 2926/23, que está em tramitação na Câmara dos Deputados, enfatiza a necessidade de dar publicidade e disponibilizar informações precisas e tempestivas. Essa ênfase na transparência revela uma deficiência na legislação atual, que pode jogar luz sobre informações sensíveis e, em alguns casos, confidencial.

Em resumo, a regulação vigente não traz a completude quando o objetivo é o registro para emissão, o que pode dúvidas sobre a proteção dos interesses do emissor e do investidor em operações privadas de valores mobiliários. Apenas o registro em uma entidade registradora de valores mobiliários não oferece a segurança, transparência e divulgação adequada de informações necessárias para garantir a integridade e a confiabilidade dessas operações. Portanto, é fundamental que haja uma revisão abrangente e atualização das regulamentações para melhor atender às necessidades e expectativas de todos os envolvidos no mercado de capitais.

O poder da segurança: depositando um valor mobiliário em conformidade regulatória

Chegou a hora de abordar uma questão crucial: qual é a melhor opção para garantir a segurança e completude de suas operações privadas? A resposta pode parecer óbvia, mas, às vezes, é preciso provocar a reflexão. Portanto, convidamos você a considerar por que realizar o depósito de valores mobiliários em uma central depositária é, sem sombra de dúvida, a escolha mais segura e completa.

Lembrando que a responsabilidade por manter os controles completos e precisos, recai exclusivamente sobre o escriturador quando o Valor Mobiliário não é levado ao Depositário Central. A Lei nº 14.195, que instituiu a Nota Comercial, reforça quais são as responsabilidades de um escriturador e um eventual descumprimento pelo escriturador descaracteriza que o instrumento é uma Nota Comercial. Isso significa que qualquer erro, omissão ou falta de informações pode resultar em consequências graves, além de não garantir a segurança e a transparência necessárias nas operações financeiras, além da conciliação entre as partes.

Você pode considerar a Laqus como principal alternativa para esse procedimento, mas para não restar dúvidas, vamos esclarecer a diferença fundamental entre registrar e depositar valores mobiliários. Registrando seus valores, você está apenas formalizando a existência de sua emissão, enquanto o depósito vai muito além disso.

Se você deseja uma estratégia completa e segura para suas operações privadas de valores mobiliários, o depósito em uma central depositária, como a Laqus, é a escolha inquestionável.

Ainda, de acordo com o item 1 do Artigo 28 da Resolução CVM 31: “Um valor mobiliário escritural deve ter seu registro efetuado em depositária central para que se possa proceder com a emissão e transferências de titularidade, tanto primária quanto secundária”. Ou seja, caso o valor mobiliário não esteja depositado é impossível realizar a negociação em mercado secundário.

As vantagens do depósito em central depositária de valores mobiliários

A obrigatoriedade do depósito em uma central depositária de valores mobiliários, como o caso da Laqus, garante o registro, liquidação e custódia, dispensando a necessidade de um registro exclusivo. Já um ativo financeiro pode ser apenas registrado, sem liquidação e custódia. Vale considerar que, as registradoras reguladas pelo Banco Central do Brasil (Bacen) não possuem competência regulatória para registro de valores mobiliários, apenas ativos financeiros.

Lembrando que a Lei 12.810 deixa claro em seu Artigo 25 que a ”titularidade efetiva dos ativos financeiros e dos valores mobiliários objeto de depósito centralizado se presume pelos controles de titularidade mantidos pelo depositário central”.

Conforme previstas na Resolução CVM 175, selecionamos alguns motivos pelos quais o depósito é superior:

Proteção contra Perdas e Riscos

Quando você deposita seus valores em uma central depositária, eles são mantidos em um ambiente altamente regulamentado e seguro. Isso significa que estão resguardados contra perdas, danos e roubos. Se o inesperado acontecer, seus ativos estarão protegidos.

Rastreabilidade e Transparência

Com o depósito, você obtém uma trilha clara e transparente de todas as transações e movimentações de seus valores mobiliários. Isso oferece uma garantia de que tudo está ocorrendo conforme o planejado, sem espaço para surpresas desagradáveis.

Facilitação das Negociações

Quando seus valores estão depositados, a negociação se torna muito mais simples e eficiente. O processo é padronizado e mais ágil, o que atrai investidores e proporciona uma experiência mais suave para todos os envolvidos.

Acesso a Mercados Regulamentados

Se sua intenção é eventualmente listar seus valores mobiliários em uma bolsa de valores ou mercado regulamentado, o depósito é um pré-requisito. Você não pode simplesmente registrar e esperar que tudo corra bem; é necessário seguir os procedimentos regulatórios da CVM.

Garantia de Propriedade

O depósito assegura que você seja reconhecido como o verdadeiro proprietário dos valores mobiliários. Isso evita disputas e potenciais problemas legais no futuro.

Um resumo da escolha certa

Portanto, enquanto o registro pode parecer uma etapa suficiente, é importante entender que ele representa apenas uma parte do processo. Se você deseja uma estratégia completa e segura para suas operações privadas de valores mobiliários, o depósito em uma central depositária, como a Laqus, é a escolha inquestionável.

Não arrisque seus ativos valiosos; escolha a segurança, a transparência e a confiabilidade que só o depósito centralizado de valores mobiliários pode proporcionar. O mercado de capitais é um terreno competitivo, e estar um passo à frente é o que separa os bem-sucedidos dos que ficam para trás.

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Após ganhar espaço no mercado de renda fixa, disputando com as tradicionais debêntures, a Nota Comercial é o título mobiliário versátil que se tornou a principal aposta entre empresas que buscam novas formas de financiamento e investidores que pretendem ampliar a diversificação e rentabilidade de seus portfólios.

O volume de emissões de notas comerciais foi o quarto mais alto em 2022 dentre os demais instrumentos de renda fixa, o que é bastante interessante por se tratar de um produto relativamente novo. Empresas como Petrobras e Eletrobras, por exemplo, somaram cerca de R$ 9 bilhões em ofertas públicas de notas comerciais, reforçando a robustez deste título escritural, com rito menos complexo e burocrático do que outros produtos já citados anteriormente, como as debêntures.

A Nota Comercial é versátil e por isso pode ser negociada em mercado secundário, além de permitir a conversão em quotas societárias, pagamento em ações, inclusão de garantias reais e até mesmo servir de lastro para operações estruturadas. O segmento Corporate, por sua vez, tem visto como uma ótima opção para levantar fundos para suas operações diárias e necessidades de capital de giro.

Recentemente, diversos Assessores de Investimentos têm encontrado na Nota Comercial uma nova forma para ampliar remuneração e rendimentos variáveis ao identificarem oportunidades para seus clientes incorporarem este produto em suas carteiras, oferecendo eficiência fiscal (IOF Crédito 0%) e gestão otimizada de liquidez.

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Novas plataformas tecnológicas para estruturação e depósito de valores mobiliários, como a Laqus, têm desenvolvido programas de incentivo e parcerias para este público, com o objetivo de dar tração ao impacto significativo do trabalho de assessores e ampliando a performance de remunerações variáveis e rendimentos mensais.

O Programa de Parcerias da Laqus é uma iniciativa que responde às mudanças regulatórias das resoluções CVM 178 e 179 sobre transparência na remuneração, permissão para recomendação de investimentos, fim de exclusividade com corretoras e flexibilidade nas formas de contratação.

