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Fundada em 2010, a Laqus nasceu com o objetivo de suprir a carência das tesourarias corporativas por soluções imparciais, orientativas e ágeis.

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Desde 2010 atuando no mercado, atualmente a Laqus controla as operações das maiores tesourarias corporativas da América Latina, somando mais de R$ 350 bilhões em seu ecossistema. A missão do grupo é tornar as decisões financeiras mais fáceis, rápidas e seguras, garantindo maior eficiência na gestão dos nossos clientes.

Chegamos para dinamizar a economia com produtos simples e digitais, transformando a relação das empresas com as soluções financeiras, uma nova era entre emissores e investidores.

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Uma solução para gestão de risco e de operações financeiras como emissões de mercado de capitais, financiamento, derivativos e investimentos. Tudo em um só lugar.

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Uma solução única para controle das obrigações relacionadas às operações financeiras, como pagamentos ordinários e extraordinários, relatórios ambientais, auditoria ESG, envio de demonstrações financeiras, acompanhamento de obrigações diversas incluindo estatutárias ou operacionais e outras tantas relacionadas aos dos mais variados tipos de dívida.

IMF Digital

Primeira infraestrutura de mercado financeiro (IMF) verdadeiramente digital e voltada à economia real, robusta e segura para títulos de dívidas privados, trazendo mais transparência nos custos de emissão, sob a ótica da empresa, e de percepção de risco, sob a ótica do investidor. Por meio da tecnologia, entregamos muita agilidade e facilidade ao acessar recursos do mercado de capitais.

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Fique por dentro de notícias, análises do mercado financeiro e tenha as principais dúvidas esclarecidas em artigos feitos sob a curadoria da equipe Laqus.

O cenário das distribuições de Notas Comerciais no mercado financeiro é marcado pela distinção entre distribuições privadas e públicas, cada uma com suas particularidades e implicações. Enquanto as distribuições privadas oferecem uma alternativa ágil e eficiente, substituindo títulos como a Cédula de Crédito Bancário (CCB) e contratos de mútuos em operações de crédito, as ofertas públicas abrem espaço para flexibilidade e desenvolvimento no mercado de capitais.

Neste contexto, a regulação e operacionalização das Notas Comerciais desempenham papéis fundamentais, moldando as práticas do setor, assim como regras relativas à aquisição as, resgates e execução desses títulos.

Vamos aprofundar a compreensão dessas duas vertentes das distribuições de Notas Comerciais, proporcionando um panorama abrangente das características e regras que regem esse mercado.

Distribuições privadas e públicas

Distribuições privadas

O art. 51 da Lei nº 14.195/2021 já define a possibilidade da distribuição privada de Notas Comerciais, além da distribuição pública. Por ser um título escritural e ter emissão menos burocrática, a Nota Comercial privada é uma alternativa simples e mais segura para substituir a Cédula de Crédito Bancário (CCB) ou contratos de mútuos (intercompany) em operações de crédito, além da eficiência fiscal.

Ofertas públicas

As Notas Comerciais têm normas mais flexíveis do que outros instrumentos, como as debêntures. De acordo com esclarecimentos da CVM sobre operacionalização de ofertas públicas, a flexibilidade é entendida como um incentivo ao desenvolvimento do mercado de capitais.

Regulação

As ofertas de Notas Comerciais devem atender às regras aplicáveis às ofertas públicas de valores mobiliários similares (Nova resolução CVM 160). Não é prevista uma aplicação subsidiária da Lei 6.404 (que rege as debêntures), com apenas uma exceção à convocação e ao funcionamento das assembleias, em que a aplicação subsidiária é prevista de modo expresso.

Operacionalização

A lei não impõe a participação do agente fiduciário nas ofertas de Notas Comerciais, embora seja uma prática comum do mercado. A CVM informou que, com o andamento das ofertas, poderá futuramente determinar a contratação do agente fiduciário, caso considere necessário ampliar a proteção aos investidores.

A formalização do termo de emissão da Nota Comercial pode ser realizada após a precificação. Também não é necessário o aditamento do termo após o bookbuilding, processo onde a empresa avalia o interesse do mercado financeiro pelos seus ativos, como ocorre com as debêntures.

Aquisição

O emissor pode adquirir Notas Comerciais no mercado secundário por preço acima do valor nominal atualizado, pois não há necessidade de atender aos procedimentos previstos na Resolução CVM 77, que revogou a Instrução CVM 620 (cuja aplicação é restrita à aquisição de ações e debêntures).

