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Desde 2010 atuando no mercado, atualmente a Laqus controla as operações das maiores tesourarias corporativas da América Latina, somando mais de R$ 310 bilhões em seu ecossistema. A missão do grupo é tornar as decisões financeiras mais fáceis, rápidas e seguras, garantindo maior eficiência na gestão dos nossos clientes.

Chegamos para dinamizar a economia com produtos simples e digitais, transformando a relação das empresas com as soluções financeiras, uma nova era entre emissores e investidores.

Monitor

Uma solução para gestão de risco e de operações financeiras como emissões de mercado de capitais, financiamento, derivativos e investimentos. Tudo em um só lugar.

Covenants

Uma solução única para controle das obrigações relacionadas às operações financeiras, como pagamentos ordinários e extraordinários, relatórios ambientais, auditoria ESG, envio de demonstrações financeiras, acompanhamento de obrigações diversas incluindo estatutárias ou operacionais e outras tantas relacionadas aos dos mais variados tipos de dívida.

IMF Digital

Primeira infraestrutura de mercado financeiro (IMF) verdadeiramente digital e voltada à economia real, robusta e segura para títulos de dívidas privados, trazendo mais transparência nos custos de emissão, sob a ótica da empresa, e de percepção de risco, sob a ótica do investidor. Por meio da tecnologia, entregamos muita agilidade e facilidade ao acessar recursos do mercado de capitais.

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Allan P. Franck
Head Farmer, GlobalTech

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Fique por dentro de notícias, análises do mercado financeiro e tenha as principais dúvidas esclarecidas em artigos feitos sob a curadoria da equipe Laqus.

NA MÍDIA, SUNO – POR RODRIGO AMATO

Quando falamos sobre um monopólio, inicialmente associamos a coisas ruins, como ganância do monopolista, serviço ruim e caro e por aí vai. Nem sempre é assim e é fato que todo empreendedor busca um monopólio para chamar de seu, que o diga Peter Thiel em seu aclamado livro De Zero a Um, em que ele destaca que a maior prova de um produto superior à concorrência é quando ele consegue eliminá-la, tornando-se enfim um monopólio, mas num sentido mais metafórico do que aplicado.

O domínio de um determinado mercado também depende do recorte e este é feito à conveniência de quem quer ou não ser chamado de monopolista. O Google (GOGL34), por exemplo, diz que tem apenas uma fração do mercado mundial de publicidade, mas quando olhamos o mercado de buscadores, seu domínio é absoluto e incontestável.
A Apple (AAPL34) avançou no sentido de obter o monopólio da indústria da música, até que o Spotify (S1PO34) entregou uma experiência melhor ao usuário e permitiu que outros streamplayers entrassem no jogo, ainda que ele não seja tão equilibrado assim.

Já a Amazon (AMZO34) , como a loja de tudo, na outra ponta é um monopsônio da indústria literária, pois uma editora que não vende para a Amazon não sobrevive, o que lhe dá grande poder de negociação de preços e prazos e, segundo sua filosofia, isso se reverte em melhores preços e prazos para seus clientes e assim ela fica cada vez maior.

No mercado brasileiro temos alguns monopólios ainda resquícios de serviços regulados, de uma época em que o controle de determinados serviços era importante para políticas de Estado, como a exploração e distribuição de petróleo e seus derivados, para ficarmos apenas no exemplo da Petrobras (PETR4). Entretanto, vemos hoje um desejo do governo de liberalizar mercados e, sem juízo de valor sobre a forma e conveniência da iniciativa, no médio-longo prazo isso tende a beneficiar o consumidor final por meio de uma pressão natural da concorrência que leva à inovação.

É verdade que as empresas americanas citadas anteriormente são todas privadas e reconhecidas por inovar, e ao mesmo tempo, fazem parte de um mercado com dinâmica concorrencial o que as faz tomar esta postura a fim de que estejam a frente de qualquer outra empresa que ameace sua soberania e é isso que o consumidor final deseja em seu benefício.

Em resumo, os monopólios não são necessariamente um mal em si, pois isso depende de uma série de características do mercado em que se verificam: quais os custos de saída do cliente? Qual o poder de barganha do monopolista com os principais clientes? Há concentração de clientes? Quando este é o caso, por vezes um produto melhor não tem a chance de chegar ao mercado por conta da amplitude de relacionamentos e tamanho do monopolista, mas se o mercado é livre e os clientes conseguem migrar facilmente para a melhor e mais conveniente experiência, o monopólio só dura até o próximo monopólio de um produto superior ou uma melhor relação custo x benefício, o que é bom para quem inova e para o cliente no final do dia.