Com ele, Assessores de Investimentos que atendem o segmento Corporate e identificam oportunidades para substituição de contratos de mútuos (intercompany) por notas comerciais, a fim de entregar eficiência e economia fiscal para seus clientes por meio da infraestrutura da Laqus para acesso simplificado e emissões no mercado de capitais, podem receber remunerações agressivas pelo sucesso das indicações.

O objetivo é criar uma via de mão dupla em benefícios que a Nota Comercial pode entregar aos emissores, assessores e investidores, democratizando e ampliando o potencial do mercado de capitais brasileiro.

Confira os principais benefícios da Nota Comercial para Assessores de Investimentos:

 

Diversificação de carteira

Ao incluir notas comerciais na composição do portfólio, emissores e investidores diversificam seus investimentos além das opções tradicionais, como ações e títulos. Isso permite uma melhor alocação de ativos, reduzindo a exposição a riscos específicos e potencialmente melhorando o desempenho geral da carteira.

Acesso a oportunidades de mercado

As notas comerciais permitem que os assessores ofereçam aos clientes acesso ao mercado de capitais, algo que pode ser atraente para empresas que buscam novas alternativas de investimento, alongamento de dívida ou captação de recursos.

Gestão de liquidez

Notas comerciais têm vencimentos de curto prazo, o que pode ser benéfico para a gestão de liquidez das empresas. Isso permite que as empresas mantenham parte de seus fundos em investimentos que podem ser facilmente convertidos em capital real para atender às obrigações operacionais.

Ampliação do leque de produtos

Com as mudanças regulatórias permitindo recomendações de investimento por parte dos assessores, as notas comerciais podem ser uma adição estratégica às carteiras dos clientes. Isso expande as opções disponíveis para os assessores oferecerem soluções personalizadas de acordo com as metas de investimento e perfil de risco de cada cliente.

Programa de Parceria Laqus

Por meio da indicação de oportunidades reais para substituição de contratos mútuos (intercompany) por notas comerciais, os assessores podem explorar o formato de remuneração agressiva (Success Fee), enquanto seus clientes ganham economia fiscal nas transações de crédito do grupo econômico. Isso pode trazer recursos adicionais para investir em notas comerciais e outras oportunidades de investimento. Saiba mais!

O mercado de capitais oferece diversas oportunidades tanto para as empresas que desejam captar recursos quanto para os investidores que querem rentabilizar seu patrimônio. Entre as alternativas, estão os títulos privados, como as notas comerciais.

Porém, é bastante comum que surjam percepções incorretas sobre o tema — e isso pode atrapalhar a tomada de decisão. Logo, o ideal é conhecer o que é mito e o que é verdadeiro sobre o assunto.

Tem interesse em saber mais sobre os títulos privados? Continue a leitura e veja quais são 5 mitos e verdades sobre as notas comerciais!

Entenda o que são títulos privados

Os títulos privados são valores mobiliários emitidos por empresas e instituições que desejam captar recursos. No geral, a ideia é que eles sirvam como um compromisso financeiro: o investidor disponibiliza os recursos para o emissor, que fica responsável por pagar o valor inicial investido mais um rendimento acordado.

Vale notar, ainda, que esses investimentos fazem parte da renda fixa e podem se dividir em dois tipos principais. Os títulos privados, de modo geral, são aplicações emitidas por instituições financeiras, como os bancos.

Já os títulos do crédito privado são emitidos por empresas não-financeiras que desejam captar recursos para financiar suas operações e projetos. Entre os principais tipos, estão:

  • certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs);
  • certificados de recebíveis imobiliários (CRIs);
  • certificados de recebíveis (CRs);
  • debêntures;
  • notas comerciais;
  • entre outros.

Desvende 5 mitos e verdades sobre as notas comerciais

Como você viu, as notas comerciais ou commercial papers são um título do crédito privado. Como elas são menos conhecidas que outras aplicações do mercado, é comum que surjam dúvidas e até mitos acerca desse tema.

Para evitar dúvidas, veja quais são as 5 verdades e mentiras sobre as notas comerciais e conheça melhor essas alternativas!

1. “Títulos de dívida, debêntures e notas comerciais são a mesma coisa”

Mito. Quando o assunto envolve os títulos de dívida, é bastante comum que eles sejam confundidos com as debêntures ou com as notas comerciais. Porém, os termos não podem ser usados como sinônimos.

Afinal, as debêntures são títulos de dívidas emitidos por sociedades anônimas que desejam captar recursos para suas atividades. No entanto, existem outros títulos de dívida disponíveis no mercado, como os CRIs, CRAs e as notas comerciais.

Dessa maneira, é possível afirmar que toda debênture e toda nota comercial é um título privado de dívida. No entanto, debêntures e notas comerciais são alternativas distintas.

2. “Somente empresas de capital aberto podem emitir títulos privados”

Mito. As empresas de capital aberto são aquelas que realizam uma oferta pública inicial ou initial public offering (IPO) na bolsa de valores. Com isso, elas têm suas ações negociadas nesse mercado organizado.

Embora elas também possam emitir títulos de dívida, esses valores mobiliários não se limitam a companhias de capital aberto. Logo, empresas de capital fechado e que, portanto, não estão na bolsa podem ser emissoras dessas aplicações.

Inclusive, convém notar que, normalmente, a emissão desses títulos é mais rápida, mais barata e menos burocrática que a abertura de capital.

Além disso, com a emissão de títulos de dívida não há mudanças na estrutura do capital social da empresa e não é preciso ceder participação aos investidores. A relação estabelecida é de credor (investidor) e devedor (emissor).

3. “Emitir notas comerciais é mais barato que pegar empréstimo”

Verdade. As notas comerciais são títulos de dívida emitidos por uma empresa para captar recursos. Então, ao emitir a aplicação, a companhia assume um compromisso financeiro junto a um credor, que disponibiliza os recursos em troca de um retorno no prazo combinado.

No caso da rentabilidade, os títulos podem ter um retorno:

  • prefixado: definido por uma taxa anual fixa que não muda ao longo do tempo;
  • pós-fixado: varia com um indicador, como o Certificado de Depósito Interbancário (CDI);
  • híbrido: acompanha uma taxa fixa mais um índice, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Para as empresas, as taxas pagas na emissão das notas comerciais são menores que os juros cobrados pelos bancos por empréstimos e financiamentos. Por isso, emitir esses títulos de dívida tende a ser mais barato que recorrer a linhas de crédito tradicionais, o que pode ajudar a gestão financeira do negócio.

Já para os investidores, os commercial papers são investimentos que podem oferecer retornos melhores que outros títulos de renda fixa. Dessa forma, eles tendem a ser uma alternativa atrativa para rentabilizar o capital.

4. “Qualquer empresa pode emitir uma nota comercial”

Mito. Apesar das vantagens que a nota comercial oferece, não são todas as empresas que podem emiti-las. Na prática, elas podem ser emitidas por:

  • sociedades anônimas;
  • sociedades limitadas;
  • sociedades cooperativas.

Ao mesmo tempo, essas regras fazem com que as notas comerciais sejam mais acessíveis que as debêntures, que são limitadas às sociedades anônimas. Assim, embora elas não sejam emitidas por todas as empresas, elas garantem mais abrangência quanto ao acesso ao mercado de capitais.

5. “A nota comercial funciona bem para o curto prazo”

Verdade. Assim como acontece com os demais títulos privados de dívidas, o emissor da nota comercial pode definir as características de funcionamento da aplicação — o que inclui o prazo de vencimento.