Resgastes

O investidor poderá realizar o resgate igualitário e sucessivo da Nota Comercial. Não está previsto o resgate via sorteio, conforme acontece com as debêntures, tampouco o resgate com deságio ou prêmio negativo.

Execução

A Nota Comercial é um título extrajudicial, conforme dispõe o art. 48 da Lei nº 14.195/2021 e pode ser executado independentemente de protesto. Para tanto, basta ter a certidão emitida pelo depositário central, quando o título for objeto de depósito centralizado.

O título poderá ser considerado vencido em razão de inadimplemento de obrigação estabelecida no seu termo de emissão.

Fato é que a Nota Comercial, há muito tempo utilizada no mercado de capitais norte-americano, continua avançando em terras brasileiras. Por isso, quem trabalha junto ao mercado de capitais deve saber todos os detalhes sobre este potente instrumento.

Laqus Fast Track: Uma solução ágil para emitir Notas Comerciais

O Laqus Fast Track é uma ferramenta poderosa para empresas que desejam emitir Notas Comerciais com facilidade e em conformidade com órgãos reguladores. Com uma variedade de recursos e soluções, o Laqus Fast Track NC ® oferece um pacote completo para estruturar, emitir e gerenciar Notas Comerciais.

Um dos recursos mais destacados é a disponibilização de um modelo padrão para estruturar Notas Comerciais. Este modelo inclui vários modelos de garantias e fluxos de pagamento, tornando fácil para as empresas personalizarem suas emissões de acordo com suas necessidades.

O Laqus Fast Track também é único no mercado que oferece operações em conformidade com a Resolução CVM 175, 555 e BC 4593, com uma integração direta operações em uma central depositária de valores mobiliários. Isso garante que as empresas possam emitir Notas Comerciais com segurança, sabendo que estão cumprindo todos os requisitos regulatórios.

Outra característica importante é a opção whitelabel, que permite que as empresas emitam notas rapidamente e de forma eficiente. A plataforma também oferece integração via API Restfull, facilitando a integração da plataforma aos fluxos de trabalho existentes das empresas.

O fluxo operacional simplificado da plataforma é outra grande vantagem, com a integração de todos os participantes necessários otimizada para facilidade de uso. Além disso, o depósito do valor mobiliário em uma depositária central, como é o caso da Laqus, oferece a capacidade de negociar no mercado secundário, com transferência fácil de propriedade, além da dispensa do registro.

O Laqus Fast Track também oferece o cálculo irrestrito de indexadores e correções monetárias, além do controle e cálculo do saldo devedor e PU (Accrual e MTM). A plataforma também facilita a comunicação dos valores a serem pagos.

Por fim, a plataforma oferece uma variedade de opções de integração, desde APIs até soluções personalizadas adaptadas às necessidades do cliente. Com fluxos irrestritos de juros e amortização, bem como a possibilidade de resgate antecipado, ofertas de recompra, e amortização extraordinária, o Laqus Fast Track NC ® é uma solução completa para empresas que desejam emitir Notas Comerciais com facilidade e conformidade.

Agora que você já sabe as principais vantagens da Nota Comercial e como a Laqus facilita a emissão e gestão de operações financeiras no mercado de capitais, considere agendar uma avaliação sobre como reduzir custos fiscais e operacionais na sua instituição financeira ou empresa.

Em conversas promovidas por gestores de FIDCs e outras modalidades de fundos de investimentos, é possível entender que, como a Nota Comercial é um instrumento que foi regulamentado recentemente, em agosto de 2021, ainda existe certo desconhecimento sobre as potencialidades deste título escritural. Há um tempo de amadurecimento do mercado financeiro para assimilar as novidades, mas em tempos de grande fluxo informacional, não se pode perder tempo.

Inclusive, em casos recentes, uma modalidade de Nota Comercial começou a ser operada: a conversível em quotas societárias. O que muda em relação à Nota Comercial comum é que há um contrato de investimento na forma de dívida conversível, no qual o investidor aporta dinheiro na empresa investida e recebe, em contrapartida, o direito a uma quota definida na participação societária da empresa, respeitando prazo e/ou condição.