 

O mercado de depósito de títulos de dívida corporativa, hoje dominado pela B3, pode ter um novo competidor. A empresa de tecnologia Laqus (antiga Mark 2 Market) acaba de protocolar um pedido junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de autorização para funcionar como Central Depositária de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Mas esse é só o primeiro passo para entrar no mercado, que, em outros países, é bem mais pulverizado.

A meta de Rodrigo Amato, fundador da Laqus (antiga Mark 2 Market), é alcançar voos mais altos depois que o modelo de negócio – e a segurança do sistema – se provar. “Queremos, mais para frente, expandir nossa atuação para outros segmentos do mercado de dívida corporativa. Mas primeiro precisamos mostrar ao mercado e à CVM que temos capacidade técnica e operacional para ser depositária de CRAs”, diz Amato.

O executivo, que antes de fundar a empresa trabalhou com estruturação de derivativos, renda fixa e captação de recursos para médias e grandes empresas nos bancos Itaú e Santander, diz que não quer competir com a B3. “A bolsa é verticalizada em serviços, é difícil disputar com ela os clientes. Nosso público será a distribuidora e não os bancos”, conta Amato.

Hoje, quando uma empresa decide emitir uma dívida, os assessores da emissão – bancos e escritórios de advocacia – escolhem o custodiante, que são geralmente os próprios bancos, e a depositária dos títulos. Como só existe a B3 no mercado brasileiro, não há muito o que discutir. As informações sobre a emissão são passadas à securitizadora, que estrutura o papel. A partir daí as distribuidoras (corretoras independentes e de bancos) se encarregam de vender os títulos a investidores.

A ideia da Laqus (antiga Mark 2 Market) é convencer as distribuidoras, que estão na ponta de venda, a pedir que as emissoras a escolham como depositária. Um de seus diferenciais será a especialização no mercado de CRA, no qual já atua com um software de gestão para tesourarias de empresas. Só no segmento de CRAs, são gerenciados em sua plataforma R$ 18 bilhões, o que significa metade desse mercado.

Outra vantagem será disponibilizar aos distribuidores informações também das empresas menores. “Com a autorização de depositária da CVM, poderemos cobrar dos clientes relatórios periódicos com investimentos e desempenho financeiro, que farão parte da análise de preço e risco desses títulos. Isso aumenta a transparência e dá espaço para as menores também disputarem esse mercado de dívida corporativa”, afirma Amato.

Fundada em 2010, a Laqus começou oferecendo serviços de consultoria em emissões de dívida corporativa. Ao perceber a dificuldade que as companhias tinham para gerenciar suas operações financeiras e controlar os riscos dessas emissões, Amato levantou dinheiro com dois fundos de investimento, o A5 Capital Partners e o family office Mantiqueira Participações, para contratar desenvolvedores e construir um software para esse mercado.

Além de ajudar a tesouraria e a diretoria financeira na gestão operacional de dívida corporativa própria (emissões em mercado de capitais, bancárias ou entre empresas), pelo software eles também podem acompanhar outras operações da empresa, como aplicações financeiras e derivativos. Os executivos têm ainda acesso a informações atualizadas sobre o mercado de dívida e cotações para tomar de decisões – dados que nem sempre são fornecidos pelas instituições bancárias.

“Se o tesoureiro acorda e lê uma notícia política que pode impactar o mercado, precisa chegar na empresa e ter informações suficientes para decidir se vale antecipar o pagamento de uma dívida, fazer um contrato de hedge cambial ou qualquer outra coisa da sua alçada”, diz Amato. Atualmente, a plataforma gerencia R$ 183 bilhões de dívida corporativa como um todo (CRA, debêntures e outros títulos de dívida).

Por ser um mercado que, até então, só teve um grande competidor – antes a Cetip e, desde a fusão com a BM&FBovespa, em março de 2017, a B3 -, a Laqus se preparou por um bom tempo antes de entrar com a solicitação. Nos últimos sete meses, foram diversas reuniões com o escritório de advocacia Pinheiro Neto, seu assessor jurídico no processo, e com a Infra Soluções, consultoria de ex-funcionários da Cetip.

Desde que a CVM publicou mudanças nas instruções que ditam quem pode ou não fazer parte da infraestrutura do mercado financeiro, foram poucos os que se aventuraram para tentar competir com a B3. É ela quem atua como registradora e depositária das ofertas tanto no mercado de renda fixa, quanto no de ações.