Embora essa não seja uma regra, é bastante comum que os commercial papers sejam oferecidos ao mercado com um prazo menor de vencimento. Nesses cenários, eles podem ser boas alternativas para captação de recursos de curto prazo, como o montante destinado ao capital de giro.

Porém, nada impede que a empresa emissora defina prazos mais longos para esse tipo de investimento. Portanto, esses títulos de dívida costumam ser bastante versáteis para empresas com necessidades distintas e para investidores com objetivos variados.

Ao chegar até aqui, você decifrou 5 mitos e verdades sobre os títulos privados — em especial, as notas comerciais. Com isso, é possível aproveitar melhor essas aplicações e analisar se elas fazem sentido para as necessidades de captação de recursos ou de rentabilização de recursos.

Este artigo foi útil para você? Se quiser conhecer mais sobre as notas comerciais e outros títulos, entre em contato com o time Laqus!

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) disponibilizou, no dia 03/05/2023, o Ofício Circular nº 02/2023/CVM/SIN com o objetivo de esclarecer dúvidas trazidas pelo mercado sobre a Resolução CVM nº 175, que vem sendo chamada de o novo Marco Regulatório dos Fundos de Investimento. O documento busca facilitar o entendimento do novo arcabouço regulatório e contribuir com a redução do custo de observância regulatória.

O Ofício Circular nº 02/2023/CVM/SIN é o segundo elaborado pelo Órgão Regulador sobre o tema e apresenta perguntas e respostas acompanhadas de um índice para facilitar a leitura e busca dos pontos listados. Vale destacar que a Resolução CVM nº 175 já sofreu alterações por meio da Resolução CVM nº 181.

Você pode acessar na íntegra o ofício clicando aqui. Entre os principais temas abordados pelo Ofício Circular nº 02/2023/CVM/SIN, estão:

Exposição ao risco de capital

O documento informa sobre a necessidade de previsão da classificação do fundo como Long and Short na política de investimento do fundo e esclarece questões sobre a não segregação de investimentos, responsabilidade de consolidação sobre os fundos investidos no exterior, conceitos de margem bruta e aplicabilidade sobre os limites de margens.

Interlocução entre prestadores essenciais e CVM

O Ofício sanou dúvidas quanto às interações enviadas junto à CVM, ratificando que é o administrador que enviará tais comunicados, como agente responsável operacionalmente pelo envio à CVM, ainda que tenham sido elaborados ou providenciados pelo gestor.

Verificações necessárias pelo Administrador

O documento aborda a definição de momento e periodicidade das verificações que ficará a critério das rotinas e políticas adotadas por cada administrador, em observância aos deveres, obrigações e padrões de conduta previstos pela regulamentação.

Responsabilidades dos custodiantes

Sobre o Art. 27 do Anexo I, que informa sobre a responsabilidade do custodiante, a CVM concorda que este item não seria aplicável, dado que a menção/item de responsabilidades específicas ao custodiante não consta na parte geral da Resolução.

Faça operações sem a necessidade do registro do direito creditório!

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ISIN e outros códigos

A CVM esclarece que, por ora, para identificar os ativos de forma individualizada, será utilizado o ISIN. Caso existam subclasses, é desejável que o ISIN seja gerado.

Exposição da taxa de administração

É possível inserir a informação sobre a variação da taxa de administração, assim como é feito no FIF, para a classe e subclasse desde que respeite os critérios no art. 48, § 1º, VII, da Resolução.

Novas alternativas para emissão e depósito de valores mobiliários

Principal alternativa para serviço de depositária de valores mobiliários disponíveis no mercado, a Laqus possui mais de R$ 7 bilhões em depósito, principalmente de Nota Comercial, com mais de 10 bancos, 50 fundos e cerca de 150 emissores como clientes. “É um volume pequeno em comparação com a B3, mas significativo tendo em vista o crescimento no curto prazo. O ticket médio dessas operações também é bastante baixo, de R$ 10 milhões a R$ 12 milhões, o que significa que nossa proposta de simplificar o acesso e a jornada no mercado de capitais está acontecendo”, diz Luana Monteiro em entrevista à Gazeta do Povo, sócia-diretora da Laqus, que explica que um dos principais objetivos da empresa é facilitar todo o controle da emissão de dívidas, do pré ao pós-emissão.

Criptoativos

O Ofício Circular responde dúvidas quanto à existência ou não de limites quando da aplicação em cotas de fundos no exterior que alocam seus recursos em criptoativos e ETFs de criptoativos, e sobre a existência de exigências relacionadas à custódia de criptoativos ou ativos tokenizados.

Crédito de carbono

O racional quanto à abrangência e conceito entendido pelo regulador foi abordado no documento.
Com a disponibilização do Ofício Circular nº 02/2023/CVM/SIN, a CVM busca contribuir para a redução de dúvidas e incertezas dos participantes do mercado em relação ao novo Marco Regulatório dos Fundos de Investimento.

A Laqus é uma infraestrutura no mercado financeiro que oferece um ecossistema eficiente para emissão de títulos de renda fixa, além de dar tecnologia e segurança na gestão das emissões, dívidas e derivativos em tesouraria.

Para complementar este conteúdo, disponibilizamos dois artigos recentes sobre o tema:

  • “Resolução CVM 175: mais proteção aos cotistas de fundos”, por Rodrigo Amato, CEO da Laqus e disponível aqui.
  • “Os avanços do novo marco regulatório dos Fundos de Investimentos para a construção de um mercado mais seguro, competitivo e eficiente”, por Jéssica Mota, PO da Laqus e disponível aqui.

Uma boa organização financeira é um pilar da operação de uma empresa. Afinal, é a partir da gestão eficiente dos recursos que ela consegue crescer de maneira sustentável. Nesse sentido, o controle contábil é um dos elementos mais importantes na rotina corporativa.

Contudo, mesmo sendo uma tarefa relevante para a operação das empresas, colocá-la em prática costuma ser um processo desafiador. Isso porque existem diversos aspectos que precisam ser levados em consideração para estruturar o controle de maneira eficaz.

Você sabe o que é o controle contábil e como fazê-lo? Neste artigo, você entenderá o que significa essa prática, como ela funciona e como executá-la de forma estratégica.

Aproveite a leitura!

O que é e como funciona o controle contábil?

A contabilidade é um aspecto fundamental na organização financeira de qualquer negócio. Ela assume um papel importante fazendo o registro, organização e demonstração das movimentações de recursos que a companhia realiza ao longo de determinado período.

Com isso, é possível manter um maior controle sobre os números da organização e garantir que a operação continue de acordo com as normas fiscais. Ou seja, a contabilidade contribui para a saúde financeira e para a longevidade da empresa.

Assim, o controle contábil consiste na forma como os gestores organizam o trabalho da contabilidade no setor financeiro. Desse modo, ele permite que os profissionais tenham uma imagem clara das operações da empresa e possam basear suas decisões nelas.

Uma das funções do controle contábil é monitorar todos os números da empresa com o objetivo de minimizar a existência de incongruências. Ademais, a partir da identificação de imprecisões, será possível agir com rapidez.

Para que ele serve?

Agora que você sabe mais sobre o controle contábil, é pertinente entender para que ele serve. Dessa forma, será mais fácil visualizar a importância de aplicá-lo no cotidiano da empresa.

Entenda!