Nesse modelo de Nota Comercial conversível em quotas societárias, é possível emprestar dinheiro para companhias que estão começando, como startups. O investidor fica de fora do quadro social da startup e figura como credor da empresa, tecnicamente. A operação estipula momentos no futuro em que o credor da dívida entrará para o quadro societário.

A proteção do investidor é uma das vantagens do instrumento, pois ele não ingressa imediatamente na sociedade, adiando esse momento até que algumas etapas já tenham sido vencidas pela empresa. Ou seja, é possível entrar na empresa se ela estiver crescendo e performando bem.

Fato é que a Nota Comercial, há muito tempo utilizada no mercado de capitais norte-americano, avança cada vez mais em terras brasileiras. Prova disso é o interesse de FIDCs. Mas o potencial de uso pode ser muito maior. Por isso, quem trabalha junto ao mercado de capitais deve entender a grandeza e versatilidade deste potente instrumento.

Vantagens para instituições financeiras

A emissão de Nota Comercial traz diversas vantagens para empresas (S/A, LTDA e Cooperativas) e para instituições financeiras como bancos, fundos e gestoras de investimento, além de factorings e securitizadoras. Com base em suas características, a Nota Comercial é uma opção atrativa para esses investidores.

Uma das principais vantagens é a aceitação da Nota Comercial como garantia para as novas Linhas Financeiras de Liquidez, conforme a Resolução nº 110 de julho de 2021 do Banco Central do Brasil, o que é especialmente importante para bancos.

Além disso, o instrumento permite a constituição, a alteração e a desconstituição de ônus e gravames, o que é útil para diversas operações financeiras. Ainda, ela também pode ser utilizada como lastro para operações compromissadas, o que é uma opção interessante para investidores que buscam diversificar suas fontes de funding.

Veja aqui o infográfico de como funciona a emissão de Nota Comercial na Laqus.

Outra vantagem da Nota Comercial é a possibilidade de a instituição negociar em mercado secundário de balcão não organizado, o que aumenta a liquidez desses títulos.

Vale considerar que este instrumento também pode servir de lastro para CRA, CRI, CR e Debênture, o que amplia as possibilidades de investimento desses títulos de renda fixa, podendo compor a diversificação de carteiras de fundos e gestoras de investimento, o que é importante para investidores que buscam uma gestão de risco mais eficiente.

Em resumo, a emissão de Nota Comercial é uma opção atrativa para instituições financeiras que buscam diversificar suas fontes de funding, ampliar suas possibilidades de investimento e gerir seus riscos de forma mais eficiente.

No Brasil, a emissão desburocratizada de Notas Comerciais estimulou o mercado financeiro e de capitais. Em fevereiro de 2022, elas movimentaram R$ 5,16 bilhões. Entre os motivos que ajudam a explicar o interesse nesse tipo de título está a possibilidade de economizar. No geral, as taxas pagas aos investidores são menores que os custos de empréstimos e financiamentos. Logo, a estratégia ajuda a reduzir o endividamento das empresas.

As Notas Comerciais também se destacam pela versatilidade sobre o uso dos recursos. O dinheiro captado pode servir para compor capital de giro, alongar dívidas, reestruturar o negócio e outros objetivos.

No caso das instituições financeiras, como bancos ou fundos de investimentos, principalmente os FIDCs, a Nota Comercial torna-se um instrumento para operações mais baratas, por conta da redução do custo da operação pelo IOF Crédito isento, bem como a possibilidade de livre negociação no mercado secundário, desde que depositado em central depositária de valores mobiliários, como o caso da Laqus.

A Lei nº 14.195, de 26 de agosto de 2021, publicada no Diário Oficial da União de 27 de agosto de 2021, regulamentou a Nota Comercial, destacando um novo instrumento de crédito, antes dentro do guarda-chuva da nota promissória, prevista desde 2001 na Lei nº 6.385 que dispõe sobre o mercado de valores mobiliários e cria a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Por definição da nova Lei, trata-se de um valor mobiliário que garante alíquota zero para o IOF de crédito. Ainda, é um título de livre negociação e que pode ser conversível em quotas. A emissão é feita exclusivamente sob a forma escritural, ou seja, eletrônica, por meio de instituições autorizadas pela CVM.

Sendo uma solução moderna, a Nota Comercial estabelece relação direta entre a empresa emissora e os investidores e pode conter ou não garantias, sejam reais ou fidejussórias.

Mas, afinal, quem pode emitir Nota Comercial?