No mercado de capitais, a ATS tentou competir com a B3, mas ainda não obteve autorização. No segmento de depósito de dívida corporativa, até agora, ninguém havia entrado com esse pedido, segundo a CVM. “Trata-se da primeira solicitação realizada junto à autarquia, para atuar como central depositária, após edição da instrução 541, de 2013, que dispõe sobre o assunto. O pedido da empresa Laqus está sendo analisado pela Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários (SMI) da CVM”, disse a reguladora em nota ao Valor.

A categoria em que a Laqus quer atuar é conhecida como Infraestrutura do Mercado Financeiro, ou IMF, em que organizações possibilitam às empresas e investidores se encontrarem e obterem informação umas sobre as outras e sobre as operações realizadas, de forma segura e independente. Quem quer comprar e vender títulos, por exemplo, precisa passar por esse ambiente. Nele são oferecidos serviços como registro, depósito, liquidação, entre outros.

Artigo publicado originalmente no Valor Econômico, em Maio de 2019.

O cenário macroeconômico impulsiona a procura por Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), tanto por empresas do agro como por investidores. A previsão é de que as emissões do título em 2019 superem R$ 11 bilhões, quase o dobro do contabilizado no ano passado, de R$ 6 bilhões, conta Fábio Fukuda, sócio e head de Renda Fixa em Mercado de Capitais da XP Investimentos.

Entre janeiro e junho, as ofertas de CRA chegaram a R$ 5,5 bilhões, segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Fukuda explica que companhias do agro aptas a captar recursos no exterior veem o CRA como opção mais vantajosa no momento: as taxas de juros cobradas no País estão mais baixas do que no mercado internacional.

Para o investidor, o papel se mostra mais remunerador hoje do que outras aplicações, também pela isenção de Imposto de Renda. A melhor gestão financeira de produtores e empresas é outro estímulo ao investimento no CRA.

Apetite

A Belagrícola, distribuidora de insumos agrícolas controlada pela chinesa Dakang, acaba de captar R$ 56,2 milhões por meio de CRA e já vislumbra a segunda emissão do ano. O primeiro financiará as compras de cerca de 2 mil produtores; o segundo, estimado em R$ 50 milhões, atenderá em torno de 400 agricultores, prevê o diretor Financeiro da empresa, Fabio Jacob. A operação sustentará a meta de obter receita de R$ 800 milhões com a venda de insumos, 20% acima da do ano passado.

Novo na área

Quem também está de olho no mercado de CRAs é a startup Mark 2 Market. Após nove anos atuando com gestão de risco, a fintech solicitou à CVM aval para operar como depositária de CRAs, com foco em produtores e empresas de médio porte. Hoje, a B3 é a única depositária do mercado. A Mark 2 Market propõe centralizar em seu sistema documentos fornecidos pelos emissores, visando a dar mais segurança a investidores, conta Rodrigo Amato, CEO da startup. “A Selic em baixa estimula a demanda por investimentos mais remuneradores”, diz.

Bola da vez

Grandes empresas emissoras de CRAs não têm obrigação de enviar documentação à B3, segundo Amato. Os dados são entregues às securitizadoras, o que, para investidores, é uma operação segura. “As médias empresas têm dificuldade de emitir CRAs por não serem tão conhecidas. Queremos fornecer informações sobre elas porque a expansão dos CRAs deve vir deste segmento”, diz Amato, lembrando que o recuo do crédito com juros subsidiados estimula a busca por opções.

Artigo publicado originalmente no Estadão, em Agosto de 2019.

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Em tempo no qual diversos riscos concretizam-se e deixam o cenário econômico ainda mais instável, as empresas buscam analisar com mais atenção como seu desempenho é afetado por esse cenário. Em especial as companhias atuantes no comércio exterior (exportadores e importadores) ou aquelas que tem parte relevante de seus custos ou despesas atreladas a moedas estrangeiras, devem entender como as moedas diferentes do Real impactam o desempenho econômico-financeiro do seu negócio e quais medidas podem adotar para se protegerem dessas incertezas.