Organizar as finanças

Como você viu, o setor financeiro é um ponto de muita atenção para empresas que buscam alcançar o próximo patamar de crescimento de forma sustentável. Afinal, a boa gestão e as tomadas de decisão nesse campo facilitam a definição de planos de ação.

Nesse sentido, o controle contábil desempenha uma função positiva para a performance do setor financeiro da empresa. Isso acontece porque ele permite manter o registro das movimentações da companhia ao longo de determinado período.

Assim, a ferramenta facilita a organização financeira da empresa. Portanto, a partir do controle contábil os gestores podem ter uma percepção mais concreta acerca da saúde do negócio e entender os resultados que o planejamento atual foi capaz de atingir.

Controlar os números

Além de facilitar a organização financeira, o controle contábil é uma ferramenta de monitoramento dos números. Com ele, é possível ter um acompanhamento mais próximo de todas as movimentações que a empresa conduz.

Para entender melhor, vale considerar o exemplo do fluxo de caixa de médias e grandes empresas. Ele é um instrumento central para a administração da saúde financeira da companhia. Afinal, comanda a entrada e saída da capital — que acontece em maiores volumes.

Por meio do controle contábil, é possível adotar estratégias mais eficientes de gestão do fluxo de caixa, otimizando o processo. Também é possível emitir documentos como os demonstrativos de fluxo de caixa (DFC). Além de obrigatórios em certos cenários, eles contribuem para a rotina da empresa.

Antecipar cenários de risco

Com apoio na gestão de números e organização financeira, o controle contábil colabora para antecipar cenários de riscos para a empresa. Essa oportunidade existe porque ele possibilita monitorar as movimentações da instituição de forma regular.

À vista disso, é comum que o controle contábil adote diversos indicadores financeiros para a sua operação. Eles permitem que os profissionais tenham uma base mais sólida para analisar as operações de entrada e saída do caixa da empresa.

Com isso, a prática viabiliza a rápida visualização de cenários de risco — que podem vir tanto de erros da gestão quanto de situações externas à empresa. Logo, o controle pode trazer mais segurança e equilíbrio para a operação da organização.

Facilitar a tomada de decisão

O controle também é um mecanismo que facilita a tomada de decisão. A partir do acesso a números atualizados e em tempo real, os gestores podem usar essas informações para fazer ajustes no planejamento da empresa.

Com um entendimento mais claro das movimentações, eles poderão entender os reflexos que a estratégia atual trouxe para a operação — bem como o que funcionou e o que deu errado. Assim, a empresa pode se tornar mais eficiente.

Quais as principais características de um bom controle contábil?

Como você entendeu, o controle contábil pode trazer diversos pontos positivos para a operação da empresa. Nesse sentido, a agilidade é uma de suas principais características. Isso porque é preciso monitorar os números e apresentar um diagnóstico rápido para a tomada de decisão.

Outro aspecto relevante sobre o controle contábil está na eficiência. Afinal, as informações que ele demonstra devem ser condizentes com a realidade da empresa. Dessa forma, automatizar tarefas no setor financeiro pode ser vantajoso para minimizar as chances de erros durante esse trabalho.

A transparência também está entre suas principais características. Por isso, é preciso que a definição de métricas seja feita com base em critérios objetivos. Assim, será mais prático usufruir dos pontos positivos da ferramenta de controle contábil.

Como fazer um controle adequado na empresa?

Agora que você conheceu as principais características do controle contábil na empresa, é importante saber como fazê-lo adequadamente. Para tanto, uma das etapas mais relevantes é a definição das métricas de análise.

Como vimos, será por meio delas que os gestores farão avaliações mais eficazes sobre os números para fundamentar as decisões que serão tomadas. Junto das métricas, é interessante estabelecer uma frequência para a produção dos relatórios contábeis.

Além disso, é pertinente contar com o suporte da tecnologia. A partir do uso de softwares especializados, você poderá automatizar muitas das tarefas do controle contábil e gerar mais produtividade para a empresa.

Agora você sabe que o controle contábil é um instrumento importante para a gestão financeira de organizações. Portanto, depois de entender mais sobre o funcionamento dele, não deixe de encontrar formas de aplicá-lo junto à sua equipe!

Quer conhecer mais sobre softwares de gestão? Entenda as vantagens de usar um BPO financeiro!

Embora o ser humano seja conhecido pela sua inteligência e racionalidade, suas decisões nem sempre são racionais. Na verdade, muitas vezes, as escolhas são feitas de forma instintiva, baseadas em uma percepção momentânea de uma situação.

Assim, é comum realizar erros de julgamento e tomar decisões irracionais e precipitadas — inclusive no universo dos investimentos. E muitas dessas escolhas costumam se repetir e até serem previsíveis diante de determinadas circunstâncias. Isso é resultado dos vieses comportamentais.

Se você quer saber mais a respeito desse tema, prossiga com a leitura deste artigo. Nele, serão apresentados 5 vieses comportamentais que podem afetar suas decisões de investimento.

Não deixe de acompanhar!

O que são vieses comportamentais?

Apesar de o cérebro comandar todas as atividades do corpo humano ao mesmo tempo — como enxergar, andar, falar, sentir etc —, para algumas questões, ele busca economizar energia. Isso acontece, por exemplo, em relação à capacidade de tomar decisões.

Diante de uma determinada situação, seu cérebro pode adotar um caminho menor, ou atalho mental, a fim de chegar a uma conclusão mais rápido. O objetivo é não gastar tempo e energia para desenvolver raciocínios e cálculos complexos.

Nesse contexto, o cérebro simplifica a avaliação das informações disponíveis, de modo que você consiga tomar decisões com menos esforço. No ambiente científico, isso é conhecido como viés comportamental ou, em outras palavras, uma tendência de comportamento.

A questão é que, nesses casos, a pessoa deixa de fazer escolhas racionais e baseadas em fatos e age pela emoção para resolver o problema. Contudo, grande parte das decisões tomadas com justificativas emocionais se revelam precipitadas e errôneas — especialmente nos investimentos.

Como eles funcionam e qual é a sua relação com investimentos?

Como você aprendeu, os vieses comportamentais estão relacionados a atalhos mentais. Ou seja, ao se deparar com uma situação específica, o seu cérebro trará uma resposta imediata — deixando de lado a lógica e a racionalidade.

Esses atalhos podem ser criados com base em experiências passadas ou em informações que você recebeu de terceiros. Ademais, eles são comuns quando se fala no mercado financeiro e na realização de investimentos.

A depender da situação ou da decisão que precisa ser tomada, o viés comportamental pode ser bastante prejudicial. Por exemplo, ele poderá fazer com que uma pessoa invista em uma alternativa mais arriscada do que é capaz de suportar para não ficar de fora de uma oportunidade que um amigo comentou.

O viés também pode fazer com que o investidor segure uma posição perdedora, acreditando que ela será revertida com o tempo — mesmo sem indícios de uma possível mudança de tendência ou dados que apontem uma alteração do cenário atual do ativo, do mercado ou da economia.

5 vieses comportamentais que podem afetar sua tomada de decisão

Depois de ter aprendido o que são e como funcionam os vieses comportamentais, é válido conhecer alguns exemplos que podem afetar a sua tomada de decisão de investimentos.

Confira 5 dos vieses principais!

1. Viés da ancoragem

Um viés bastante conhecido no mundo dos investimentos é o da ancoragem. Ele revela que o investidor tende a confiar na primeira informação recebida para tomar as suas decisões no mercado.