As sociedades anônimas, sociedades limitadas e as sociedades cooperativas estão autorizadas a emitir a Nota Comercial. Importante ressaltar que compete aos órgãos de administração, quando houver, ou do administrador da companhia emissora (considerando as disposições do respectivo ato constitutivo) deliberar sobre a Nota Comercial.

Principais destaques do instrumento

  • Alíquota em 0% de IOF de Crédito
  • Distribuição privada ou pública
  • Possibilidade de conversão em participação em quotas de empresas limitadas
  • Simples e moderno, sem cartório
  • Títulos extrajudiciais, que não dependem de processo judicial para reconhecimento de dívida

Características técnicas

Conforme tipificado no art. 47 da Lei nº 14.195/2021 o título deverá, obrigatoriamente, conter os seguintes requisitos:

  • Denominação “Nota Comercial”
  • Data e as condições de vencimento e a taxa de juros, que poderá ser fixa ou flutuante, admitida a capitalização
  • Local de pagamento, além de local e a data de emissão
  • Nome ou razão social da companhia emissora
  • Quantidade e valor nominal unitário

A depender do caso, também deverão constar:

  • Aditamentos e retificações
  • Cláusula de correção por índice de preço
  • Cláusula de pagamento de amortização e de rendimentos
  • Descrição da garantia real ou fidejussória
  • Número da emissão e a divisão em séries

Nos casos de Notas Comerciais de uma mesma série, estas deverão ter igual valor nominal e conferirão aos seus titulares os mesmos direitos.

É importante ressaltar que possíveis alterações das características do título, previstas no Termo Constitutivo de Nota Comercial, que venham a acontecer, dependerão da aprovação da maioria simples dos titulares, em assembleia, onde se aplicarão as disposições referentes às assembleias de debenturistas, conforme previsto na Lei nº 6.404 de 15 de dezembro de 1976.

A tokenização de notas comerciais é uma inovação que está transformando o mercado financeiro, oferecendo uma abordagem mais eficiente e transparente para a emissão, negociação e liquidação de títulos financeiros, em especial, valores mobiliários regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As notas comerciais, também conhecidas como Commercial Paper (CP), são títulos de dívida emitidos por empresas e investidores, e que ficaram mais populares pela praticidade para emissão, menos burocrática do que as debêntures, por exemplo.

Afinal, o que é a tokenização de notas comerciais?

A tokenização de notas comerciais envolve a representação digital de uma nota comercial tradicional em um formato baseado em blockchain. Cada nota comercial é convertida em um token digital, que é registrado e rastreado em um registro distribuído, tornando as informações sobre a nota comercial acessíveis e transparentes para todas as partes envolvidas. A principal diferença entre uma nota comercial tokenizada e uma nota comercial convencional é que os tokens podem ser facilmente negociados e transferidos eletronicamente, reduzindo a necessidade de intermediários e acelerando o processo de liquidação.

Benefícios da Tokenização de Notas Comerciais

Além dos benefícios originas da Nota Comercial, como a isenção de IOF Crédito na operação, bem como a possibilidade de negociação em mercado secundário, é possível pontuar outros benefícios, como:

  • Redução de custos: A tokenização elimina muitos dos intermediários envolvidos no processo tradicional de emissão e negociação de notas comerciais. Isso resulta em custos reduzidos, pois menos taxas e comissões são pagas a bancos, corretoras e outras instituições financeiras.
  • Maior liquidez: A capacidade de negociar tokens de notas comerciais em mercados secundários facilita a compra e venda desses ativos, aumentando a liquidez do mercado. Isso é especialmente vantajoso para investidores que desejam sair de suas posições antes do vencimento da nota.
  • Transparência e Rastreabilidade: A tecnologia blockchain oferece um registro distribuído e imutável de todas as transações, garantindo transparência e rastreabilidade de todas as notas comerciais tokenizadas. Isso ajuda a reduzir fraudes e melhora a confiança dos investidores.
  • Acesso global: A tokenização permite que investidores de todo o mundo participem do mercado de notas comerciais, ampliando a base de investidores e aumentando a competição.
  • Eficiência operacional: A automação proporcionada pela tokenização reduz a necessidade de processos manuais demorados, acelerando o tempo de emissão e liquidação de notas comerciais.
  • Padronização: A tokenização pode levar a uma maior padronização nos processos de emissão e negociação de notas comerciais, simplificando a conformidade regulatória e os procedimentos de due diligence.