Para isso, uma avaliação do Risco Cambial e a aplicação contábil adequada (Hedge Accounting) podem beneficiar a empresa a uma maior previsibilidade, ao utilizar operações de termo de moedas junto a bancos locais ou internacionais, travando a taxa de câmbio de conversão futura. Inclusive podem, com a maturidade, utilizar dessa instabilidade, que é medida pela volatilidade dessas moedas, como uma oportunidade comercial ou competitiva. Ao mesmo tempo pode trazer custos por conta da necessidade adicional de contratação de hedge, bem como maior risco de erro por conta dos controles manuais, o que eventualmente pode resultar em perdas de resultado. Muitas vezes ainda falta uma visão consolidada da exposição cambial com atualizações rápidas, melhorando a acurácia, a visibilidade e a velocidade nas tomadas de decisões sobre volumes, prazos e tipos de operações a contratar, bem como seus impactos nos resultados (P&L).

Com o Monitor, é possível obter uma visão rápida e eficiente dos Hedges contratados, P&L e Exposição ao Risco Cambial, além de implementar sua Política de Hedge Accounting. Pode inclusive eliminar retrabalhos, integrando de ponta a ponta nossa solução, desde sua plataforma de negociação até seu ERP. A Laqus pode ainda, com seu time de especialistas, construir sua Política de Risco e de Hedge Accounting.

Com esse processo, é possível ter uma visão de gestão da companhia à plataforma automatizada, assim, os times de tesouraria e de TI conseguiram ter processos mais robustos, reduzindo eventuais descasamentos, o que evita a contratação de hedge desnecessário ou reversão indevida tornando a companhia exposta ao câmbio. Há também um ganho de agilidade na tomada de decisão e mais confiança nos relatórios e governança para a companhia.

O acesso a este tipo de instrumento também passa pela maior transparência com que se pode acompanhar o recurso aplicado. Se há maior conforto do investidor com o nível de informação e controles que se tem de uma emissão de CRA de risco pulverizado (muito produtores rurais como devedores), é mais provável que os grandes distribuidores também se vejam em condições de distribuir e monitorar operações de CRA com este perfil de risco. É para atender principalmente a esta demanda que a Laqus (antiga Mark 2 Market) fez seu pedido à CVM para operar como Depositária de CRA, em concorrência à B3. Sua proposta é de um ambiente mais transparente, aberto e com melhor acesso à informação, no qual as Agrotechs poderão prestar seus serviços e informações, dando publicidade ao mesmo tempo para todos os envolvidos ou interessados.

Mas não basta apenas um novo ambiente ou uma nova tecnologia, é preciso uma mudança de mentalidade e cultura para a aceitação desta nova proposta, o que a Laqus aposta em rápida adoção, pois trata-se de um novo tipo de operação que os principais estruturadores e distribuidores hoje ou não fazem ou operam volume muito pequenos. Quem agradece é o produtor, que com o crescimento da safra e manutenção do financiamento por recursos direcionados ficava sem alternativas de financiamento.

Um ponto importante de destaque é a capacidade que um ambiente como o da Laqus pode dar aos bancos na concessão de novo crédito ao setor. Neste sentido, a securitização pode ser muito útil para a reunião de operações de crédito originalmente concedidas por um banco em forma de lastros de um novo CRA, este então vendido a investidores do mercado de capitais, sejam pessoas físicas, investidores institucionais ou estrangeiros. Este movimento permitirá um maior espaço aos principais bancos privados para que avancem na concessão de novo crédito, fazendo aquilo que é o foco de sua atividade: avaliação do risco de crédito e garantias para antecipação de recursos ao produtor. Este movimento trará uma nova dinâmica ao mercado de CRA, na qual as securitizadoras, emissoras de CRA, passarão a ser parceiras dos bancos e não apenas um veículo como nos casos do CRA corporativo de risco concentrado, liberando espaço nos balanços das instituições financeiras para novas concessões e trazendo um recurso novo para preencher esta lacuna, o do mercado de capitais.

Por fim, aguarda-se a viabilização do Fundo de Investimento do Agronegócio, primo-irmão do Imobiliário e que transfere o benefício fiscal da isenção de tributos sobre a renda ao cotista do fundo. Isso fará com que o investidor institucional passe a dar maior atenção a este tipo de financiamento e, consequentemente, necessite de mais informação para suas análises e escolha dos melhores ativos. Novamente, uma IMF nos moldes do que a Laqus pretende ser, beneficiará o investidor institucional na sua chegada a este mercado tanto quanto os bancos, o investidor estrangeiro e, claro, as pessoas físicas.

O acentuado ciclo de queda da Taxa Selic registrado nos últimos anos tem levado os investidores a apostarem cada vez mais em uma modalidade de renda fixa menos conhecida entre o público em geral. Neste cenário o crédito privado ganhara espaço no mercado, porque permite a busca por uma rentabilidade maior entre troca de maior risco, situação mais aceita em um cenário de juros baixos, o que reduz a atratividade das aplicações mais tradicionais. A procura por esses papéis tem crescido muito, principalmente entre os interessados em fugir do retorno menor dos títulos públicos do Tesouro Direto, considerado o investimento mais seguro, mas que por outro lado, também é o mais afetado pelos cortes do Copom.