Por exemplo, muitas pessoas continuam investindo suas reservas financeiras na poupança até hoje. Isso porque, no passado, elas receberam a informação de que esse é um investimento que proporciona segurança e rendimento para o seu dinheiro.

No entanto, apesar da segurança oferecida, nem todos sabem que a poupança pode fazer com que o investidor perca dinheiro. O motivo para isso é que, em muitas oportunidades, a rentabilidade da poupança fica abaixo da inflação, diminuindo o poder aquisitivo do investidor.

Por outro lado, existem diversos investimentos da renda fixa tão seguros quanto a poupança, e que podem trazer rentabilidades mais atrativas.

2. Viés da confirmação

O viés da confirmação retrata o comportamento adotado por pessoas que procuram opiniões que validem as suas crenças, desprezando as ideias contrárias. Ou seja, elas tomam decisões tendenciosas, sem considerar a realidade.

Por exemplo, imagine que você queira investir na bolsa de valores, acreditando ser a melhor forma de ganhar dinheiro. Afetado por esse viés, você desconsiderará o relato de diversas pessoas que tiveram perdas nesse ambiente.

Por outro lado, você dará grande relevância àqueles que dizem ter multiplicado o seu capital na bolsa. Porém, dependendo da efetiva situação do mercado, você estará correndo o risco de perder o seu dinheiro, enquanto poderia aproveitar oportunidades seguras e rentáveis na renda fixa.

3. Efeito manada

O efeito manada é um dos vieses comportamentais mais primitivos do ser humano. No passado, diante de possíveis ameaças, nem sempre os homens conseguiam identificar se ela era real ou não. Então, para preservar as suas vidas, eles simplesmente corriam.

Vendo esse movimento, muitas outras pessoas também fugiam, mesmo sem saber qual seria a possível ameaça. Esse é o chamado efeito manada — o qual, mesmo após milhares de anos de evolução, ainda está presente na sociedade.

No mercado, ele pode ser observado quando um ativo tem uma queda expressiva e diversos investidores desfazem suas posições ao acompanharem essa queda, mesmo sem um planejamento específico.

O viés também pode acontecer em cenários de grandes altas, quando acontece o contrário — e muitos investidores compram ativos apenas para seguir o movimento do mercado. Porém, isso pode fazer com que você invista ou se desfaça de posições em momentos que não são adequados para a sua estratégia e objetivos pessoais.

4. Viés da familiaridade

Como o nome indica, o viés da familiaridade faz com que a pessoa tome decisões com base no que ela já conhece. Esse comportamento pode ser prejudicial, já que o investidor descarta a possibilidade de investir em novas ou diferentes alternativas de investimento.

Quem possui esse viés geralmente encontra grandes dificuldades em diversificar a sua carteira de investimentos. Como resultado, o investir restringe os ganhos e pode comprometer a gestão de riscos do seu portfólio.

5. Aversão à perda

Outro viés bastante comum no mercado é o de aversão à perda. De fato, ninguém gosta de perder, mas quem investe se submete à possibilidade de realizar prejuízos financeiros — mesmo na poupança, como você já viu.

Entretanto, há casos em que o temor de perder é excessivo, fazendo com que o investidor não seja capaz de tomar boas decisões. Afinal, nesse caso, o foco de suas escolhas estará em evitar perdas — o que pode fazer o investidor se expor a riscos ainda maiores, de forma irracional.

Conhecendo agora esses 5 vieses comportamentais, você poderá analisar se eles estão atrapalhando a sua tomada de decisão no mercado financeiro. Além disso, vale a pena continuar estudando sobre as questões comportamentais para refinar suas escolhas ao compor seu portfólio de investimentos.

Gostou das informações aprendidas neste conteúdo? Então compartilhe-o com seus amigos que também investem e ainda não conhecem sobre vieses comportamentais!

Reduzir ou, até mesmo, eliminar os erros nos resultados contábeis é fundamental para manter a saúde financeira de um negócio. Nesse sentido, o hedge accounting é um instrumento que pode ser utilizado pela gestão da empresa.

Contudo, para que o mecanismo de proteção tenha os efeitos desejados, é importante aprofundar seu conhecimento sobre o tema. Assim, fica mais fácil compreender a função desse instrumento e sua aplicabilidade na rotina empresarial.

Neste artigo, você entenderá o que é hedge accounting e como aplicar essa estratégia na sua empresa. Continue a leitura e saiba mais!

O que significa hedge?

Para compreender melhor o assunto, é preciso entender o que o termo hedge significa. O conceito remete à proteção. Na prática, ele funciona como uma transação compensatória, que visa proteger uma pessoa física ou jurídica contra possíveis prejuízos relacionados às variações de preços.

O termo está historicamente relacionado às incertezas que produtores rurais têm com o preço de suas safras. Afinal, uma pessoa que trabalha com commodities — como café ou soja — está constantemente exposta às oscilações de preço dos seus produtos.

Assim, no período de plantio não é possível ter certeza sobre qual será o preço do produto no momento da venda. Essa possibilidade de variação na cotação no futuro torna a produção mais arriscada. Os mecanismos de hedge foram criados para evitar esse problema.

Portanto, embora o termo seja bastante utilizado no mercado financeiro, ele pode estar relacionado também ao âmbito empresarial.

O que é hedge accounting?

Após aprender o que hedge significa de maneira geral, é hora de entender como ele é aplicado nas empresas. Todas as atividades realizadas na companhia precisam ter um controle dos ativos e passivos.

Isso envolve assumir compromissos e realizar transações e investimentos. Logo, esses movimentos estão passíveis a riscos comuns de mercado, associados a questões como:

  • variações de preços;
  • juros;
  • taxas cambiais;
  • avaliações de créditos;
  • entre outras.

Nesse sentido, o hedge accounting visa proteger a empresa desses riscos. Para tanto, são utilizados instrumentos financeiros que podem compensar alterações e variáveis diversas do mercado.

A estratégia ainda é pouco utilizada no Brasil, mas já apresenta impactos significativos no mercado empresarial estrangeiro. Por isso, conhecer o tema pode ser um diferencial importante para empresas que querem crescer e se destacar da concorrência.

Como o instrumento funciona?

Como você viu, o hedge accounting funciona de forma a reduzir o risco de exposição de uma empresa. Nem todos os instrumentos de hedge são adequados ao âmbito empresarial, mas as operações desse tipo podem ser classificadas em:

  • hedge de valor justo: refere-se à proteção contra mudanças no preço de ativos, passivos ou de compromissos não reconhecidos contabilmente;
  • hedge de fluxo de caixa: trata-se da aplicação da estratégia visando proteger a empresa contra variações de fluxo de caixa relacionadas a riscos ligados ao ativo, passivo ou transações que possam prejudicar o resultado;
  • hedge de investimento líquido: utilizado em operações estrangeiras de risco.

Em qual princípio o hedge accounting se baseia?

Agora que você sabe o que é e como funciona o hedge accounting, é necessário entender que ele se baseia no princípio de confronto das receitas e das despesas. O processo define o momento em que a receita é utilizada para compor o resultado do exercício social.

Da mesma forma, o princípio determina que a despesa requerida para a obtenção daquela receita também seja confrontada na apuração do resultado. Assim, ao relacionar as despesas com as receitas, o resultado apurado poderá refletir o mais próximo possível a realidade da empresa.

Por que utilizar hedge accounting?