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Desafios e Regulação

Apesar dos benefícios da tokenização de notas comerciais, existem desafios a serem superados. A regulamentação em torno da tokenização de ativos financeiros ainda está evoluindo em muitas jurisdições. Questões relacionadas à segurança cibernética, custódia de ativos digitais e conformidade regulatória precisam ser abordadas para garantir um ambiente seguro e transparente para os participantes do mercado.

Qual o passo a passo para tokenização de notas comerciais?

A tokenização de notas comerciais envolve a conversão de uma nota comercial tradicional em um ativo digital representado por tokens em uma plataforma blockchain. O processo pode variar dependendo da plataforma e da infraestrutura utilizada, mas aqui está um passo a passo geral para a tokenização de notas comerciais:

Passo 1: Preparação e Due Diligence

Antes de iniciar o processo de tokenização, a empresa emissora da nota comercial deve realizar uma due diligence completa. Isso inclui a verificação de todos os detalhes da nota comercial, como seu valor nominal, data de vencimento, taxa de juros e outros termos e condições relevantes. Além disso, é importante garantir que a empresa esteja em conformidade com todas as regulamentações aplicáveis.

Passo 2: Emissão dos Tokens

Uma vez escolhida a plataforma blockchain, a empresa emissora trabalha com desenvolvedores de blockchain ou fornecedores de serviços de tokenização para criar os tokens que representam as notas comerciais. Esses tokens são normalmente chamados de “security tokens” (tokens de segurança) devido à sua natureza financeira.

Passo 3: Registros e Documentação

Toda a documentação relevante associada à nota comercial, como contratos, acordos e termos e condições, deve ser registrada na plataforma blockchain. Isso garante que todas as informações pertinentes estejam disponíveis de forma transparente e segura.

Passo 4: Distribuição inicial dos Tokens

Após a criação dos tokens de segurança e o registro de documentos, a empresa emissora pode iniciar a distribuição inicial dos tokens aos investidores. Isso pode ser feito por meio de uma oferta inicial de tokens (Initial Token Offering – ITO) ou por outros métodos de distribuição aprovados.

Passo 5: Negociação no mercado secundário

Os tokens de segurança podem ser negociados em plataformas de mercado secundário compatíveis com a plataforma blockchain escolhida. Isso permite que os investidores comprem e vendam as notas comerciais tokenizadas de acordo com suas preferências.

Passo 6: Liquidação e Vencimento

Quando a nota comercial atinge sua data de vencimento, a plataforma blockchain pode ser programada para liquidar automaticamente os tokens, transferindo os fundos para os investidores de acordo com os termos e condições da nota comercial.

Passo 7: Conformidade regulatória

É fundamental garantir que todo o processo de tokenização esteja em conformidade com as regulamentações financeiras e de valores mobiliários aplicáveis. Isso pode envolver a obtenção de aprovações regulatórias, dependendo da jurisdição e do tipo de nota comercial.

Passo 8: Manutenção e Relatórios

Após a tokenização, a empresa emissora deve manter registros precisos e atualizados na plataforma blockchain e fornecer relatórios regulares aos investidores e às autoridades regulatórias, conforme exigido pelas regulamentações aplicáveis.

Passo 9: Monitoramento contínuo

O processo de tokenização não termina com a emissão inicial dos tokens. É importante monitorar continuamente a atividade na plataforma blockchain e garantir que todos os aspectos da nota comercial tokenizada estejam funcionando conforme o planejado.

É essencial observar que a tokenização de notas comerciais pode ser um processo complexo, e as empresas emissoras devem considerar cuidadosamente todos os aspectos técnicos, legais e regulatórios envolvidos. A consulta a especialistas em tokenização e regulamentação financeira é altamente recomendada para garantir que todas as etapas sejam concluídas de forma eficaz e em conformidade com as leis e regulamentações aplicáveis.

Conclusão

A tokenização de notas comerciais representa uma evolução significativa no mercado financeiro, oferecendo maior eficiência, transparência e acesso global. Embora existam desafios a serem enfrentados, a tendência é que a tokenização continue a ganhar aceitação e se torne uma parte integral do mercado de títulos de curto prazo. À medida que a tecnologia e a regulamentação evoluem, os investidores e emissores podem esperar colher os benefícios dessa transformação digital. A tokenização está definida para revolucionar a maneira como as notas comerciais são emitidas, negociadas e liquidadas, moldando o futuro do mercado financeiro.