O mercado secundário mostra sinais de que cresce o interesse por este tipo de investimento, ainda que seu volume seja tímido. De janeiro a maio deste ano, o volume de títulos negociados cresceu 67,9% em relação ao mesmo período de 2018, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Os números relacionados a essa categoria de renda fixa não param por aí. Entre uma das categorias do título privado – as debêntures de infraestrutura -, a alta no volume negociado é ainda maior. O índice de crescimento entre esse tipo de título privado chegou a 77%, segundo a ANBIMA, muito baseado no incentivo fiscal concedidos aos investidores pessoa física.

Esta expectativa de incremento na demanda tem justificativa. As perspectivas de novos cortes na Selic para os próximos meses, bem como uma visão de estabilidade ou queda dos juros de mais longo prazo poderão deixar esse tipo de investimento ainda mais atrativo em relação ao Tesouro Direto. A taxa básica de juros é a referência de rendimento dos títulos públicos. Dessa forma, haverá um número ainda maior de investidores em busca de alternativas mais atrativas.

Além disso, uma decisão tomada pelo governo em junho passado também poderá tornar esse mercado ainda mais interessante. O governo assinou uma portaria que permite as empresas do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis (leia-se etanol) fazerem emissões de títulos privados incentivados para levantar capital e fazer investimentos. Na prática, a iniciativa possibilitará um crescimento da variedade de papéis dessa espécie, atraindo outros interessados e aumentando a liquidez.

Até aqui, tudo bem. Todos os fatos apontam como o crédito privado têm sido uma interessante opção de investimento e afins. Mas será que as pessoas acostumadas a fazer aplicações conhecem de fato essa categoria de investimento ou como é o seu funcionamento no mercado?

Para quem ainda não conhece ou sabe pouco sobre o tema, os títulos de crédito privado servem de mecanismo para as instituições da iniciativa privada poderem emitir dívida como forma de financiar seus próprios investimentos ou compromissos, como capital de giro, por exemplo. É a mesma lógica dos papéis públicos do Tesouro Direto, em que o governo federal faz esses lançamentos de títulos da dívida pública para se financiar.

Mas o grande pulo do gato dos títulos privados é o fato de oferecer taxas mais elevadas se comparadas às do Tesouro Direto, que são baseadas na Selic. Ou seja, a rentabilidade esperada é maior, por outro lado, corre-se um risco maior de calote em relação ao risco país. Em tempos de juros baixos, esses títulos passaram a atrair a atenção dos investidores buscando melhores retornos.

O crédito privado, com distribuição pública em mercado de capitais, conta principalmente com três tipos de títulos. As debêntures são as mais conhecidas no mercado porque são papeis emitidos por empresas de diversos setores. Ao adquiri-las, a pessoa faz uma espécie de empréstimo à companhia e recebe remuneração pela quantia aplicada. Nessa categoria, também existem as chamadas debêntures incentivadas, voltadas para a infraestrutura.

Esses títulos são conhecidos dessa forma porque recebem um incentivo fiscal para atrair investidores, isentando-os de imposto sobre a renda que estes títulos proporcionam, e assim aumentar a liquidez pelo maior interesse de investidores em emprestar recursos para obras ou serviços de infraestrutura, como energia, estradas e aeroportos.

Existem ainda o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), emitidos por empresas securitizadoras. A ideia é levantar dinheiro para financiar projetos da área imobiliária e do agronegócio, como o nome já diz. Além destes títulos, há também o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), que costumam oferecem seus recursos para capital de giro das empresas através da antecipação de cheques, duplicadas e outras formas de recebimento.

Para quem leu até aqui, já percebeu que os títulos privados não são tão novidade assim, mas começaram a ser mais procurados diante do nosso ambiente econômico atual. Só vale lembrar que, tudo correndo bem com o emissor, se trata de uma renda fixa como outra qualquer, apesar de ser uma alternativa interessante devido à rentabilidade maior em troca do maior risco. Mas todo cuidado é pouco. Como dica, o interessado deve verificar a situação do emissor do referido título para conhecer os seus riscos. A partir daí, é só tirar suas conclusões se realmente é um bom negócio. As informações necessárias para iniciar uma pesquisa estão aqui.

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