Compreender a relevância do hedge accounting também ajuda saber por que utilizar essa estratégia na sua empresa. Ao implementar o mecanismo, é possível corrigir ou melhorar os resultados contábeis do negócio.

Dessa forma, o instrumento se torna eficiente e possibilita que as empresas otimizem e mantenham uma constância nos seus resultados contábeis. Ainda que não seja uma estratégia tão difundida no país, a tendência é o mercado conhecer e buscar as soluções trazidas por ela.

Assim, a contabilidade passa a ter uma posição estratégica nas companhias, garantindo melhora nos resultados, proteção dos investimentos e segurança em relação aos riscos financeiros inerentes a quaisquer atividades empresariais.

Como aplicar hedge accounting na empresa?

Ficou interessado em utilizar hedge accounting na sua empresa? Então é preciso saber como aplicar a estratégia no seu negócio. Nesse sentido, existem algumas dicas que você pode seguir.

Confira:

Identifique o foco do hedge

A implementação da estratégia começa com a identificação dos tipos de operações que a empresa realiza. Para isso, é preciso entender qual classificação de hedge será utilizada (hedge de valor justo, hedge de fluxo de caixa ou hedge de investimento líquido).

Entenda os riscos incidentes

Identificar a natureza dos riscos envolvidos na empresa é outro passo importante para a aplicação do hedge accounting. Assim, após identificar quais operações de hedge são realizáveis pela companhia, é preciso mensurar quais riscos podem interferir nelas. Com isso, é viável buscar alternativas para mitigá-los.

Defina o instrumento de hedge

Após a análise de riscos, é necessário identificar o instrumento derivativo ou não derivativo que fará a cobertura dos riscos identificados. Entre as possibilidades, está o uso de NDF (non deliverable forward), swap e contratos futuros. Estratégias combinadas também podem ser utilizadas.

Demonstre a eficácia da estratégia

Como você aprendeu, existem diversas etapas que devem ser executadas para aumentar a eficácia da estratégia de hedge. No entanto, além de escolher o melhor instrumento para mitigar os riscos da empresa, é preciso analisar se ele é aceito pela normatização contábil.

Somente assim o instrumento poderá ser utilizado no hedge accounting. Para garantir essa eficiência, também é necessário fazer avaliações periódicas.

Documente a estratégia

Todas as etapas executadas ao longo da estratégia devem ser documentadas. O registro deve incluir o foco do hedge, os tipos de riscos, os objetivos da estratégia e a metodologia utilizada para mensurar a sua efetividade. O Monitor da Laqus, pode ajudar a sua empresa nos testes de efetividade e memorando para auditoria depois de aplicado.

Agora você conhece a estratégia de hedge accounting e sabe que é necessário seguir alguns passos para colocá-la em prática. Nesse sentido, compreender as características desse recurso contábil é o primeiro passo para aplicá-lo de maneira acertada, reduzindo os riscos e a volatilidade nos resultados financeiros do negócio.

Gostou de saber mais sobre o assunto? Então acompanhe a Laqus no LinkedIn e mantenha-se informado sobre as tendências do mercado!

Administrar o próprio negócio envolve diversos desafios. É preciso entregar um serviço ou produto de excelência para o cliente, além de gerenciar operações internas da companhia. Nesse sentido, fazer o fluxo de caixa operacional é uma tarefa essencial.

Afinal, a área financeira de um negócio demanda bastante atenção. Se ela não estiver funcionando bem, toda a saúde da empresa fica comprometida. Portanto, esse conceito deve ser conhecido por todo empreendedor.

Neste artigo, você entenderá o que é o fluxo de caixa operacional e como estruturá-lo na sua empresa. Vamos lá?

O que é fluxo de caixa operacional?

Gerenciar os fluxos de uma empresa é uma das principais obrigações da rotina empresarial, já que essa atividade permite medir o retorno do negócio. De forma geral, todas as entradas e saídas da companhia são consideradas fluxos de caixa.

Nesse sentido, o fluxo de caixa operacional demonstra as receitas das vendas e as despesas geradas pela administração e produção. Isso inclui a compra de matéria-prima, o gasto com processos logísticos, os pagamentos dos funcionários e da energia elétrica, entre outros.

Assim, a ferramenta apresenta a variação do capital de giro e a rotina do negócio. Contudo, ele não considera investimentos, juros, variações de mercado e outros dados financeiros do tipo.

Para que serve e como funciona esse instrumento?

Agora que você sabe o que é o fluxo de caixa operacional, pode entender que ele serve para compreender qual é o mínimo de recursos que a empresa precisa para manter-se funcionando sem prejuízos.

Como você viu, o cálculo considera os gastos com mão de obra, água e luz, entre outras despesas. Ou seja, para calcular esse tipo de fluxo de caixa, é preciso somar o lucro antes de juros e impostos (LAJIR) à desvalorização e subtrair os impostos.

Logo, a fórmula é esta:

Fluxo de caixa operacional = (LAJIR + desvalorização) – impostos

Para compreender melhor, imagine que uma empresa tenha LAJIR igual à R$ 20 mil, uma desvalorização de R$ 2 mil e pague R$ 5 mil de impostos.

Nesse cenário, o cálculo fica:

Fluxo de caixa operacional = (R$ 20 mil + R$ 2 mil) – R$ 5 mil

Fluxo de caixa operacional = R$ 17 mil

Dessa forma, é possível concluir que o fluxo de caixa operacional dessa empresa é de R$ 17 mil. Mantendo esse valor positivo, a companhia pode traçar planos de longo prazo para o negócio. Afinal, esse resultado permite saber que as demandas e entregas estão em harmonia.

Como estruturar um fluxo de caixa operacional?

Como você viu, acompanhar o fluxo de caixa operacional é uma tarefa importante para as empresas, mas é comum surgirem dúvidas durante o processo.

Confira um passo a passo que pode ajudá-lo a estruturar essa tarefa:

Contabilize o saldo inicial

O primeiro passo é contabilizar quanto dinheiro a empresa tem em caixa. Com o saldo inicial em mãos, você poderá controlar melhor as entradas e saídas do negócio ao longo do tempo.

Registre as entradas e saídas

O saldo do caixa deve ser atualizado constantemente, incluindo o que entra e o que sai da empresa. Assim, todas as receitas e despesas devem ser lançadas para um melhor controle do fluxo de caixa.

Em relação às contas variáveis — como a de energia elétrica —, é interessante fazer o lançamento para ter uma projeção dos 12 meses seguintes. Dessa forma, quando houver um imprevisto, é possível agir antecipadamente.

Faça revisões

Após realizar o planejamento para os próximos 12 meses — que envolve lançar todas as despesas e receitas previstas —, é importante fazer uma revisão periódica dos planos. Isso porque o valor de um custo pode aumentar ou reduzir com o tempo, por exemplo.

Portanto, é fundamental que toda movimentação financeira da empresa seja lançada de forma atualizada no controle financeiro. Entre elas, estão ajustes de valores, novas despesas etc.

Categorize as receitas e despesas

Categorizar as receitas e despesas é essencial para entender exatamente quais são as suas maiores entradas e saídas. Assim, a análise fica mais rápida e eficiente — facilitando a definição de estratégias de economia, por exemplo.

O que fazer para aumentar a captação de recursos?

Após entender como estruturar o fluxo de caixa, você pode se interessar por aumentar a captação de recursos para melhorar os resultados do negócio. Para isso, é possível buscar soluções no mercado bancário, como empréstimos ou financiamentos.