Materiais complementares:

#9 Tokenfi | Tokenização de notas comerciais

Tokenização de ativos: o que é e por que é importante entender esse processo?

Tokenização, uma aliada de milhões

Se você não frequenta bares da região da Faria Lima, é provável que nunca tenha ouvido falar sobre o tamanho do mercado americano de Commercial Paper. São quase US$ 2 trilhões de carteira e até o Fed (Federal Reserve), o banco central americano, é participante ativo, comprando e vendendo esses títulos. Mas por que ele é tão grande?

Simples: por lá, as empresas usam a nota comercial como um instrumento muito eficaz de captação de recursos de curto prazo, essencialmente capital de giro, o que por si só já representa um grande volume. Porém, some-se a isso a grande oferta de dinheiro (equivalente à liquidez) por Money Market Funds e temos o papel trocando de mãos rapidamente, o que gera uma dinâmica de financiamento via mercado de capitais para a economia real.

Elementos do mercado americano de capitais, mais desenvolvido do que o nosso, apontam para o enorme potencial em nossas mãos agora. Em agosto de 2021, foi aprovada a Lei 14.195, que regula a Nota Comercial, equiparável ao Commercial Paper. Daí o exemplo, justamente por poder dar a flexibilidade que a empresa precisava somada à segurança jurídica que faltava ao investidor para que este mercado decolasse no Brasil.

Entre os principais benefícios para as empresas em relação ao crédito por meio de instrumentos bancários, como a CCB, está a eficiência do IOF de Crédito. Só aqui já há uma economia de cerca de 2%.

Além da eficiência financeira, temos a maior celeridade e a menor burocracia necessária para uma emissão do que debêntures e pode ser emitida por sociedade limitada ou anônima. É um tipo de título que qualquer FIDC ou mesmo bancos deveriam usar desde já no lugar das CCB, por exemplo, tanto pelo custo quanto pela condição de liquidez.

Um mercado que movimenta mais de US$ 1 trilhão por ano

Compreender o cenário dos Commercial Papers envolve entender também a sua história, que remete ao século XIX. Foi nessa época em que as primeiras Notas Comerciais foram criadas nos Estados Unidos.

O objetivo era funcionar como uma alternativa substituta aos empréstimos bancários, o que ajudou a fomentar o desempenho das empresas.

Além disso, até a década de 1950, praticamente todo o mercado de Notas Comerciais estava concentrado nos Estados Unidos. Foi a partir do fim da Segunda Guerra Mundial que esse título se popularizou em outros mercados.

Em 1960, a primeira Nota Comercial foi emitida no Brasil. No entanto, ainda faltavam mecanismos de controle e regulamentação, bem como regras específicas. Ao longo dos anos, outras regras foram desenvolvidas para criar as condições necessárias para esse setor.

Essa trajetória ajuda a explicar por que as Notas Comerciais estão consolidadas nos EUA. Como referência, em abril de 2021 o mercado era de 1,1 trilhão de dólares, em média.

Crescimento de 35,2% nas emissões no Brasil

De acordo com a ANBIMA, no primeiro trimestre de 2023, as emissões no mercado de capitais atingiram o marco de R$ 23,6 bilhões superando o ano anterior em 51%. 26 ofertas foram realizadas pelo rito de registro automático da nova norma de ofertas públicas (Resolução CVM 160), sendo que 35% dos recursos levantados foram destinados para refinanciamento de passivo, com relação a debêntures.

Uma alternativa eficiente que promete continuar competindo com operações estruturadas e debêntures vem tomando cada vez mais espaço nas emissões públicas e privadas, as Notas Comerciais, que representou uma movimentação de R$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 35,2% comparado com o mesmo período do ano anterior.

Esse instrumento moderno representa uma nova alternativa para captação e investimento de eficiência fiscal com a possibilidade de inclusão de garantias reais e representa uma relação direta entre emissor e investidor.

O desenvolvimento do mercado deste título também compete a quem provê infraestrutura, pois é preciso ter em mente que se trata de um negócio em que se pode ganhar muito na escala, mas é preciso ser menos ganancioso a cada operação em termos de custo para viabilizá-lo. Será que a fábrica de artesanato do mercado local, que cobra alto para customizar cada operação, encara este desafio?

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