Contudo, essas alternativas nem sempre atendem às necessidades do negócio, além de serem mais caras — especialmente pela cobrança de juros altos. Em contrapartida, existem opções no mercado de capitais, como títulos emitidos por empresas.

Diante das possibilidades, é viável encontrar uma alternativa adequada para o seu negócio. Confira as principais oportunidades do mercado:

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida de renda fixa que podem ser emitidos pela empresa e devem proporcionar retorno prefixado, pós-fixado ou híbrido. Esse título não prevê um prazo de vencimento, mas, em geral, varia de 2 a 10 anos.

Como as debêntures públicas podem ser negociadas no mercado secundário, o investidor pode obter maior liquidez. Porém, o interesse pelo título dependerá da capacidade de pagamento do emissor e das condições da aplicação.

CRIs e CRAs

O certificado de recebíveis imobiliários e do agronegócio (CRI e CRA) são emitidos por securitizadoras e envolvem a antecipação de recebíveis. Assim, a empresa do ramo imobiliário ou do agronegócio busca uma securitizadora, que antecipa o pagamento de valores a receber.

A liberação de valores é realizada com um pequeno deságio e a instituição passa a deter os direitos creditórios. Com isso, eles são transformados em títulos disponibilizados no mercado financeiro.

Os CRIs e CRAs podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos e o pagamento aos investidores dependerá da quitação pelos clientes.

Notas comerciais

Também é possível obter recursos com o uso das notas comerciais. Elas funcionam como uma promessa de pagamento por parte do emissor para o investidor, que é responsável por disponibilizar os recursos. Assim, a companhia se compromete a pagar o montante acrescido de juros.

Uma das vantagens da emissão desse título é não haver a obrigatoriedade de garantia real, o que pode simplificar o processo. Além disso, a nota comercial possui retorno em curto prazo, fazendo com que ela seja especialmente adequada para obter capital de giro.

Agora você sabe o que é o fluxo de caixa operacional e pode começar a utilizá-lo na sua empresa. Lembre-se de que existem diversas alternativas disponíveis no mercado caso o empreendimento precise captar recursos para melhorar os resultados.

Quer conhecer melhor as oportunidades do mercado financeiro? Então entre em contato conosco da Laqus!

Uma das tarefas mais importantes do gerenciamento financeiro de uma empresa é a gestão do capital de giro. Por meio dele, é possível cuidar do montante que deve ficar disponível para sustentar as operações do negócio durante determinados períodos.

Como o capital de giro é uma reserva para momentos específicos, é necessário garantir que ele tenha um valor adequado. Dessa forma, há como evitar problemas decorrentes da indisponibilidade de recursos para o negócio.

Para entender o que fazer, continue a leitura e veja como realizar uma efetiva gestão do capital de giro da empresa!

Para que serve o capital de giro?

Além de conhecer o conceito, é importante compreender para que serve o capital de giro. De modo amplo, pode-se dizer que ele é útil para financiar as operações do negócio em diversas situações.

No início do empreendimento, o montante tem a finalidade de garantir o cumprimento das obrigações — mesmo quando ainda não há clientes ou lucro. Assim, é possível sustentar o negócio até que ele consiga se manter por meio dos resultados obtidos.

O capital de giro também é útil para a gestão financeira geral da empresa. Como é comum vender a prazo para os clientes e pagar os fornecedores em períodos menores, o montante serve para garantir o cumprimento das obrigações e para manter o ciclo financeiro saudável.

Quais os riscos de não fazer uma gestão eficaz do capital de giro?

Até aqui, você viu como o capital de giro é relevante para o empreendimento. Por conta disso, não realizar um gerenciamento adequado desse montante pode gerar efeitos indesejáveis e prejudicar o negócio.

Sem uma gestão efetiva, há o risco de a companhia não dispor de dinheiro suficiente para sustentar suas operações. Como consequência, uma queda nas vendas ou problemas com o faturamento podem deixar a companhia sem dinheiro para executar as atividades.

Porém, caso não disponha dos recursos exigidos para abastecer o estoque, o armazenamento pode não ser suficiente para atender às necessidades dos clientes. Se houver a ruptura de estoque — ou seja, o desabastecimento —, a empresa pode perder vendas e clientes.

Além disso, um gerenciamento inadequado desse capital pode fazer com que o nível de endividamento do negócio aumente. Logo, a gestão financeira e a continuidade no mercado podem ser afetadas.

Como gerenciar o capital de giro da empresa?

Considerando os riscos que existem quando a gestão não é feita adequadamente, é necessário saber como gerenciar o capital de giro do seu negócio. É importante adaptar as medidas para a realidade da sua companhia, mas existem algumas ações que costumam ser relevantes em todos os cenários.

Para entender o que fazer na gestão de capital de giro da empresa, confira dicas para colocar em prática no cotidiano do empreendimento!

Compare o capital de giro atual com a necessidade real

Um dos primeiros passos é compreender quais são as características atuais do capital de giro do empreendimento. Por isso, comece calculando qual deve ser o valor do capital e identifique a sua disponibilidade ao subtrair os passivos dos ativos circulantes.

Se o resultado for positivo, o negócio é capaz de arcar com as despesas financeiras, diante dos ativos que possui. Já se ele for negativo, é um indício de alto endividamento, com débitos superiores ao patrimônio circulante. Isso pode identificar maior ou menor necessidade de capital.

Ademais, compare o montante que você tem provisionado agora com a real necessidade. Ele deve atingir, no mínimo, o valor calculado, mas não deve superar muito o que for considerado ideal. Assim, há como evitar o comprometimento de recursos que poderiam ser usados em outras estratégias do negócio.

Implemente uma política para reduzir os custos

Como você viu, o capital de giro deve considerar os passivos da companhia, o que inclui as dívidas e os gastos gerais. Portanto, diminuir as despesas pode ser uma forma de reduzir o custo para manter o negócio. Desse modo, tende a ser mais fácil fazer a gestão de capital de giro.

Nesse caso, você deve implementar uma política estruturada para reduzir os gastos sem comprometer a qualidade ou a estratégia do negócio. Por isso, vale a pena fazer um reconhecimento completo da situação para entender quais são os principais gargalos e onde estão os custos supérfluos.

Em seguida, defina uma política de contenção de despesas, focando nesses gastos que podem ser reduzidos ou eliminados. Assim, a necessidade de capital de giro será menor e o uso de recursos da companhia será otimizado.

Negocie condições com os fornecedores

Para que a empresa tenha mais fôlego financeiro, é interessante buscar condições mais favoráveis em relação aos fornecedores. A ideia é negociar preços ou prazos de pagamento, pois isso ajuda a diminuir a necessidade de acionamento do capital de giro.

Se a empresa conseguir pagar os fornecedores e parceiros em um prazo maior, pode ter tempo suficiente para receber a maior parte dos pagamentos dos clientes. Como consequência, será preciso dispor previamente de um montante menor para cumprir as obrigações financeiras.

Busque crédito com estratégia

Uma boa gestão de capital de giro também envolve a busca de alternativas de crédito para ajudar as finanças, em vez de torná-las mais complexas. Recorrer a empréstimos ou financiamentos, por exemplo, tende a elevar o endividamento. Com isso, a necessidade de capital de giro também fica consideravelmente maior.

Por outro lado, recorrer ao mercado de capitais pode trazer facilidade para obter recursos de modo mais barato. Uma opção é o certificado de recebíveis do agronegócio (CRA), voltado para empresas desse setor.

No caso, você antecipa seus recebíveis e os direitos creditórios são cedidos para uma securitizadora. Então esses direitos são transformados em títulos negociados no mercado, que é o CRA. Assim, parte dos recursos obtidos podem ser utilizados para atingir o nível de capital de giro necessário.

Também é possível recorrer às notas comerciais ou commercial papers. Eles funcionam como um compromisso de dívida regulamentado entre a companhia e os investidores. Como a nota comercial tem curto prazo de vencimento, é comum que seja utilizada para compor o capital de giro do empreendimento.

Com essas dicas, você sabe como fazer a gestão de capital de giro do negócio com máxima eficiência. Assim, é possível proteger a empresa em diferentes cenários, evitando problemas que podem colocar em risco a continuidade da companhia.

Quer ajuda para conhecer e aproveitar as oportunidades de captação de recursos? Fale com o time da Laqus!

Cuidar do dinheiro do negócio é uma etapa indispensável para alcançar o sucesso no mercado. Para atingir esse resultado de maneira estruturada e consistente, vale a pena recorrer a um planejamento financeiro empresarial.

Essa é uma estratégia que considera tanto a situação atual das finanças quanto as expectativas para o futuro. Com ela, é possível definir formas de agir e de administrar o capital, o que pode favorecer o funcionamento da companhia.

Quer descobrir como criar e implementar o planejamento financeiro empresarial? Confira quais são 6 entre as etapas indispensáveis no processo!

Por que fazer um bom planejamento financeiro empresarial?

Tão importante quanto compreender o que é o planejamento financeiro é entender como ele pode ser relevante para a empresa. Um dos principais motivos para colocá-lo em prática é o fato de ele funcionar como um guia para as decisões do negócio.

Portanto, um bom plano desse tipo ajuda a gestão financeira a ser mais eficiente e desenvolver um planejamento mais adequado. Como consequência, há como melhorar a utilização de recursos por parte do empreendimento.

Isso porque o planejamento pode auxiliar o negócio a reduzir custos e despesas e a se tornar mais lucrativo, por exemplo. Assim, surgem mais oportunidades para realizar investimentos em melhorias, o que pode aumentar a competitividade da empresa.

Em especial, um plano financeiro de qualidade é um dos responsáveis por garantir que a empresa disponha dos recursos necessários para executar as diversas atividades que devem ser realizadas.

Sendo assim, essa estratégia costuma ser indispensável para o crescimento, fortalecimento e continuidade do empreendimento no mercado. Então o planejamento está diretamente relacionado ao sucesso empresarial.

6 Dicas para planejar as finanças do negócio

Agora que você sabe qual é a importância do planejamento financeiro empresarial, é o momento de descobrir como elaborar o seu. Para tanto, é fundamental seguir etapas específicas para compor um plano completo.

Para descobrir o que é preciso para adotar essa estratégia, veja a seguir 6 passos para acertar no planejamento financeiro!

1. Faça um diagnóstico da situação atual

Embora o planejamento seja focado no futuro, é necessário conhecer o ponto de partida para implementar as mudanças exigidas. Por isso, a criação do seu plano deve ter início com o diagnóstico da situação financeira do negócio.

Identifique, por exemplo, o nível de lucratividade, a capacidade de gerar resultados, a estrutura de endividamento e mais. Assim, você saberá se o empreendimento está financeiramente saudável.

Para fazer essa análise, vale a pena recorrer a ferramentas como fluxo de caixa, balancetes, relatórios e demonstrativos. Desse modo, o conhecimento é embasado em dados e se torna mais relevante, servindo como um direcionamento para as decisões.

2. Estabeleça objetivos financeiros

Após reconhecer a situação atual, é necessário traçar metas de interesse para as finanças da empresa. No caso, os objetivos financeiros podem ser de curto, médio e longo prazo.

Além de serem atrelados a um período certo para conclusão, eles devem seguir outros critérios — como serem mensuráveis e específicos. Isso é essencial para que seja possível medir e acompanhar a evolução do plano e os resultados que ele oferece ao longo do tempo.

3. Elabore orçamentos empresariais

Diante dos objetivos já definidos, é possível planejar como deve ocorrer a distribuição dos recursos. Nesse momento, vale a pena elaborar orçamentos que contemplem as diferentes necessidades do negócio, o que inclui seu plano estratégico.

Ainda, é interessante formar mais de um orçamento. Como o cenário não é totalmente previsível, montar um orçamento para um contexto pessimista, otimista e realista o ajudará a se preparar para qualquer situação.

4. Monte um plano de ação

Além dos orçamentos empresariais, é preciso criar um plano de ação para a conquista dos objetivos. Assim, você garante a distribuição do dinheiro de modo gerenciado, ao mesmo tempo em que age para contornar dificuldades e aproveitar oportunidades.

É necessário, por exemplo, determinar onde estão os custos e despesas que podem ser reduzidos, sem prejudicar a qualidade das soluções da empresa. Com um plano de diminuição dos gastos, é possível utilizar melhor os recursos do negócio.

Também pode ser o caso de rever a precificação de produtos e de definir os investimentos que serão realizados. Para garantir um bom nível de acompanhamento, vale a pena estabelecer métricas financeiras.

Por meio dos indicadores, é possível medir como o dinheiro tem sido usado e efetuar comparações. Ainda, essa é uma forma de identificar onde podem estar as principais melhorias, rumo à evolução da gestão financeira.

5. Selecione corretamente as formas de captar recursos

Fazer um bom planejamento financeiro empresarial também prevê a identificação das melhores opções para a captação de recursos. Nesse contexto, é importante entender onde estão as alternativas mais adequadas ao seu plano de ação.

Como os produtos bancários (como empréstimos e financiamentos) podem aumentar o endividamento, recorrer ao mercado de capitais pode ser mais adequado. Assim, é possível captar recursos dos investidores em troca de uma rentabilidade posterior.

Entre os exemplos, estão investimentos de renda fixa como o certificado de recebíveis do agronegócio (CRA), debêntures e as notas comerciais. Então avalie quais alternativas de captação fazem mais sentido para o negócio, considerando juros e prazos de pagamento.

Na prática, a emissão desses títulos pode ajudar a companhia a dispor de mais dinheiro sem se comprometer com dívidas que sejam muito mais elevadas.

6. Invista em tecnologia

Como você viu, executar um planejamento financeiro empresarial é essencial, mas não é uma tarefa simples. Portanto, pode ser interessante realizar o investimento em tecnologia.

Por meio de softwares e outras ferramentas, é possível automatizar o controle financeiro. Assim, há mais produtividade no setor e menos chances de erros causados por falhas humanas. Ainda, esse é um meio de ter um gerenciamento mais efetivo e completo das finanças.

Recorrer a essas ferramentas também é útil para efetuar a integração de dados referentes às movimentações financeiras. Desse modo, é mais fácil integrar outros profissionais para que contribuam com a gestão financeira.

Agora você sabe como o planejamento financeiro empresarial funciona e por que ele é tão importante para o negócio. Com o auxílio dessas 6 dicas, fica mais fácil montar um plano adequado para a realidade da sua empresa.

Essas informações foram úteis para você? Se quiser ajuda para realizar a captação de recursos no mercado de capitais, entre em contato conosco da Laqus!